Liquidez Romântica

Vivemos tempos líquidos. Nada é pra durar.

Zygmunt Bauman

Os relacionamentos esfriam e deixam de ser “românticos” porque as pessoas deixam de ser quem elas eram. Seja por força externa ou não

Heráclito dizia que não se banha duas vezes no mesmo rio, a água que você tocou já passou, e está em constante estado de movimento. E assim somos nós. Mas em contrapartida, você pode contemplar o fato de conseguir se deliciar nessas novas águas, ou se lamentar não tocar na mesma que te deu a primeira sensação de toque, e isso é seguir.

Eu poderia ser a pessoa mais pessimista em matéria de amor romântico, mas não, porque nas vezes em que fui, eu me provei estar errada, todas as vezes que eu disse que nunca mais me permitiria amar alguém, eu me permiti depois. 

Não posso definir a minha vida por uma ou outra experiência ruim, aí vem o clichê dos aprendizados: o colher a flor no lixão, e deixar pra traz todo o resto.

A vida é um eterno recomeço, mas a vida não é eterna.

Não acredito que todo relacionamento esteja fadado ao fracasso, ou ao cansaço da enfadonha rotina. Se duas forças ativas atuantes forem compatíveis o suficiente, e trabalharem juntas para um resultado em comum, dá pra manter isso, dá para manter a paixão, dá para trabalhar os acertos e não acertos, porque afinal, ninguém nasce pronto, estamos em constante evolução e aprendizado, e é assim também com relacionamentos.

O maior vilão dos relacionamentos não é a rotina, nem o desgaste, nem o tempo que se conhecem, nem os defeitos. O maior vilão dos relacionamentos, assim como da vida num todo, é a psicoadaptaçao. É o “se acostumar”, é o “já conquistei, não preciso mais me esforçar, eu não preciso me preocupar em tentar agradar, eu não preciso me preocupar em não magoar, eu não preciso me preocupar em tentar tornar o dia e a vida daquela pessoa mais incrível, porque eu já a tenho”.

E não temos ninguém! Nem nossos corpos são nossos, porque iremos perecer e em último estágio da cadeia alimentar e do equilíbrio, vamos morrer e nossa matéria se transformará, não levaremos nada.

Eu acredito no amor romântico porque isso só acaba quando acaba o interesse, ou mútuo, ou de uma das partes, o que acaba acarretando no desgaste da outra parte, que tende a querer “levar no braço” até o final, mesmo no fundo sabendo que um fardo feito pra dois, sendo carregado por um só, não pode ser levado muito além.

Uma Prosa Para Teu Olhar

Eu te gravo. Em prosa e em poesia te materializo, assim como teu corpo teso, duro, são e como os sinos da igreja que nos despertam pela manhã. Então, a cada dia, se gera em mim uma nova obra, motivada pela gana de viver que me concedes, motivada pela gana de você que em mim despertas. E sobretudo, uma prosa devo ao teu olhar e que seja ela suficientemente poética como a chuva que escorre pelo vidro da janela, mas simples como o café quente sobre a mesa, pois aqui estamos nós, apenas almas, apenas corpos estendidos sobre a cama… Tua mão que pousa duramente sobre mim, me faz querer afogar-me profundamente em teu abraço. Eu clamo para que venhas, depressa e sem fim, para dentro de meu ser e tu ordenas para que eu te mire… Diante dos teus olhos marrons, claros e escuros, rasos e profundos, pareço contemplar tua alma. A luxúria que nos envolve… Lá está. A paixão que nos percorre… Ali é sua morada. Descubro fogo, escuridão, luz e calmaria, quando me viro. Teu olhar me penetra, me arrebata para longe, me arremessa sobre o chão. Uma prosa não seria capaz de descrever o que encontro, quando em meio ao amor tua face contemplo. Pois sinto-me exposta, teus olhos escuros revelam minha nudez, leem meu espírito, enquanto adentro em teu universo e leio o teu. Eu amo teu olhar e é isso o que digo… Nada mais importa.

Em Prosa Busco Te Gravar

Te olho de cima a baixo… E de baixo vejo teu olhar se obscurecer. Essa cena da água que escorre pela tua pele e que navega ao meu encontro, de tua mão que desliza sobre minha face e de teu coração que palpita junto ao meu, busco fotografar nos cantos recônditos da minha mente para jamais esquecer teu corpo, duro, são, quente. Sobre o chão ajoelhada, submissa contemplo tua grandeza, teu tamanho me assusta e em meu interior até me intimido, mas não evito, olho para cima e busco te gravar, te gravar, apenas te gravar. Em outros dias, épocas, quem sabe até mesmo vidas, te compararia aos antigos Deuses e aceitaria de bom grado ser a mortal a quem possuirias. Mas agora, no momento, tu levemente abaixas tua cabeça e me corta com esse olhar que por dentro me inflama, que me chama, que me queima. A água é nossa amiga e cada gota parece reluzir em teu corpo, cada gota que escorre é uma lágrima de prazer, força, gosto… Tu és dono de todas as coisas e do teu gosto. Me encontro entorpecida e em meio a fumaça, as sombras, a pouca luz que no ambiente habita, te contemplo, te venero, teu olhar não é brando, mas duro, focado, embriagado, sincero… E me assombras, mas ainda assim me recuso a parar, pois me amedrontas, mas me penetras como se nossas almas quisesse eternamente ligar. E de repente, é isso o que somos, eu, tu, amantes, todas as coisas, nada, um. Os dias prosseguem mas ainda me encontro nesse momento, pois sobre o chão, a pedra, a parede e a cama, tu és minha casa primitiva, então deixe-me reviver esse teu olhar duro e maligno, pois necessito te gravar, te gravar, te gravar… Antes que a saudade e o tempo faça de nós desconhecidos. 

Feliz 2020 e os níveis de amizade

EITA, último dia de 2019! Último dia e último post, né? Quem já esteve aqui em algum dos 10 anos deste blog já sabe como que é o esquema.

Mas se tu chegou agora, não estranha nem repara a bagunça: é uma tradição do blog, e minha também, de fazer um post meio que retrospectando (existe isso???), enfim, fazendo alguma coisa parecida com uma retrospectiva com base no que eu andei vendo por aí ao longo do ano.

Geralmente tem de Natal também, este ano não teve sei lá por quê, mas achei que o tal do tradicional barra especial de ano novo não podia faltar. Posso ouvir as palmas da meia dúzia de gatos pingados que estavam se roendo de ansiedade por isso! XD

Tá, chega de bestagem (não pergunto mais se tem as palavras doidas que eu lembro/invento) e vamo logo pro que eu tava pensando em falar pros leitores este ano.

Se você tava esperando eu citar conquistas, ficar me vangloriando e coisas do tipo, já te digo que não vai rolar. O que eu posso fazer é um comentário bem geralzão, saca? E vai ser sobre amizades, olha que falta de ideia que eu tô hoje! XD

Falta de ideia porque eu já falei muito disso por aqui, e acho que outros parceiros de blog, também. Mas dessa vez tem umas pitadas novas de coisas que ando estudando.

Achei uma boa falar de amizade porque lembrei de uma aula de inglês que tive nos últimos semestres. A professora, não lembro exatamente por que, comentou que em inglês se usam palavras diferentes pra falar de cada tipo/nível de amizade.

Por exemplo, classmate (colega de sala de aula), partner (parceiro de negócios), co-worker (colega de trabalho), enfim. Só que, em português brasileiro, e dentro da cultura do Brasil, a gente chama o colega de sala, o parceiro de negócios, o colega de trabalho e outros, todo esse povo a gente chama de amigo!

Ou então amigo + o lugar de onde conhecemos o fulaninho (amigo da escola, amigo do trabalho, amigo da balada). Mas afinal, qual que é o problema disso? Existem níveis de profundidade em relacionamentos de amizade, e quando a gente engloba os diferentes tipos de amigo em apenas uma palavra, a gente acaba neutralizando essas diferenças.

Isso significa que, se no trampo alguém me chama de amigo, eu não sei de cara se a pessoa me considera um amigo íntimo, do peito (ao qual a gente conta os probleminhas da vida, chora as pitangas, dá rolezinho e tá com a gente em momentos bons ou ruins) ou só um colega de trabalho mesmo (a pessoa que a gente pode pedir ajuda nos pepinos e abacaxis de trabalho, mas que ouviria a gente só por educação se a gente reclamasse sobre algo qualquer da vida).

E aí tu me pergunta, qual é o problema disso? Se no Brasil a gente só sabe o nível de amizade com os outros se a gente perguntar ou deduzir, e considerando que é estranho chegar perguntando “vem cá, ô queridão, qual é o nosso nível de amizade?”, acaba tendo uma incompatibilidade entre o amigo que um é pro outro.

Se a gente acha alguém um amigo do peito, mas pra essa pessoa somos apenas colegas de trabalho/estudo/qualquer coisa mais superficial, a gente pode esperar do outro uma consideração que ele não tem com a gente. Por que mesmo? Porque essa consideração que esperamos pode não ser compatível com o tipo de amigo que somos pra ele.

Aí cê sabe o que acontece no final desse filme? Se o brasileiro em geral, com a ajuda da fala, se preocupasse em ser transparente sobre os níveis de amizade, muita dor de cabeça seria poupada…

Bom, acho que era isso, né? Sem resoluções de ano novo quando ao blog, a não ser a de que ele vai continuar deste jeitinho porque tá me agradando horrores, hehe.

Sobre as minhas resoluções pessoais de ano novo, eu vou ficar devendo, mas ainda assim posso responder nos comentários daqui ou da vida real, se você por acaso trombar comigo. 😀

Feliz 2020 pra geral! T+!

 

Foto: Tumblr

Poltrona Facebookiana – Especial de Ano Novo

Hoje é aquele dia em que muita gente faz uma retrospectiva do próprio ano. Me parece que tem pelo menos dois jeitos de fazer isso: contando pra alguém ou postando em rede social. Pelo que tô vendo, o já consagrado textão do Face é um dos meios preferidos pros usuários fazerem essa análise interna, mas que o povo do lado externo consegue ver também. E ter reações, comentar, curtir.

Se fosse em outro texto, o cara ia ficar criticando esse divã digital de ano novo e comparando com o jeito que isso era feito antes, do jeito analógico. Sabe aquele negócio de ficar de frente pra outra pessoa, falar alguma coisa, aí o interlocutor ouve aquilo e responde algo? Algo que tenha a ver? Tá, nem sempre tem muito a ver, há quem possa achar que tá fora de moda, mas a conversa no tête-à-tête é um clássico, oras. E pra mim, clássicos nunca morrem. O que não tira o direito de uma moça que eu vi hoje no Face postar textão nessa plataforma pra relembrar o ano e comentar vitórias. Ah, lembrei de outra coisa que pode parecer antiga e nem sei se usa mais: diário.

Este post aqui podia ser uma página de caderno trancado com cadeado e chave, assim como o textão da moça alegrinha com seus feitos e malfeitos de 2018. Mas, de jeitos diferentes, o texto dela e o meu podem chegar às pessoas de um modo que só se cogitava em ficção científica.

O que isso tem a ver com ano novo? Sei lá, mas deu vontade de falar. É que eu separo 31 de dezembro pra também sentar neste meu divã digital, mas eu não acho que a gente deva depositar neste altar nossa alma nua, sem armaduras, pra que as pessoas possam fazer variadas coisas com essas informações. E informação é um tipo de tesouro que tá ganhando cada vez mais importância.

Afinal, é isso que a garota do textão tá oferecendo pra poder ocupar a poltrona facebookiana: informações. Dados sobre si própria, para quem mantém a poltrona confortável (ou nem tanto) e pros contatos dela. As mesmas coisas se aplicam a mim, escrevendo este texto, mas os blogs não são mais populares como foram. E francamente, quem hoje em dia lê texto grande, ainda mais na internet?

A tendência é que essa nudez de pensamento que andamos praticando no ciberespaço seja o que motive a leitura. Afinal, quem não quer saber da vida do outro? Ainda mais quando a gente nem precisa mais perguntar? E ainda pode tirar print e discutir seriamente a questão da vida do outro no Whatsapp?

Termino este ano pensando nessas coisas todas e não chegando a conclusão nenhuma. Exceto que, pras últimas horas de 2018 e pra todas as horas dos próximos anos, adoto pra mim um código de conduta: ao invés de despir meus pensamentos e minha vida em poltronas facebookianas com tanto curioso assistindo, prefiro poucas aparições. Poucas. Breves. E de camiseta e bermuda.

Uma Quase Reflexão

Uma Quase Reflexão

Vejo os pratos jogados sobre a mesa, as garrafas, as bebidas e as pessoas ao meu redor. De um lado, minha tia joga uma porção de comida que estava em seu prato Read More »

Dezembro em Outubro – Especial de Natal

Olha quem tá aqui de novo. Véspera de Natal, já passa das 6 da tarde, todo mundo se preparando pra noite que vem logo menos e eu aqui, no computador, escrevendo qualquer coisa pra não passar em branco. É assim que eu gosto de passar uma parte dos feriados de final de ano: escrevendo. Descobri isso quando criei este blog em 2009, na plataforma Blogspot, e aí inventei de fazer os tais especiais de fim de ano. Um pra 25 de dezembro e outro pro ano novo. Além de ser uma diversão, essa tarefa acabou se tornando uma tradição do blog e na minha vida. Acho que produzir algumas linhas de texto é um jeito excelente de dar uma geral nas coisas que aconteceram durante o ano. E eu não sei pra você, mas este ano, pra mim, foi uma verdadeira revolução pessoal.

Da parte pessoal eu vou ficar devendo, mas algumas coisas eu acho que posso te contar. No blog, teve a aparição de uma nova blogueira e grande escritora, a Indy (chamo a Ingrid assim), e como eu já devo ter dito antes, foi um dos meus melhores recrutamentos desta página até hoje. Engraçado, foi logo quando eu achei que não ia convidar mais ninguém pra escrever aqui, comigo. Taí a prova de que as coisas mudam, e podem mudar sim pra melhor, mesmo que a gente não bote muita fé.

Eu sei que era pra este post ser um especial de Natal, e eu não sei muito bem como vou fazer pra estas palavras aqui tomarem o rumo que eu quero. Em anos passados eu costumava fazer ou uma “análise” dos valores natalinos, ou algo em conjunto com os colegas blogueiros da época, ou catava uma câmera e saía batendo foto de coisas que remetessem à data por aí. Desta vez eu vou ficar aqui no sofá, enquanto a TV tá ligada e minha família se arruma pra mais tarde.

E pensando em algo pra completar o post, lembro que fui convidado pra uma roda de conversa sobre literatura na minha faculdade. Convidado pra ir lá na frente e, ao lado de outra escritora e duas acadêmicas da área de Letras, falar sobre o que já escrevi e minha visão sobre o que é escrever. Dá sim aquele frio na barriga, e seria chato não sentir nada, neah?

Pois então, teve um momento em que uma das professoras abriu uma página do meu livro “O Lorde” (cujo exemplar tava todo grifado a lápis) e pediu que eu lesse um trecho previamente selecionado por ela. Juro pra você, eu tava preparado pra ler algo da Ruiva, da Duquesa Esmeralda, da 18 anos-luz, da Menina Veneno, enfim, algo que envolvesse qualquer uma de minhas personagens. Bati o olho no texto, e mesmo que eu tenha revisado exaustivamente cada vírgula daquelas páginas, ainda assim fiquei surpreso e não estava preparado para o que tava sendo proposto.

Sim, a anfitriã do evento me pediu pra ler um dos meus especiais de Natal que postei nos anos iniciais do Fala Aeh!. Sério? Mas por quê? Um texto de Natal, da perspectiva católica, sendo lido em um colóquio de Letras? Eu fiquei espantado porque, na minha opinião, tenho outros textos melhores e que se sairiam melhor na ocasião. Enquanto tudo isso passava pela minha cabeça, grudei os olhos na página e comecei a declamar. De início, em tom mais neutro, depois realmente interpretando o texto. E sem desgrudar os olhos da folha, me levantei da cadeira junto da mesa oval e mais uma vez invoquei o Verbo. Ao final da pequena performance, eu continuava sem entender o que um texto natalino simples tinha a ver com o momento. E olha que isso foi em outubro, nem foi neste mês em que estamos.

Legal! Recuperei o fio da meada pra falar deste dia 25. Agora seria o momento em que eu faria uma interpretação mirabolante sobre o motivo da escolha de “O Legado do Senhor da Luz” para ser lido naquela noite (é esse o nome do texto que eu declamei). E, revirando as ideias nessa cabeça confusa que é a minha, sinto quebrar sua expectativa dizendo que, até agora, ainda não sei por que um texto típico de dezembro em outubro. Mas é assim mesmo, as coisas acontecem meio fora de hora, fora de ordem e sem motivo aparente. Ou talvez a gente é que não sabe entender tudo com o nível de conhecimento que temos no momento, se é que teremos.

A lição que consigo tirar é que a vida nos surpreende, como na ocasião em que vi na Indy uma parceira de blog em potencial, ou quando uma professora universitária se interessou por um de meus textos mais espontâneos. Ou quando ganhei presentes de Natal inesperados, de quem eu menos esperava. Ou ainda quando a Vida se faz mais presente hoje do que no passado, e que prova ser mestra em conjurar surpresas. Nem sempre boas, mas que ainda que sejam negativas, podem sim ser um verdadeiro presente, bem antes do Natal. Um presente de Natal antecipado, recebido em outubro. Assim como participar daquele colóquio foi um dos maiores presentes que ganhei até hoje.

Não sei se foi um bom especial, mas taí, é o que tem pra hoje, rs. E quanto a você, espero que receba muitos presentes, ainda que não curta a data nem acredite no aniversariante. Presentes que cheguem fora de hora, mas que provem que sim, vale a pena viver.

Mais do que dar presentes, promova atitudes

“Com que roupa eu vou?”. Badalação. Festas. Reuniões em família. Hora de rever os parentes, seja aqueles que moram lá na ponte que partiu ou então os que, mesmo morando perto, você só vê umas duas vezes por ano – bem nessa época mesmo.

Papai Noel chegando na moral, virando camarão frito debaixo daquelas roupas de inverno em pleno verão de um país tropical – e ninguém questiona, faz TANTO sentido -, e por que não com um certo bronzeado, Bilhete Único ou mesmo dinheiro vivo pro transporte público, pedindo pros presenteados gorjeta e ainda por cima os dez centavos que faltam pra completar a passagem?

Influências idiotas dos States à parte, as pessoas sabem realmente o porquê disso tudo? Mais do que isso, onde é que foi parar o significado do Natal? Afinal, o que é Natal?

Depois desse discurso “frase-feita-tô-pagando-de-revoltado”, tá em tempo de não enrolar mais que o necessário e seguir direto e reto pra real a ser mandada dessa vez. Ainda falando dessas paradas de final de ano, tem certas coisas que quem quer passar esse período de um jeito bacana não pode mandar pra escanteio. Segura aí:

Presentear e festejar não tem sentido se você não…

… Perdoar.

Livre-se de todo o peso que carrega consigo. Resolva e apague todas as mágoas. Esqueça todos os erros, as ofensas, os desentendimentos. Um dos maiores presentes existentes, tanto para quem recebe, como para quem oferece.

É o tipo de dádiva que não podemos conservar conosco, e sim passar adiante, para quem de algum jeito nos fez mal. Enquanto for guardado, vai equivaler a todas as coisas ruins sofridas, e elas irão nos corroer, pouco a pouco, nos dissolvendo até que só reste angústia.

No ato da entrega deste embrulho, instantaneamente você irá se sentir mais leve. É o efeito da paz invadindo você. Mas lembre-se da frase que diz algo como “perdoe seus inimigos, mas não se esqueça o nome deles”.


… Notar o real sentido da festa.

Muito cuidado com as ideias difundidas pela publicidade de que para fazer feliz quem você gosta / ama no Natal é só comprando para ela o produto da marca XYZ.

Óbvio que presentes são importantes, mas não precisam ser necessariamente coisas materiais. E, se realmente quiser presentear com coisas ou objetos, elas não necessitam possuir uma etiqueta de preço com tantos zeros à escolha, nada disso.

Muitas vezes, o maior presente para alguém é a presença. O sorriso. Um papo alegre, uma palavra de conforto, um abraço que abriga. Considere a possibilidade de existir justamente na simplicidade a grandiosidade.

Algo que tenha significado somente para você e aquela pessoa, ou somente ela, algo que a leve de volta a algum momento que a muito custo ela mantém íntegro na memória.

Todos gostam de, ansiosos, rasgar embrulhos e vislumbrar maravilhados seu conteúdo, mas certifique-se de ter entendido o real sentido da festa: estar perto dos seus entes queridos.


… Estar com quem você gosta.

Ou ama. Ou os dois. Tente reunir todas as pessoas que para você realmente significam algo. Abrigue todos eles em seus braços. E não tem o menor problema que eles sejam poucos ou apenas dois, ou um: triste seria se não houvesse nenhum.

Esteja com todos eles nesses dias, seja para comemorar o nascimento de Nosso Salvador ou sentir a fúria luminosa e prateada dos primeiros segundos do novo ano que se inicia. O sentido da festa é exatamente este.

E mesmo que você faça parte de mais de uma família, arranje um jeito de ao menos estar um pouco com cada uma delas.

Tente não privar ninguém do seu amor e carinho em dias que nos alegramos justamente por ter passado um ano inteiro juntos (se é que o reencontro não aconteceu exatamente nessas datas), expressar o desejo de que a nova etapa que está para começar se desenrole ao lado dos que te querem bem, compartilhe a sua alegria, espalhe a felicidade.


… Manter perto mesmo quem está longe.

Se ao reunir todos os seus favoritos ficar faltando alguém, nem assim deixe que essa pessoa esteja longe. Encurte a distância, quebre as barreiras da ausência.

E pra isso não tem um jeito melhor do que fazer uma ligação. Sorrateira, de surpresa, para encher de emoção o coração da pessoa que irá atender.

E se você também for querido por ela, esta pessoa vai estar esperando por isso, e vai com toda a certeza retribuir você. Pode ser que fique triste pela distância de alguém, mas mantendo contato mesmo que não seja presencialmente esse sentimento fica muito mais leve de suportar.

É uma pena que os planos que a Vida têm na maioria das vezes não batem com os nossos, e o importante é tentar impedir que certos contratempos atrapalhem.


… Aceitar que pode ser diferente.

E vai. Existem novos 365 dias inteiros para que você faça o que precisa. E o que quer. Materialize na realidade seus planos, corra atrás do que vem perseguindo. Oportunidade de se levantar, de fazer tudo diferente, de tomar a iniciativa, se mexer e tomar alguma atitude.

Momento de mudar. Por esse motivo é que as esperanças se renovam, e devemos deixar para trás o que ficou para trás. Levando consigo sempre as experiências que se obteve de todas as situações, mas se livrando do que já não serve, coisas, pessoas, situações, dores.

Se ficar olhando demais por sobre seus ombros, perderá a oportunidade de ver o que está logo à frente. E pode estar na sua cara.


… Mudar.

Procure fazer um exame de consciência e identificar tudo que precisa ser melhorado. Mais atitude, mais cautela, menos exposição? Só você poderá dizer. Até porque o melhor fiscal de você é você mesmo.

É um processo complicado, difícil e pode ser doloroso, mas todos precisamos mudar em algum sentido, mudar para melhor, e isso vai depender essencialmente da sede por renovação e também da força de vontade de cada um.


… Planejar.

Nem que pra isso você precise rabiscar seus planos e sonhos em um papel. Estabeleça metas, a curto, médio e longo prazos. Verifique se essas metas são possíveis. Caso sejam, pense em meios e modos de chegar até lá.

O que preciso fazer? No que preciso mudar? O que tenho que aprender? Com quais pessoas devo falar? E assim por diante. Defina a rota do seu barco, ou ele será rodopiado pelo mar ao sabor do vento. Em círculos.


… Dar uma chance às pessoas.

As certas. Infelizmente não tem um jeito de saber quem é quem a princípio, mas experiência e sabedoria minimizam as chances de você falhar em seu julgamento.

Por meio das tentativas, erros, ganho de experiência (e consulta das vivências de pessoas mais sábias que você) é possível dar a oportunidade das pessoas deixarem aflorar o seu melhor.


… Aceitar que Natal é todo dia.

Não é possível que ninguém note essa tal de hipocrisia natalina, que faz todo mundo ficar bonzinho no fim do ano, e no final das contas todas essas boas ações vão pra lata de lixo junto com as sobras do Chester.

O mundo precisa de amor ao próximo, pessoas cordiais, prestativas e bondosas todos os dias, não apenas nos que circundam 25 de dezembro. Não deixe para ser uma pessoa melhor apenas um dia em todos os 365 disponíveis.

Mais do que dar presentes, promova atitudes.

 

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3 erros fatais que você deve evitar na faculdade

Você está na faculdade agora? Quais erros você não deve cometer? Como aproveitar ao máximo os anos que você passa na faculdade?

Muita gente por aí está na faculdade. É o seu caso? Faz um ano e meio que me formei, então pensei em alguns conselhos para você que está cursando a universidade.

Também serve como reflexão para quem se formou há pouco tempo, como eu, mas o que realmente vai te interessar são os 3 erros fatais que você não deve cometer ao ingressar em uma faculdade.

Nos meus 4 anos de universidade, eu passava pelas portas das salas dos veteranos, e na parede ao lado dava pra ver uma série de folhinhas estilão A4 onde se lia “falta um boleto”.

Claro, o final do curso e os conhecimentos adquiridos são detalhes sem nenhuma importância, certo? Certíssimo! Mas não deveria ser.

Continue a ler e e descubra:

  • Uma visão realista do que é ser universitário e estagiário
  • O que acontece se você não for efetivado no estágio nem correr atrás de uma vaga em sua área
  • 3 erros fatais que nenhum universitário deve cometer

Escravidão (mal) remunerada

Universitário que ainda não tem vida financeira estabilizada e não faz parte de família rica vive ferrado, sem grana, sendo explorado em todos os sentidos em estágios cujo lado chatinho é ser uma escravidão (mal) remunerada.

Usando a merreca que o maluco suou sangue pra ganhar, esse mesmo maluco em geral deixa quase todo esse valor na mensalidade da facul. Fora aquelas “pescadas” em plena aula na maior inocência (e pela mais genuína forma de cansaço).

Vendendo hot dog pra sobreviver

Ao final do curso, teu estágio vira poeira cósmica. Na prática, se você não foi efetivado no estágio nem recebeu oferta de emprego, fica desempregado, e pode acabar sendo obrigado a vender tua força de trabalho por valores ridículos, meramente pra não passar fome ou apertos federais. Enfim, aceitar trampos que não estão à altura da sua capacidade. Apenas pra sobreviver.

E o conhecimento?

Vendo por esse lado, lógico que ir na lotérica pra pagar o bendito do último boleto quando acabou a faculdade acaba sendo mais divertido do que a própria colação de grau com a galera do fundão. Questão monetária pesa horrores. Mas é essencial aprender direito sua profissão. Crescer como pessoa. Obter conhecimento.

Veja os 3 erros fatais que nenhum universitário deve cometer:

  • Dar mais valor aos boletos pagos do que ao conhecimento. Você valoriza boletos a menos no orçamento? Ou valoriza o conhecimento, a experiência, os macetes e o network que tu fez (ou não) não facul?
  • Não ter um bom relacionamento com os professores. Faça network com eles! Afinal, seus professores serão colegas de profissão que podem te indicar pra jobs.
  • Não ter um bom relacionamento com os outros alunos da sala. Como já ouvi um professor dizer, “pelo menos adicione no Facebook”. Os motivos são simples e poderosos demais pra ignorar: seus colegas de classe podem ser os futuros visionários da área do seu curso. Vendo quem é bom, você pode recrutar talentos pra sua futura empresa, ou até ficar perplexo ao ver que o cara que vai te recrutar no emprego dos sonhos é o aluno que sentava do outro lado da classe e que tu não ia com a cara.

Claro que existem muitos outros erros, e eu nunca poderia falar de todos. Por isso, se quiser saber mais, veja esse site aqui.

Confere esse vídeo engraçadíssimo do canal 5 Alguma Coisa sobre os tipos de aluno na faculdade. Recomendo!

O Lorde da Esperança (Richardes Lima Souza)

Texto enviado pelo meu novo amigo Richardes, que conheci em um sarau. As coisas que aparecem nessas linhas são estranhamente familiares… Se a vida imita a arte, a arte retrata a vida.

 

O Lorde da Esperança (The Lord of Hope)

Era estranho!

Fui convidado para um sarau, e como sempre gostei dessas coisas, eu fui. Cheguei lá, a anfitriã me recebeu e logo tomei meu lugar. Fiquei sabendo que haveria um lançamento dum livro, e eu falei comigo: tanto faz, tanto fez!

Ah… Mas eu não perdia por esperar. Logo começou o sarau e aquele tal livro começou a ser lido pelo próprio autor, um rapaz franzino, de modos tímidos e desajeitados.

Logo comecei a me interessar pelo livro; o autor lera uma crônica de estilo poético e gostei. Eu, que já havia perdido a vontade de escrever, tive esse desejo reacendido.

Sim, reacendido pelo livro do autor tímido e franzino.

E hoje tenho novamente minha sensibilidade, graças a um livro de um autor por enquanto desconhecido.

Richardes Lima Souza

Gelo

“Bem, eu estou muito mais perto do que eu nunca saberia… Acorde!”.

Acho que levei a mensagem desse som muito a sério, e do vácuo acordei. A hora? 6 da matina, e como eu esperava, o sol ainda não tinha dado as caras.

Pó de café e água pelando de quente. Essa mistura caindo na caneca grande de alumínio e derretendo o açúcar lentamente.

Acordado, mas nem um pouco sonolento, tá ligado que uma boa dose de adrenalina te deixa pilhadaço mais que guaraná com catuaba. Como se fosse pouco, isso misturado com ansiedade se torna um coquetel insanamente tenso, pronto a fazer seu “ésse dois” dar as batidas finais.

Cada hora que se aproxima te atravessa o peito, como se fossem adagas pontiagudas te deixando cada vez mais ferido à medida que se aproxima o momento combinado. Fugir leva ao remorso, ficar leva à aflição de saber que vai rolar a qualquer momento. Pode ser no próximo minuto, no próximo segundo, agora.

Cê vê um sinal ao longe, ansiedade e nervosismo no topo… E então você finalmente tá cara a cara com a pessoa que iria encontrar. Engraçado como tem pessoas que, momentos antes de as encontrarmos, oferecem pra gente a mesma sensação de primeiro encontro, toda vez.

Mas o melhor dela é que toda essa aflição se desfaz nos braços de quem se ama, instantaneamente, dissolvendo-se em beijos doces e ardentes. Nada disso é ruim, e não quero nunca me tornar um cubo de gelo a ponto de não sentir nada: com emoção é muito melhor.

Imagem: spiritfanfics.com

 

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Orkut

Hackear ou não hackear? Eis a questão… Dúvida cruel que me passou pela cabeça no LAB de informática da ETEC. Gente conversando, gente entrando, gente saindo, gente programando em Visual Basic ou fazendo qualquer outra maldita coisa que fosse. Programar algo? Ah, nem quero, vamos ver os meus scraps do Orkut!

E qual é a minha surpresa quando percebo que um otário qualquer teve a estupidez de sair do PC e deixar aberta a sua pessoal e intransferível Conta do Google… Pessoal e intransferível uma ova, pra que aconteça um golpe, é só ter um pamonha e um picareta.

A conta de todos os serviços que o Google presta pro cara: G Mail, um outro serviço aí, a senha do Orkut do cara ali na minha mão, o Kut dele em meu poder, a minha primeira conta hackeada, a apenas alguns cliques de distância…

Tinha um Diabinho e um Anjinho, um de cada lado da cabeça. “Eu hackeio ou não?”. “Não…”. Por fim, cliquei na opção Sair, na conta do Zé Ruela, e lá se vai o primeiro Orkut que eu hackeio…

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Ê, vidão…

Estava aqui flexionando uns dilemas. Coisas que ninguém nota. Coisas que passam batido pelos olhares que tão acostumados a não enxergar nada além do que tá gritando na fuça de cada um e implorando pra ser descoberto. E é comum alguém questionar esse tipo de coisa? Não dá pra dizer que é justo, mas e se fosse diferente, não seria algo bizarro?

Olhando mais de perto a situação das mocinhas e dos marmanjos, dá pra notar de longe que os caras tem uma porrada de obrigações pra cumprir em relação às gurias, aquelas típicas coisinhas que ninguém sabe quem disse mas que fica chato pra caracas não fazer, enquanto as mulheres ficam de boa, estáticas, esperando alguma atitude ou iniciativa, e nessa inércia imposta pela sociedade muita coisa se torna extremamente cômoda e confortável pro lado feminino da força. Quer mesmo que eu dê exemplo? Vamo lá então, e não são poucos…

Levanta a mão aí quem sabe quem é que tem que tomar a iniciativa na conquista. Ponto pros meninos, e isso por acaso é alguma vantagem? Quer situação mais “de boa” do que uma garota gostar de alguém, esperar que essa pessoa adivinhe o que se sente por ela (e detalhe: mesmo sem dar o menor sinal de que tá a fim, muitas vezes desprezando até dizer chega), ver passar as horas até que o condenado indivíduo resolva chegar na nela com a cara e a coragem, e tantas vezes nem com uma coisa nem outra (salve MSN!), ficar na zona de conforto e avaliar com um ar superior se vai mesmo dar uma chance pro cara, sem ter que encarar de frente a chance de rejeição e sim tão somente a possibilidade de rejeitar, e ao final resolver dar uma esnobada digna de Mariah Carrey só pro sujeito ficar mais a fim (o que só funciona se o cara for do tipo “homem de malandra”)?

Quem, de acordo com essas regras que não dá pra saber de onde vieram, é “obrigado” a chegar na mina? O garoto. Quem é que deve provar que é de responsa e federal, que na real vale mesmo a pena? O garoto. E por fim, quem é que corre, nesse caso, todo o risco de levar um toco bem na cabeça? Nem preciso dizer quem.

As garotas ficam numa cúpula florida e encantada, protegidas de qualquer carão, mico ou sensação de vergonha, e o resultado disso é que tantas não sabem como chegar no cara quanto gostam dele e o condenado simplesmente não nota nada. Não são raras as que acham que os homens tem a obrigação de ler seus pensamentos e adivinhar suas vontades mesmo que elas não abram as boquinhas cintilando de gloss pra mandar a real e dizer o que querem.

Daí apelam pra táticas femininas de paquerar, que são sutis ao extremo se comparadas com as masculinas, e a maioria dessas estratégias se resumem a “vou dar uma chance DELE tomar a iniciativa, quem sabe ele note…”. Talvez toda essa inércia venha do medo que as mulheres têm de ser consideradas fáceis, vaquinhas de brejo e outros nomes que você vai ver na versão sem cortes.

A timidez inicial da conquista deveria ser um lance encarado pelos dois sexos, e não por apenas um só enquanto o outro não sai da zona confortável e sem perigo. “Decepção não mata, ensina a viver” (salve filosofia de Orkut!), portanto é muito normal que meninos e meninas quebrem a cara de vez em quando.

Mas aí entra um outro probleminha: existem mulheres que acham que, se elas tomam a iniciativa, o cara não tem o direito de dizer não, não pode rejeitar, dar toco, já que elas tiveram o grande sacrifício de sair de sua enorme bolha pra entrar em contato com a realidade e correr o risco de ser desprezadas, no melhor estilo “hoje não, Faro…”.

Não tô generalizando, mas o lance é que algumas das representantes da galerinha que frequenta o Clube da Luluzinha deveriam aprender que nesse mundo não dá pra ficar com a bunda na cadeira esperando tudo cair do céu e que, se você quer, a responsa de ir buscar e conseguir é completamente tua.

Já que exemplo é o que não falta, responda rápido: o que é que uma mulher vai achar de um homem que no primeiro encontro diz que tá sem grana e insinua educadamente que não vai ter jeito de bancar o jantar nem se o chef fosse um brother das antigas e dispara sem piedade um apocalíptico “Amore, vamo rachar?”.

Primeiro que ela não vai achar nada, ela vai ter certeza. Certeza de que o cara não tem um tostão furado no bolso (pão-duro) e, em segundo, que não é nem um pouco cavalheiro, afinal, caras meigos, fofos, gentis, educados e que “eu vi na Capricho” (se for adolescente) ou qualquer dessas revistas de comportamento pra mulheres e que rotulam a espécie masculina até dizer chega pagam a conta. E não é que é verdade?

Essa obrigação é totalmente nossa, digam o que disserem, tanto é que às vezes um homem pode se sentir ofendido por ter a conta paga por uma mulher. Machismo? Não é o meu caso, mas certas coisas que passam pela cabeça humana são igualmente misteriosas e sem qualquer nexo pra AMBOS os sexos.

E no meio de todas essas gentilezas (que do ponto de vista monetário da coisa se resumem a pagar, pagar e pagar), a mamata das mulheres é ilimitada. Pra começar, não raro rola aquele esquema de “te pego às 7”. A moça se produz do melhor jeito que pode e fica esperando o cara ir buscar ela, de carro. Custo com transporte, zero, tanto pra ir como pra voltar.

Chegando ao jantar, “Imagina, você é minha convidada!”. Pra fazer presença, o sujeito leva a garota a um lugar razoável e brincando, brincando, gasta uma graninha boa com a noite. Ao final, deixa a mulher na porta de casa e fica inventando mil desculpas pra ser convidado a entrar.

Mesma coisa em um cineminha, onde “pra não ficar chato” tanto os ingressos quanto o lanche ficam por conta do cara, além de qualquer bobagem que apareça pelo caminho e ela peça (alguns tipos pedem MESMO, e na maior cara dura). Resultado: literalmente, ao final das contas, o programa pra galerinha feminina acaba saindo no maior 0800 (na faixa, na gratuidade). Descontando o que o salão de beleza levar na escova, chapinha, tintura e o escambau a 4, claro.

Lógico que tem mais, a ligação. A emblemática, aquela que rola depois do primeiro encontro e vai deixar bem clara a resposta da pergunta “foi bom pra você?” e vai definir o rumo das coisas daí pra diante. E por que cazzo é a gente que tem sempre que ligar?

Por que, se a pessoa que vai estar do outro lado da linha tem uma boca com língua de brinde e além disso cinco dedos em cada mão, aptos pra discar o número que tá anotado em um pedaço de guardanapo ou na cabeça da fulaninha?

Puro medo de estar pressionando, por achar que vão ser feitas de gato e sapato se correrem com muita sede ao pote ou demonstrarem qualquer interesse mais intenso. Isso parte da filosofia de que homem maltratado é homem presente. Mantido na coleira mesmo, e devo dizer que não são todos que curtem esse tipo de tratamento que não merece ser chamado de forma de tratamento (não existe fórmula mágica pra lidar com homens, e com as mulheres, muito menos).

É só uma ligação! Não dizendo as 3 palavrinhas mágicas, qual é a pressão? Tem algum problema em dizer que curtiu o programa, que se divertiu e que qualquer dia desses quer repetir a dose? Garanto que nenhum de nós vai fugir ao ouvir isso num contato de telefone, muito pelo contrário.

A real é que muitas mulheres no começo (e não raro em todo o processo) querem se sentir no controle da situação, e aí procuram nos submeter aos tratamentos mais frios pra ver se a gente gama e no final elas não se apegaram pra valer.

Em todo caso, o que estraga tudo não é ligar logo após o encontro, e sim o que vai ser dito. A ausência de um retorno feminino também pode ser um tiro pela culatra, ser interpretado como desinteresse e aí a garotinha orgulhosa que esqueceu como usar o telefone pode ficar chupando dedo. Nada mais justo.

Outra coisinha: pedido oficial. Eu pelo menos nunca vi nessa vida nenhuma garota pedir um cara em namoro, por exemplo (por isso tenho tanto orgulho de ver a Rasputia chegar chegando em Norbit e tomar a iniciativa, no filme de mesmo nome).

Depois de mais ou menos um ano de namoro não oficializado, ou quando ambos decidem, ou pior, quando o carinha é colocado contra a parede pra deixar as coisas um pouco mais sérias, é ele que deve correr atrás de tudo: lugar do pedido, o pedido em si, compra das alianças (e aqui surge uma nova vertente de homem que escolhe com a pretendente um modelo que agrade os dois, mas a tendência tradicional é uma escolha sem qualquer pedido de opinião mesmo), se vai rolar o pedido na frente dos pais da moça ou não, se o pedido vai ser pra moça ou pro PAI dela (isso mesmo, como se o cara quisesse namorar com o pai da futura namorada ao invés da respectiva pimpolha) e uma série de outros enfins.

Com magia ou sem magia? Até isso é da competência masculina dar chance ou não através do jeito que vai fazer as coisas. Na prática, a mulher precisa apenas aceitar o convite pra jantar ou o que quer que seja que sirva de desculpa para a troca de alianças, esperar pelo pedido, dar aquele suspiro dramático antes de dizer “sim” e esperar que a aliança seja colocada em seu dedo. Simples assim, e o esforço? Zero, a menos que ela queira participar de algo no processo.

Resumo da ópera interminável: obrigações culturais que já são coisas de praxe. Pra fugir um pouco disso só mesmo indo ao Japão (leia-se: declaradamente um país machista desde suas raízes), onde, no dia dos namorados, pra expressar o seu amor ou agradecer, as mulheres presenteiam os homens com chocolates. Mas, pra equilibrar as coisas, foi criado por pasteleiros dos anos 8o o “White Day” (Dia Branco).

Nesse dia, a rapaziada que ganhou chocolate no dia 14 de fevereiro (dia dos namorados no Japão) tem que retribuir o que ganhou um mês depois. E mais: o valor dessa retribuição precisa (mas não é obrigatório) ser mais caro que o do presente original (outro sinal de “cortesia” e “educação”).

Depois de todos esses loops de deixar tonto, o que quis dizer com tudo isso é que a nossa cultura torna a vida das mulheres, nessas situações que a gente discutiu, muito mais cômoda, fácil, simples, despreocupante, sem stress e extremamente barata. A garota pode chegar na casa do seu amore em pleno dia 12 junho de mãos vazias. Mas e o cara, pode fazer o mesmo? No mínimo vai ser tachado de insensível, descuidado, indiferente e mais qualquer acusação à escolha.

Temos uma carga de cobranças enorme. E o pior de tudo é que a realidade seria completamente alienígena sem ela, ou se essa mesma carga fosse colocada nas costas das mulheres. O problema é que elas até bem pouco tempo foram educadas para ser passivas e submissas, e felizmente isso tá mudando. Ao menos na conquista, tá surgindo uma vertente de garotas que sabem o que querem e mandam na lata. Tentativa de se igualar aos homens? Sei lá. Ao menos assim, o “privilégio” da rejeição não fica sendo inteiramente nosso.

Imagem: meowtfit.tumblr.com

 

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7 de setembro (e outras datas também)

Tava aqui, de bobeira, olhando pro calendário, e bati o olho no dia 7 de setembro. Claro, a primeira coisa que vem à cabeça de muitos condenados por aí (e na minha também… KKKK!) é que esse é o doce e mais próximo feriado…

Aqui, em terras brazucas, a gente enxerga os feriados mais pelo fato de ser um dia em que não se trabalha ou estuda, mais como um dia pra relaxar ou dar um rolê, não lembramos ou não sabemos, ou nem queremos saber o porque de no “dia X de onzembro” ser feriado nacional. E daí?

É só o dia em que um cara foi condenado à forca, enquanto o resto teve um fim bem melhor, ou o dia em que um exército medíocre e equipado com estilingues foi à guerra, ou qualquer outro pensamento superficial como esses.

Pior do que curtir um feriado nacional ou mesmo regional sem saber o significado é ignorar a razão do feriado e ainda ter que trampar no dia…

Pensando de um jeito meio socialista, dá até pra dizer que a grande maioria desses feriados ou mesmo algumas das datas comemorativas que não te fazem poder ficar de bobeira pra fazer o que quiser foram criados meramente pra nos levar às compras.

Tá ligado (a) o Dia dos Namorados? Na real, só o Brasil celebra esse dia em 12 de Junho. No resto da redonda bolinha azul apelidada de Terra, a data escolhida é 14 de Fevereiro, dia de São Valentim.

Esse tal 12 de junho foi instituído por aqui em 1949, pelo publicitário João Dória, sob encomenda da extinta loja Clipper, pra dar uma melhorada nas vendas de junho, então o mês mais fraco pro comércio…

É, fiél leitor (a)… Quando o comércio precisa de uma data comemorativa pra vender e não tem, inventa uma. A real é que isso funciona muito bem: vem o dia das mães, dos pais, das crianças, dos namorados, as lojas investem em todos os tipos de propaganda imagináveis, tudo pra nos fazer comprar e consumir…

Pessoalmente, acredito que presentear alguém especial fora de data é muito mais emocionante e gratificante. E mais: objetos sempre serão meros objetos, a não ser que você coloque no pacote alguns “produtos” invisíveis, tipo aqueles que nem o Master Card compra. Quem me entender, ponha em prática…

Putz, era pra eu falar sobre 7 de setembro e acabei viajando legal… Mas tá tranquilo. Pode ficar sussa, eu não vou ficar dando aulinha de história aqui. Só é preciso mandar uma fita: nessa mesma data, em 1822, às margens do riacho Ipiranga, Dom Pedro gritou diante de sua comitiva “Independência ou morte!”.

Okay, qualquer Zé Ruela tá ligado que esse feriado existe pra comemorar o dia da independência do Brasil. Mas, ficam algumas dúvidas… Será que a gente é livre mesmo? Por que será que a crise econômica mundial, que começou no país governado pelo Obama, acabou afetando todo o globo, inclusive o Brasil? Será que, de fato, somos uma nação independente? Tenta dar uma “flexionada” no tema, depois cê me conta.

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Engarrafamento de guarda-chuvas causa meio metro de lentidão

CHIP DA OI, CHIP DA TIM, CHIP DA VIVO, CHIP DA CLARO! Véi do céu, duvido que cê não tenha ouvido esse refrãozinho na rua. E o chato de refrão ruim é que enjoa. E bem rápido… Mas meoo, ninguém tem culpa do fato cê ser um dos milhares (ou seriam milhões? ) de trabalhadores-brasileiros-condenados-que-mal-ganham-100 reais + o dinheiro-do-busão (salve Homem Cueca!).

E que mal tem em ser da classe operária barra otária, nessa ralação diária no melhor estilo A Cigarra e a Formiga? Podexá que eu explico e dou descanso pros seus neurônios: quem todo dia dispensa 8 horinhas básicas do seu dia pra faturar muito e torrar tudo na fatura do cartão (ou seja, NOZES) não tem o glamour necessário pra ficar dando sopa em ponto de helicóptero de Alphaville. Uma estrelinha de bom menino/menina pra quem cortou meu falatório e disparou que quem não leva vida de magnata depende de transporte público.

É, jhow… Com certeza tu sabe como fica o trânsito em SP de manhã: algo no estilão fogo na Babilônia. Junte esse caos caótico considerado (mas odiado) normal a algumas gotinhas de água diretamente da torneira sagrada de nosso apelidado São Pedro.

E se fosse o próprio São Paulo o cara a controlar a chuva da cidade que roubou seu nome na maior cara dura, será que mudava alguma coisa? Dificilmente, por coisinhas como uma das principais vias de acesso da grande São Paulo à capital (comumente xingada de Marginal Tietê) ser uma só e não colaborar nada com o trânsito e a vida do nosso trabalhador brasileiro. Quer motivo? ENTÃO TOMA! (salve pro Emicida!).

Não sei se reparou na rodovia Anhanguera, que de longe (literalmente) acaba pegando parte do trânsito da Marginal. Até fizeram aquelas coisas que a CPTM chama de “obras de modernização” (uma ova!). Mas o que significa isso? De boas. Se tem muito carro de manhã e nos outros horários de pico, só alargar a pista, certo? Necas. O máximo de novidade que essa “expansão” da Anhanguera fez foi elevar (ou rebaixar) a apelidada pista de rodovia pra estacionamento coletivo ‘de grátis’. Não é totalmente excelente?

E se acaso o Gerente Geral das Gotas de H20 (a água, não aquele refri-fake-enrola-trouxa da Coca) resolve lavar um pouco da imundície da cidade, o que era bom (até demais) fica ainda melhor. Chuva causando lentidão nas estradas. O cara já não vai chegar no horário. Tem aqueles probleminhas camaradas no Metrô e na CPTM (me diga, papi, ‘FRÓID’ explica?!).

Geral fica virado no jiraya e com certeza venderia a mãe pra poder chegar primeiro na escada rolante da nossa querida estação Palmeiras – Barra Funda. Bem uns 15 minutos pra tu chegar à superfície do que os caras do Rappa chamam de “mar de gente”. Mar? Nem todos os oceanos conseguem absorver tanta gente, maluco.

Eu disse 15 minutos? É isso se ninguém resolver dar um senhor salto mortal pra literalmente quebrar a cara nos trilhos e ser inspiração pra qualquer filme tipow Premonição, ou então se ninguém te bolinar na muvuca e você resolver reclamar pra um guardinha de Metrô, e ele te falar que só pode chamar o elemento pra um papo só ele e o cassetete se te matarem no processo da bolinação. Se tiver na brisa refrescante do inverno, pode contar com o calor humano de centenas de paulistas prestativos num trem da CPTM perto de você.

Como se a gente já não tivesse olhando pra tudo isso com cara de ‘Me Gusta’, pisamos em terra firme, que não chacoalha como o chão de lotação, trem, metrô ou busão. Aí a gente sente na pele uma coisa aguada que justifica bem por que chamam SP de Terra da Garoa.

Tem gente que carrega ele discretamente na bolsa, saca o negócio, aperta um botão, o barato abre, o cidadão põe aquilo acima da cabeça e fica pagando de James Bond de quinta com apetrecho que se compra pelo mesmo preço que uma Tubaína sem gelo. Outros já tem daqueles estilão katana do Kill Bill, e muitos andam mesmo com capa de chuva amarelo-vômitei-no-Mc-Donald´s, da mesma cor que o macacão que a Uma Thurman usa no filme.

O lance é que todo mundo resolve sacar o seu apetrecho de agente secreto ou espada samurai ao mesmo tempo, e o resultado é que também nas calçadas das ruas rola engarrafamento. E de guarda-chuva. Tem vezes que isso causa meio metro de lentidão, ou mais. E cadê que a CET regula essa budega? Quero ver usar a lógica do alargamento da Anhanguera pras calçadas. Vai faltar espaço pros carros.

Carros que vão de 0 a 100 em cinco segundos, mas que não chegam a cinco quilômetros por hora num engarrafamento ferradaço desses que a gente conhece. E pra quê carro, galerinha? A gente ainda vai abandonar tudo isso e andar de triciclo, de bicicleta, de carroça.

 

*Texto ganhador do 5º Concurso Literário de Cajamar (2015), Categoria Crônica – 2º lugar
e publicado no jornal Mundo Universitário

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Money, money, dinheiro, dinheiro…

Difícil de ganhar, e fácil de gastar. O lance é que as coisas foram evoluindo, desde as trocas que os caras que tinham uma caverna como habitação faziam, passando pelas moedas de metais preciosos, por notas, cheques… Falando em notas, uma coisa super rara é você se deparar com uma lendária nota de 100… É muito mais fácil ver duas notas de 50 juntas do que o peixinho azul que vale cem unidades de real…

Uma crueldade machista, que inclusive é mostrada num diálogo do filme A Ilha, é o seguinte: “nunca dê um cartão de crédito a uma mulher”. Pô, afinal, qual é o risco de deixar as garotas no comando do apelidado dinheiro de plástico? Reza a lenda que muitas das mulheres quando vão ao shopping, por exemplo, ficam deslumbradas pelas vitrines brilhantes, chamativas… E os produtos parecem dizer: venha, venha… Aí, muitas delas acabam seduzidas e estouram o orçamento pessoal, ou familiar, e essa é a dor de cabeça de muitos maridos por aí.

Antes que me chamem de machista (coisa que eu não sou!), deixo bem claro que tem muitos caras consumistas por aí, que enfiam o pé na jaca legal, se enrolam com cheque especial, com faturas, compras e mais compras, empréstimos, empréstimos pra pagar empréstimos, e os juros ficam incalculáveis, e tudo aquilo vira uma bola de neve colossal, e o condenado ainda quer pagar a fatura do cartão de crédito com o cartão de crédito!

Um jeito simples (?) de ganhar dinheiro é acertando uma cobiçada sequência de números que dá direito ao prêmio da Mega Sena… Estranho é que alguns milionários não aparecem pra retirar o prêmio (não quer? dá pra mim!), outros perdem o bilhete e alguns perdem a vida… Quem ganha um prêmio desse tem mais é que se mandar, mudar de ares, de casa e de preferência tacar o telefone na lixeira mais próxima.

Cara, é justamente nessas horas que aparecem parentes lá dos quintos, do vácuo chegam aqueles primos distantes que cê nem sabia que existiam, pessoas do sexo oposto te olham de um jeito diferente, tipo: “Tem grana? Tá pra mim!”, Todo mundo te acha o salvador da humanidade e te pede dinheiro emprestado, e aparecem também os manos das quebradas, “pedindo” dinheiro roubado, mesmo que tenham que matar pra isso. É como dizem, vem fácil, vai fácil…

Olha só, vou te mandar a real: quer uma grana? Trabalhe, é o melhor que cê faz! O que se conquista com esforço sempre é mais difícil de se perder, e outra: você vai dar mais valor às suas verdinhas. Ou acerte na Mega Sena, e aguente a responsa!

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Receita de bolo

Felicidade… Algo que perseguimos incansavelmente, por toda a nossa existência, algo tão abstrato que se parece com um vulto enevoado e sem forma definida. Pouco se sabe sobre ela, e infelizmente não existe qualquer coisa como uma receita de bolo pra ser feliz. Sempre acreditei que cada um possui um caminho, pessoal e intransferível para chegar até ela. O grande problema que se enfrenta é encontrar esse caminho, e até lá passamos por tantos outros, tão errados, mas sem dúvida necessários para se encontrar seu próprio caminho para a felicidade.

Ainda comparando com a receita de bolo, a “lista de ingredientes” nos vai sendo revelada a cada dia. Cabe a nós ter sensibilidade suficiente para, diariamente, ir percebendo os ingredientes que faltam para completar nossa própria receita. E completar essa receita pode levar a vida toda, muitos foram os que morreram tentando. O que estou querendo deixar claro é que a felicidade se constrói dia após dia. Em cada pequeno detalhe, em cada pequena coisa, aos poucos.

Sim, eu sei que pode parecer clichê, mas muitas vezes focamos muito em grandes realizações, grandes coisas, ou dinheiro mesmo. Também não vou dizer que dinheiro não trás felicidade, até porque isso não passa de uma grande piada. O dinheiro trás conforto, status e até mesmo poder, e qual o ser humano que nunca pensou em ter ao menos uma dessas três coisas? O dinheiro pode trazer felicidade sim, e ponto.

No entanto, é conveniente refletir um pouco. Por exemplo, qual é a graça de se ter uma ilha inteira só pra você, mas não ter ninguém para dividir? É óbvio que o conceito de felicidade é completamente contrário ao conceito de solidão. Percebeu aí uma daquelas pequenas coisas que se constroem com o tempo? Paciência e muita dedicação. Simpatia, salpicada da mais pura boa-vontade. Acertou quem pensou em amigos.

Ah, amigos tornam a vida mais leve. É com eles que a gente joga conversa fora, comenta os problemas e daí a pouco já está gargalhando deles. Os amigos nos mostram que nenhum problema é grande demais. Alguns podem servir do clássico ombro amigo, ouvir suas queixas e às vezes presenciar lágrimas.

Podem também te dar um toque caso você esteja extrapolando em algum sentido. Aliás, você só percebe quantos amigos realmente tem num momento de dificuldade. E vai ver que os que sobraram podem ser contados com os dedos de uma só mão, e tenho pena de você se ainda sobrarem dedos.

O mais estranho é que, quando você cai, a pessoa que você imagina que vai te chutar pode ser justamente aquela que te estende a mão.

Olha, sinceramente, eu não sei a fórmula mágica da felicidade, e nem pretendo revelá-la aqui no blog. Mas, se você quer completar sua “receita de bolo”, pegue papel e caneta e anote um ingrediente que certamente vai estar na receita de qualquer um: amigos. Amigos de verdade, não aqueles que vão abandonar o navio e te deixar afundar.

Esses dias, eu estava pensando justamente nessas pequenas coisas. São coisas simples, aparentemente sem valor, mas ainda sim, são pistas que nos levam a mais ingredientes da receita.

Um pôr-do-sol, com suas cores e tons dignos do mais habilidoso artista, pincelados a mão livre com ferocidade e serenidade, com agressividade e doçura, despertando ao menos em mim a saudade de coisas das quais nem me lembro ao certo, o nascer do sol, o luar, despejando seus raios prateados e se destacando no céu em meio a vasta e incompreensível escuridão do infinito, aquele almoço de domingo que a sua mãe faz e reúne toda a família, e talvez você vá por “obrigação”, o sabor de algum doce que te remete aos tempos de infância, um bate papo descontraído com os amigos, uma conversa por telefone, ficar sem fazer nada numa tarde de fim de semana, um amor verdadeiro (altamente recomendado, mas um relacionamento sempre é complicado, fora que o amor sempre acaba machucando, de alguma forma…), uma simples ida ao parque, caminhar na areia com os pés descalços e o olhar perdido e distante, fixo nas profundezas do mar…

Enfim, coisas pequenas, coisas simples, que a gente ignora por fazer parte do cotidiano, mas que, pensando bem, dão sabor à nossa vida. Sem elas a vida seria insuportável. Opa, mais um ingrediente para sua receita pessoal: bom humor. Em certos momento, é preciso rir para não chorar. Como já disse alguém, rindo criticamos os costumes.

Não é à toa que os programas de humor satirizam os problemas sociais, e é o que devemos fazer com os nossos problemas (quando possível, claro). O humor torna o desagradável tolerável, e é indispensável para se divertir ou pelo menos encarar mais facilmente algo que é difícil de aceitar.

Mais um ingrediente da lista: aprender a lidar com os problemas (bom humor ajuda bastante).

Já que a felicidade é um tema obscuro, misterioso e que ainda vai render muitas indagações e reflexões, é natural que ela tenha sido o objeto de estudo de filósofos, escritores e tantos outros. Uma das frases de Léon Tolstói, escritor russo considerado um dos maiores de sua profissão de todos os tempos, diz o seguinte:

“Se você quer ser feliz, seja.”

À primeira vista, pode parecer algo idiota. Dá pra perceber que Tostói tinha em mente a convicção de que a nossa felicidade está em nossas mãos, do contrário, não iria sugerir que alguém que quisesse ser feliz simplesmente fosse.

Bom, dizer que nossa felicidade está em nossas mãos é complicado, principalmente quando pensamos no fato de que nem sempre é possível fazer o que queremos. Aliás, sempre estamos em conflito entre o que queremos fazer e o que precisamos fazer.

Mas, voltando à frase de Tolstói, vemos que há mais do que parece nesse pequeno agrupamento de palavras. O raciocínio mais provável é que, se alguém quer ser feliz, deve se perguntar: como? A partir daí, a pessoa deve pensar no que a faz feliz e, então, fazer o que a faz feliz. Se você faz o que te faz feliz, você É feliz, certo? Teoricamente, sim. Essa é só uma interpretação minha, e você não só pode como deve refletir e tirar suas próprias conclusões.

Mais frases de León Tolstói sobre felicidade:

“A verdadeira felicidade está na própria casa, entre as alegrias da família.”
“A condição essencial para a felicidade é ser humano e dedicado ao trabalho.”
“A mulher que não sabe ser feliz em casa não será nunca feliz.”
“A alegria de fazer o bem é a única felicidade verdadeira.”
“Na vida só há um modo de ser feliz. Viver para os outros.”
“As famílias felizes parecem-se todas; as famílias infelizes são infelizes cada uma à sua maneira.”
“O segredo da felicidade não é fazer sempre o que se quer, mas querer sempre o que se faz.”

 

Uooh, meus parabéns se você leu até agora. Uma recompensa: anota aí um ingrediente imprescindível pra felicidade: fazer o que se gosta. Eu me refiro ao modo de pagar suas contas, seu ganha-pão, seu emprego. Afinal, o ser humano passa a maior parte da vida trabalhando, e se passar esse tempo fazendo algo de que não goste, nunca vai ser feliz. Em resumo, a realização profissional é mais do que meio caminho andado para a felicidade.

Por último, gostaria de deixar bem claro uma coisa, que você com certeza já deve saber, a menos que ainda acredite em Papi Noel, Cegonha e afins: não existe felicidade plena. Ninguém é 100% feliz. A nossa sorte é que a felicidade plena é tão absurda quanto o seu inverso. Sendo assim, a vida de ninguém é perfeita, mas também não é completamente infeliz.

Uma vida composta apenas de alegrias é utópica, assim como uma vida cheia infortúnios. Já que não existe felicidade plena, de certo modo podemos dizer que é impossível alcançar a felicidade, não acha? O máximo que podemos fazer é chegar bem perto dessa senhora misteriosa, etérea, e sentir sua aura iluminada, momentaneamente…

Você já deve ter ouvido falar, em algum lugar, que tudo tem um motivo, que nada é por acaso, e blá-blá-blá. Sendo assim, existe um motivo para que nos seja negada a possibilidade da felicidade plena. Imagine uma vida completamente perfeita, sem nada a conquistar, nada pelo que lutar, nada para mudar, para transformar, nada para fazer! Não seria entediante?

E outra: por mais que saibamos que não existe felicidade plena, mesmo assim a procuramos incansavelmente (okay, nem sempre, mas a procuramos), percorrendo o caminho de nossas vidas, na esperança de tornar nossa vida ideal e ser felizes. Acredito que seja essa esperança que nos mova, que nos faça levantar pelas manhãs e ao final do dia descansar para tudo recomeçar, talvez seja esse o nosso combustível, talvez seja isso que nos mantém vivos…

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Como achar a felicidade?

O caminho para a felicidade é uma jornada individual. E mais simples do que você imagina

Meio babaca falar disso, porque tanta gente antes de mim já fez o mesmo. Mas acho digno eu dar minha colaboração sobre o assunto. Pra alguns, só se encontra a felicidade caso a pessoa fique rica. Ou ache a alma gêmea. Ou exerça o cargo de gerente em uma multinacional. Ou more numa mansão. Ou faça o que as pessoas de sucesso fizeram. Estou aqui pra fazer essas pessoas enxergarem de um novo ponto de vista.

Se o vizinho é feliz vendendo peixe na feira, isso não quer dizer, necessariamente, que você também vai ser caso faça o mesmo.  Do mesmo modo, se você é feliz assistindo filmes deitada no sofá, isso não quer dizer que qualquer pessoa vai se sentir da mesma forma fazendo a mesma coisa. Claro que pode haver formas de felicidade que você tem em comum com outras pessoas, mas é impossível que outra pessoa fique satisfeita fazendo todas as coisas que te fazem feliz.

Podemos pensar nessas coisas que nos fazem feliz como uma lista enorme cheia de itens. Cada um tem uma. Uma lista personalizada que diz como ser feliz. E como é que se consegue a sua? Vivendo e aprendendo, minha cara. Você precisa viver e prestar atenção nas coisas que te fazem sorrir. Se te fazem sorrir, automaticamente vão pra sua lista, e ela é infinita. Só para de acumular itens quando se parte desse mundo (ou quem sabe nesse momento se encontre uma felicidade plena e infinita? …).

Resumo da ópera: não existe só um modo de ser feliz. Cada um tem o próprio jeito de achar a felicidade. Descubra o seu.

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Gordinhas sexy

Mulheres plus-size têm charme que atrai homens

Mulheres gordas não estão condenadas a não conseguir namorados, maridos ou qualquer coisa parecida porque estão acima do peso. Longe disso. Existem homens que gostam e até mesmo preferem gurias mais cheinhas.

Mulheres plus-size podem ser tão bonitas quanto as magras, ou até mais, em alguns casos. Acho que depende muito da guria saber quais roupas usar. Saber valorizar o que ela tem de bom e atenuar visualmente o fato dela estar acima do peso. Bom senso também conta. Se a mulher sabe que precisa usar tamanhos maiores, óbvio que usar roupas justas, pequenas para seu tamanho ou usar coisas que mostram a barriga é idiotice.

Muitas mulheres ficam com vergonha ou medo de ir pra cama com um cara por causa de coisas como pneus e estrias, mas uma coisa é certa: se o cara reparar em suas estrias a ponto de te rejeitar, você e ele gostam da mesma fruta. E outra: beleza e corpos esculturais ajudam na hora H, claro, mas como diz uma reportagem que li na Marie Claire, “cama não é passarela”.

No fim das contas, não adianta nada a guria ter corpo de top model e mandar mandar mal entre quatro paredes. É perfeitamente possível uma guria plus-size se sair melhor do que uma guria magra. Além do mais, “boa de cama” e “ruim de cama” são coisas que dependem de quem tá com você.

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Camisetas de rock: 7 coisas que funkeiros deveriam saber

Você sabe qual é a mensagem das estampas em suas camisetas?

A gente anda vendo na rua que camisetas da banda Ramones, e outras bandas de rock, viraram moda e agora tão sendo usadas por qualquer pessoa.

Principalmente as que nunca ouviram uma única música do Ramones e artistas que não têm nada a ver com rock, tipo a Anitta.

Pensando nisso, confere aí 7 coisas que todo funkeiro deveria pensar antes de usar camisetas de rock.

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Essas camisetas de banda, que antes eram usadas apenas por fãs dessas mesmas bandas, agora são encontradas até em lojas como a C&A.

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Por um lado, é legal que o rock venha se popularizando e sendo divulgado por mais pessoas usando suas camisetas nas ruas.

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O problema é a pessoa vestir uma camiseta do Ramones e não ter a mínima consciência de estar fazendo apologia a uma das maiores bandas de punk rock de todos os tempos.

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É a mesma coisa da pessoa torcer pelo Palmeiras e sair usando camisa do Corinthians. A pessoa curtir funk e sair com camiseta de rock.

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O rock é muito mais do que um estilo musical. É história, é cultura, ideais de revolta e liberdade. É triste ver tudo isso ser triturado e transformado em mero objeto de consumo pela indústria da moda.

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Acho que você só deve usar camisetas das ideias e coisas nas quais acredita e conhece.

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Se você pirou o cabeção nessas camisetas de rock (que realmente são muito foda), ao menos vá conhecer o som da banda que tá na sua camiseta, e saber se você tá fazendo merchan de algo que você odeia. Ou adora.

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Mulheres-galinha

Mulher pegadora é tachada de vadia. Mas não deveria…

Apesar de tudo o que foi feito, as mulheres não têm os mesmos direitos que os homens. Um bom exemplo disso é a forma de levar a vida sentimental. Se o cara pega várias na mesma noite, ele tá honrando a espécie, tá sendo homem. É um pegador. E se uma mulher faz o mesmo… Chamam de puta.

Lógico, homens e mulheres têm todo o direito de catar quanta gente quiser. Mas convenhamos que a sociedade aceita e acha normal os homens ficarem com várias mulheres, enquanto condena impiedosamente toda moça que tem mais de um namorado. Em ambos os casos a situação é a mesma (pessoa que pega geral). A única diferença é o sexo da pessoa. Homem pode, mulher não. É isso mesmo, produção?

O fato é que, mesmo entre as mulheres, muitas acham feio a moça pegar vários caras. E entre os caras, a garota que sai com vários perde valor (“não é pra casar”). Algo meio óbvio, porque, se a pessoa sai passando o rodo, a última coisa que ela quer é um relacionamento sério, NAQUELE momento, não necessariamente em todos os outros.

Proponho uma mudança no discurso: homens e mulheres que pegam geral ou são pegadores ou são galinhas. Não é inteligente classificar pessoas que fazem a mesma coisa em categorias diferentes apenas por causa de seu sexo.

Resumindo a ópera, digo que a mulher tem sim o direito de sair com quantos ela quiser. Mas ela vai precisar ter uma autoestima muito forte pra não se importar com os nomes que vão chamá-la na rua. Porque a sociedade brasileira é, sim, extremamente machista.

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Protagonista

“Levantar âncora!”. O lance é que talvez eu me sentisse o próprio Jack Sparrow nesse momento. Estando parado no corredor, bem no meio dele, olhei para o seu final, onde se ergue o quintal por trás do arco que estrutura a sua entrada.

Um flash, a luz, vultos, raios luminosos, e se materializa ao fundo uma visão agradavelmente familiar… O céu nunca é o mesmo através dos dias, mas se parecia muito com o que eu enxergava antes de ser envolto pelo Manto da Lembrança.

Céu azul, nuvens imensas, brancas, de aspecto macio, fofo, verdadeiras massas majestosas de algodão tão branco e puro quanto a alma do mais sublime dos anjos.

Velas içadas, barco sendo chacoalhado de acordo com os desmandos de um mar indiferente e genioso, que não se importava com as vidas que poderia trazer às suas profundezas, caso em um acesso de fúria traduzido em tempestade colocasse um fim à vida de tripulações inteiras, expedições, progresso e glória.

Me espanto ao ver que, manejando o timão, está tão somente um garotinho. Olhando para o céu, observando as velas azuis tremularem, submissas aos caprichos inconstantes do vento morno. Tempo quente, tarde escaldante e iluminada.

O rosto da criança subitamente se vira, e então vislumbro seus olhos castanho-escuros, agora adquirindo um tom poético de mel, e a alma que vejo por trás dessas janelas…

É estranho, tudo o que se passa ali é uma versão antiga, arcaica, de tudo aquilo que se transformou, evoluiu e que enfim deu origem a tudo o que sou hoje.

Mas a essência fundamental é a mesma, a minha essência. Uma piscada sutil faz um dos olhos dele se fechar discretamente, e sentindo uma carga ser despejada com energia em meu corpo, percebo que a realidade novamente é o plano de fundo da história onde sou o protagonista. Visões que me lembram quem fui…

Visões que me dizem quem sou.

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Clube da Luluzinha

Existem coisas na vida que eu nunca vou entender. Nem saber, porque é como se rolassem em um território sagrado onde os caras não entram. Pensando bem, não é como se fosse, é exatamente assim (alguém aí tá lembrado de Themyscira, aquelas quebradas da Mulher Maravilha onde não entrava homem nem ferrando?). Faz parte daqueles mistérios mais misteriosos que tão lado a lado com a origem do universo (pra quem não acredita nas paradas do Gênesis), a solução mágica que acabaria de uma vez só com a fome, a miséria e as guerras nessa bolinha azul, e a cura da AIDS.

E não é exagero, pelo menos pra uma parcela da população mundial. Não tá entendendo bulhufas do que eu digo? Simples, só se lembrar de todas as rodinhas de conversa que cê já participou na vida, um rolê com os amigos, os tempos da escola, da facul… E o que rolava APARENTEMENTE sem motivo, completamente do vácuo. Ainda hoje lembro intrigado o quanto era surreal ver minhas amigas, no meio de um papo, de repente olharem disfarçadamente umas pras outras, como se tivessem transmitindo algum tipo de mensagem por telepatia, e então convidarem umas às outras para ir ao banheiro. Nunca sozinhas, nem uma, nem duas, e sim uma garota em torno da qual gravitava um verdadeiro comitê de apoio. Bem umas cinco gurias indo ao toalete ao mesmo tempo, e a minha cabeça dando voltas e tentando imaginar mil teorias pra aquilo, fazendo o cérebro dar nós federais.

Daí as carteiras ao meu redor ficavam vazias, eu fazendo esforços mentais dignos de Einstein quando tava formulando a Teoria da Relatividade, e quase meia hora depois voltavam minhas amigas uma por uma, passando pela porta, às vezes com carinhas de riso sufocado com um esforço do caramba, ou então estranhamente caladas, ou aliviadas e satisfeitas. E eu me perguntando? “Que p@#$% é essa?”.

Se eu me atrevesse a perguntar qualquer coisa, teria a resposta óbvia, ou então todas elas ficariam olhando pra cara umas das outras, esperando que alguém tivesse a moral de inventar qualquer maldita explicação pra me enrolar. O tempo foi passando, e eu sem entender porcaria nenhuma, então descobri a internet, o Santo Google e o apelidado Kut (Orkut). Se você quiser perder tempo pra procurar, vai achar nessa rede social coisas como “mulheres vão ao banheiro pra falar bem dos homens e mal das mulheres”. Não é que isso é quase toda a verdade?

Nenhuma novidade pras gurias, mas a real é que muitas vezes essas idas ao banheiro coletivas (algo extremamente normal pras mulheres) são estratégicas demais… Mais real que isso é que lá é o lugar perfeito, hermeticamente fechado pra visitação masculina e completamente seguro onde as mulheres podem ser mulheres. Estão seguras pra falar O QUE QUISEREM sobre QUEM QUISEREM, e é certo que você já foi a enésima vítima das fofocas de banheiro feminino. É quase a mesma coisa de um salão de beleza, um pulo na casa da vizinha pra uma demonstração de cosméticos ou um chá de bebê (que qualquer um sabe qual é o verdadeiro objetivo…).

Resumo da ópera em português: é um santuário sagrado das garotas, onde rola sem preconceito, censura ou pudor os papos mais tensos que se possa imaginar, como detalhes picantes do relacionamento das envolvidas no papo, coisas mais leves e previsíveis, como “MIGAHHHH! Como o carinha do terceiro andar que faz Física Quântica é FOFOO! Tô com vergonha, me ajuda a chegar nele?”, tabelinhas de você sabe o quê, o quanto a “indivídua” que viram em qualquer lugar tá usando algo inaceitável de acordo com as tendências de moda, a vida umas das outras, cores de esmalte, fofocas de qualquer coisa ou então você.

É isso aí, e essa situação eu já senti na pele… Direto é reto, as meninas deram pro banheiro uma função muito mais interessante e digna de filmes de conspiração política. Viagem, mas é bem por aí. E no mais, restam as coisas óbvias a se fazer lá, e que também demoram pra cacilda, tipow dar um tapa na maquiagem, cabelo, coisas assim… E quanto ao resto, não me pergunte, não consigo supor mais nada… Mas esteja certo de que seus segredos mais íntimos podem estar sendo revelados nesse exato segundo em qualquer roda de miguxas num banheiro de shopping…

Ainda hoje, quando espero por muuuuuuuuito tempo minha namorada e amigas se reunirem no Clube da Luluzinha, tenho uma curiosidade absurda sobre o que tá sendo falado secretamente lá. Mas agora sacando finalmente que o equivalente masculino seria o bar, onde rola o chopp com os amigos, e onde os caras podem agir como caras.

Falar vulgarmente de mulheres, comentar sobre o placar do jogo do Timão, xingar até dizer chega o juiz do jogo não sei das quantas, comentar a capa da Playboy do mês, jogar cartas, encher a cara até umas horas, se refugiar de uma DR federal com a patroa, enfim, liberdade pra viver sem medo o que caracteriza e diferencia os dois sexos. E viva as diferenças! De alguma forma essas duas espécies tão diferentes se completam. É só os homens estarem mais propensos a ouvir, e as mulheres, menos propensas a julgar.

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Traição é algo relativo?

O que você considera traição? E o que realmente significa trair em uma relação?

Dizem por aí que relacionamento é uma coisa linda até você finalmente ter um. Falam que casamento é uma porcaria, que é uma prisão, que o top agora é ter relacionamento aberto.

Liberdade porque você não precisa lutar contra seus impulsos carnais em nome da tão amaldiçoada fidelidade.

Mas te digo que todas essas variações de relacionamentos abertos vieram do medo da traição amorosa.

O tenso é que traição é uma coisa subjetiva e relativa. Tem mulher que considera traição se seu companheiro olha uma guria na rua de um jeito mais safadinho. Outras se sentem chifradas quando acham que o namorado/marido/rolo/ amigo cor de arco-íris tem pensamentos pintados com 50 tons de cinza por outra mulher que não seja ela, a atual, a que ganhou aliança.

Daí vem a perguntinha fatal que tem milhares de variações ardilosas, mas se resume a “Cê acha a Fulaninha bonita?”. Diante dessa pergunta, na cabeça dos caras vem um letreiro em neon de 1km X 1 km em que se lê “DIGA NÃÃÃÃÃÃÃÃO!”.

Uma vez que a traição é uma coisa tão relativa, os caras deveriam perguntar pra suas minas o que elas consideram traição, e contar pra elas o que eles veem como traição.

No meu ver, traição é beijar na boca ou levar pra cama uma pessoa que não é aquela com quem você tem um relacionamento sério. Nada mais, nada menos. Qualquer coisa diferente disso é puro exagero.

Todo mundo, absolutamente todo mundo, já sentiu, sente e vai sentir vontade de trair. Existem tantas combinações de personalidades, estilos e aparências que é absolutamente impossível a gente não curtir o jeito de outra pessoa que não é aquela com a qual nos relacionamos.

Admita que até mesmo você já teve vontade de pular a cerca. Lide com isso.

A pessoa fiel não é aquela que nunca sentiu vontade de trair. É aquela que, mesmo ficando exposta às tentações, se mantém fiel antes de mais nada a seus valores. É daí que a pessoa vai tirar motivação pra resistir a seus instintos puramente animais. Aliás, essa é uma das coisas que diferencia a gente dos animais.

Trair ou não trair depende muito do embasamento moral e ético que a pessoa tem. Se fidelidade é um valor pra pessoa, ela vai ter meios de lutar contra as tentações.

Se fidelidade não for um valor válido, a pessoa inevitavelmente vai trair.

Se a pessoa encarar o amor como a união de almas apenas, e considerar o contato entre corpos físicos uma coisa sem valor, desde que não ocorra contato entre almas (se é que essa budega é possível), provavelmente essa pessoa terá uma relação aberta.

Sempre achei que há três coisas na vida que não se empresta: carro, dinheiro e mulher. Principalmente mulher. E esse pensamento também serve pras gurias…

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Pais estragam seus filhos ao expressar amor só com presentes

Estudo americano comentado pelo UOL tá dizendo que crianças presenteadas demais pelos pais vão se tornar adultos materialistas lá na frente.

As autoras da pesquisa acham que usar bens materiais em excesso pra demonstrar sentimentos pelos pimpolhos prejudica sua educação.

701 adultos participaram da experiência. O objetivo era verificar se os presentes ganhados na infância estragaram ou não o caráter deles.

No fim, as cientistas constataram que adultos muito presenteados e punidos quando crianças têm mais chances de definir quem são através das coisas materiais que têm.

Mais uma daquelas pesquisas que comprovam coisas que qualquer pessoa de bom-senso já sabe faz tempo. Ainda assim, serve como um alerta aos pais.

Temos responsabilidade direta pela geração que está crescendo, pelo modo como eles vão cuidar ou maltratar o mundo no futuro e se haverá futuro. Chupa essa manga.

Leia mais: Criança que ganha muitos presentes torna-se materialista – Gravidez e Filhos – UOL Mulher

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As 10 melhores dicas para marcar encontro pela internet

Descubra os melhores macetes para marcar encontro pela internet, achar pessoas legais e obter resultados rápidos

Achar alguém legal na internet é bem comum, MAAAAS tu sabe que as pessoas mentem na cara dura na web, principalmente quando estão matando cachorro a grito e querem pegar você pra 50 tons de cinza à escolha.

Pensando nisso, aí vão algumas dicas pra você não se meter em roubada quando marcar encontro pela internet.

Dica #1 – Investigue

Peça pra pessoa te adicionar em todas as redes sociais dela e saia investigando, fuçando mesmo, no maior estilão CSI.

Procure ver se não é um perfil criado recentemente, veja quem são os amigos, os comentários, curtidas, páginas que a pessoa curte, TUDO. E se tudo estiver perfeito, ainda assim desconfie.

Dica #2 – Converse

Converse, converse muito, converse mesmo. Se der, crie o hábito de conversar com a pessoa no bate-papo do Face ou o que você quiser todo fim de semana, por exemplo.

Veja do que a pessoa gosta. Se a pessoa gostar do mesmo que você, é um ponto a favor, mas não é o essencial.

Dica #3 – Saiba o que quer

Saiba primeiro o que você quer: ficar ou namorar? Amizade normal ou colorida? E então descubra qual é a da pessoa.

Se vocês quiserem o mesmo, ótimo. Se você quer namoro e a outra pessoa quer amizade, relaxa, porque um encontro ao vivo pode confirmar ou mudar completamente essa intenção.

Dica #4 – Toma cuidado

Cuidado com pessoas que de cara aparentam gostar das mesmas coisas que você, como que por mágica.

A pessoa pode ter investigado a fundo seus gostos pra conquistar você e obter algo (golpista de qualquer tipo, tarado e por aí vai).

Dica #5 – Fotos falsas

Não acredite nas fotos. A aparência da pessoa você vai saber no tete-a-tete mesmo. Tem gente que se encanta com as fotos e quando chega no encontro vê uma pessoa totalmente embagulhada.

A foto pode ser de trocentos anos atrás, e a pessoa estar agora bem diferente do que era…

Dica #6 – Papo bom

Papo bom na internet pode não ser bom na vida real. Tem pessoas com as quais você conversa na net e no encontro só fala da previsão do tempo, e gente que só fala “rs” na internet, mas quando chega na hora H tem papo contigo horrores.

Dica #7 – Escolha o lugar

Faça o possível pra que VOCÊ escolha o lugar do encontro. Lembre-se da Arte da Guerra: você deve levar seu inimigo para o campo de batalha em que tem mais vantagem, e não o contrário.

Dica #8 – Lugar movimentado

Se encontre com a pessoa em um lugar movimentado, e leve alguém com você pra ficar vigiando de longe. Sempre há o risco de você marcar um encontro com um criminoso, então cuidado.

Dica #9 – 50%

Se tudo deu certo na internet, isso é apenas 50% do processo. Não se conhece ninguém pela internet.

Dica #10 – Vida real

O único jeito de realmente conhecer alguém é conviver. Na vida real.

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4 motivos pro seu vizinho te dar carona

Veja os principais motivos pra quem mora ao lado te dar carona de graça (de graça mesmo?)

Nem sempre o vizinho que te oferece carona tá fazendo isso por gentileza.

Esse gesto pode ter uma infinidade de segundas, terceiras e até quartas intenções. Confere aí algumas delas.

Motivo 1# – Xeretar a sua vida

O vizinho pode estar cavando a oportunidade perfeita pra fazer você contar algo da sua vida que a vizinhança inteira quer saber.

Exemplo: você acaba de comprar um carro zero, e todos querem saber como você financiou a compra. Enquanto você tá no carro, pode ser perguntado sobre o que anda fazendo da vida (“E aí, tá trabalhando? Faz facul de quê mesmo?”).

O problema é que essa sondagem é feita de  um modo que faz qualquer esquiva da sua parte parecer grosseira.

Dali a poucos minutos a vizinhança inteira pode ter uma noção da sua vida financeira, profissional e acadêmica.


Motivo 2# – Xavecar você

Essa é uma variação daquele velho truque nos apartamentos, em que a vizinha aparece na porta do cara pedindo açúcar, ou a senha do wi-fi, ou pra pedir que o chuveiro seja consertado.

A pessoa vai ficar te dando indiretas, ou diretas, ou vai conduzir a conversa de modo que você entre na casa da pessoa naturalmente, ou que você convide essa pessoa a entrar.

Não tem muito segredo. Vai de você aproveitar ou fugir.


Motivo 3# – Pedir alguma coisa

Pode ser que a pessoa que tá te dando carona queira te pedir uma coisa, e a partir daí passe a te tratar com várias gentilezas pra depois te pedir algo.

Essas gentilezas servem pra minimizar as chances de você dizer não ao que será pedido. Nesse caso, as gentilezas podem não se resumir à carona.

A pessoa pode aparecer na sua porta com um bolo em formato de coração, mascarado de política da boa vizinhança ou de amizade mesmo, quando o que realmente há por trás dessas atitudes é algum interesse.


Motivo 4# – Gentileza de verdade (sério?)

Em último caso, pode ser que a pessoa realmente seja gentil, queira fazer amizade com você ou seja do tipo que entende a importância de estar em harmonia com seus vizinhos. É, colega. Às vezes, gentileza de fato significa gentileza.

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4 simples passos para você convencer alguém

Veja como ganhar discussões, convencer alguém a fazer o que você quiser e evitar ser enganado

Meios de Convencimento são ferramentas que as pessoas usam conscientemente ou não pra convencer os outros ou conseguir o que querem.

Detalhe: TODO MUNDO USA. Seus pais, namoradx/rolo, chefe, o vendedor daquela loja de sapatos e você também. Mesmo que não saiba disso.

Saber dessas ferramentas é essencial pra convencer alguém de alguma coisa e notar mais facilmente quando alguém está tentando enganar você. Confira as principais pro dia a dia.

Falso dilema

Quando alguém te dá um número limitado de opções (geralmente só duas), quando na verdade existem mais.

Exemplos:

  • “Ou concorda comigo ou não.” (Dá pra concordar parcialmente).
  • “Uma pessoa ou é boa ou é má.” (Muitas pessoas são apenas parcialmente boas).

Defenda-se! – Veja as opções dadas, encontre pelo menos mais uma opção e diga.


Apelo à força

A pessoa te diz que coisas desagradáveis vão acontecer se você discordar dela. Basicamente, a pessoa te ameaça pra te forçar a concordar com ela ou fazer algo.

Exemplos:

  • Namorada numa DR: “Você tem que contar tudo pra sua namorada pra não precisar procurar uma nova.”
  • Chefe pedindo coisa absurda: “Espione aquele seu colega ou te ponho na rua.”

Defenda-se! – Ache a ameaça e o que te “pedem”. Argumente que a ameaça não tem como ser ligada à verdade ou a falsidade da proposição (se bem que é difícil se esquivar disso se o seu emprego tá em jogo).


Apelo à Piedade

A pessoa se faz de coitada pra sensibilizar e convencer alguém a concordar com ela ou fazer o que ela pede.

Exemplos:

  • Namorado vai viajar e a namorada não pode ir. Pra convencer o cara a ficar, ela diz “Pode ir, amor, mas eu vou ficar aqui sozinha, doente, carente… Pode ser que você nem me encontre viva quando voltar…”.
  • Entrevista de emprego: “Eu mereço a vaga porque sou um pai de família, e eu tenho duas filhinhas lindas… A gente passa por muitas dificuldades, está difícil achar emprego na minha idade…” (já ouvi essa argumentação numa entrevista em que participei).

Defenda-se! – Identifique o apelo que tá sendo feito. Argumente que o problema ou dificuldades vividas não têm nada a ver com a situação em questão.


Ataques pessoais

Quando alguém, numa discussão, debate ou conversa, ao invés de atacar os argumentos do oponente, ataca os itens abaixo:

  • Ataca a pessoa (caráter, nacionalidade, etnia ou religião)
    Exemplo: “Eu não vou ficar dando ouvidos a um ateu!”
  • Ataca circunstâncias da pessoa (velho, doente, embriagado)
    Exemplo: “Quem é você pra me dizer o que fazer? Tá gagá!”
  • Diz que a pessoa não pratica o que fala
    Exemplo: “Fala pra eu não beber mas vive enchendo a cara!”

Defenda-se! – Ache o ataque. Mostre que o caráter ou as circunstâncias da pessoa não têm relação com a verdade ou falsidade do argumento apresentado.

 

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Relacionamento amoroso engorda mesmo?

Você engordou logo depois que começou um relacionamento? Entenda por que isso acontece e não fique gordx logo agora que está apaixonadx

Relacionamento engorda sim, é o que diz uma matéria que eu tava lendo agora pouco no Uol.

E não acontece com pouca gente não.

Mais de 60% do povo que usa aliança combinandinho e chama a mina/cara de “amore” acaba engordando.

E o que explica o fato da pessoa com a qual você tem um relacionamento embarangar justo depois de assumir compromisso contigo?

A pesquisa apontada na matéria diz que a circunferência da cintura dos pombinhos tende a aumentar porque a maioria das pessoas que estão em um relacionamento só descola programa paradão e sedentário pra fazer junto, tipow ficar em casa vendo TV, sair pra comer, cineminha, ver Netflix em casa e esses tipos de coisa.

Mais da metade das gurias entrevistadas revelou que, quando comem alguma coisa junto com o namorado / marido / namorido, acabam batendo um prato do mesmo tamanho que o dele (e olha que os caras geralmente comem mais que as garotas).

A maioria das meninas da pesquisa confessou que essa quantidade de comida é mais do que elas costumam comer.

E tem mais: 66% dos participantes do estudo acham que engordaram durante a relação, mas só 26% deles disse que faria alguma coisa pra ficar em forma.

Dá licença, meu caso

Agora, sabe como foi no meu caso? Lembrando da época que eu estava em um relacionamento, eu tinha um trampo sedentário, desses de ficar sentado o expediente inteiro.

No fim de semana, os programas eram ficar vendo filme, comendo uma porção de bobagens e doces (principalmente chocolate) e ir ao shopping, sem esquecer de passar no Mc Donald´s ou Burger King. Resultado?

Fiquei com uma barriga horrível e as camisas sociais não ficavam legais, rs. Mas ao contrário da pesquisa, o outro lado da relação emagreceu. Só eu engordei, rs.

Mas o lance é que, pra não dar ao par a impressão de que você parou de se cuidar só porque já tá num relacionamento, o ideal é minimamente se cuidar. E dar outra coisa menos calórica do que chocolate no dia dos namorados, rs.

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Declamação do texto “Tragédia Concretista” (Luiz Martins)

Declamação: Rafael Tenório
Texto: “Tragédia Concretista” (Luiz Martins), do livro “As Cem Melhores Crônicas Brasileiras” – Seleção de Joaquim Ferreira dos Santos (Objetiva, 2007)
Música: Fun in a Bottle de Kevin MacLeod está licenciada sob uma licença Creative Commons Attribution (https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/)
Origem: http://incompetech.com/music/royalty-free/index.html?isrc=USUAN1300047
Artista: http://incompetech.com/

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Comprometidos são mais atraentes? Saiba o motivo!

Tá ligado aquelas coisas que todo mundo sabe que é verdade, mas não sabe dizer por quê? Rola com todo mundo, rolou comigo, com você e vai rolar também com os teus apelidados pimpolhos.

É aquela impressão esquisita de que, só porque você tem um compromisso sério, chove de gente na tua horta pra tomar o lugar do (a) atual. Mas por que cazzo isso acontece?

A razão disso tá justamente no ponto cego dos seus olhos, então olha mais de perto: os comprometidos FELIZES é que ficam mais atraentes pras “poderosas” e os muleques-piranha.

Se você usa aliança combinando com alguém e tá feliz com isso (sem entrar no mérito de estar com quem se ama, o que cê sabe que nem sempre é o suficiente), você começa a dar sinais dessa tua felicidade. Olha só.

Comprometidos são mais atraentes segundo pesquisa realizada por Universidade dos EUA

Um novo estudo realizado pela Universidade de Oklahoma (EUA) comprova o que muitas mulheres ciumentas já suspeitavam. A aliança no dedo do amado realmente chama mais atenção do público feminino.

A pesquisa aconteceu com mais de 100 voluntários, entre homens e mulheres. E o resultado surpreendeu os pesquisadores, já que 90% das mulheres afirmaram achar o homem mais interessante depois de descobrirem que ele é casado ou namora.

Diante das respostas, os cientistas afirmaram que o homem fica até quatro vezes mais atraente aos olhos das mulheres.A justificativa das mulheres para a constatação é baseada na sensação de segurança que os homens comprometidos passam.

As voluntárias contam que os homens casados parecem mais carinhosos, estáveis e mais dispostos a gerarem filhos.

Os homens também apresentaram maior interesse pelas mulheres que namoram ou são casadas, mas em um índice muito menor. Cerca de 59% dos voluntários disseram que investiriam em mulheres comprometidas.

Veja alguns sinais porque pessoas comprometidas ficam tão atraentes:

  1. Fica de bom humor e sorri mais, o que por si só já aumenta seu magnetismo pessoal.
  2. Consequentemente, passa a parecer alguém mais simpático.
  3. Por conta do bem-estar com o parceiro, que antes de mais nada é resultado do bem-estar consigo mesmo, a autoestima da pessoa se fortalece.
  4. A pessoa vai ser mais confiante.
  5. E pra agradar o par, a pessoa passa a se cuidar mais e melhor: dá aquele trato no visu, descola um estilo novo ou fica no velho mesmo, porém com, digamos, uns upgrades.

Resultado? A pessoa feliz na relação simplesmente brilha aos olhos de todos. Aí, a chance de quem tá ao redor se encantar e se aproximar é simplesmente enorme.

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Declamação do texto “O Pior Encontro Casual” (Antônio Maria)

Declamação: Rafael Tenório
Texto: “O Pior Encontro Casual” (Antônio Maria), do livro “As Cem Melhores Crônicas Brasileiras” – Seleção de Joaquim Ferreira dos Santos (Objetiva, 2007)
Música: Hammock Fight de Kevin MacLeod está licenciada sob uma licença Creative Commons Attribution (https://creativecommons.org/licenses/…)
Origem: http://incompetech.com/music/royalty-…
Artista: http://incompetech.com/

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Aviso: alguém que você não conhece te adiciona

O que você faz quando alguém que você não conhece te adiciona? Qual a melhor coisa a fazer? Como escapar de perfis fakes no Facebook e outras redes sociais?

O que fazer quando alguém que você não conhece te adiciona no Facebook ou qualquer outra rede social? O alerta é dos tempos em que Orkut era a modinha nacional, e continua servindo nessa era das curtidas – apelidada de tempos do Facebook.

Direto e reto, é quando aparece do nada uma pessoa querendo te adicionar em alguma rede social. Detalhe: essa pessoa você nunca viu mais gorda. Aí vem um dilema federal: adicionar ou não adicionar?

Estranhos? Nunca!

Por padrão, o certo mesmo é NUNCA adicionar quem tu não conhece, por motivos de segurança e bla-ble-bléus.

Maaaaas a gente sabe que de vez em sempre aparece tipow uma pessoinha muito incrível, e a gente tem vontade de fazer muito mais do que só adicionar. Pra usar uma expressão clichê, é aí que mora o perigo.

Não é só o Obama que fuça seu Facebook

Perfis de Facebook (e qualquer outra rede social) podem ter sido criados por uma pessoa que quer fuçar suas atividades na internet (e fora dela) sem que você saiba disso.

Pessoas que podem querer espionar seu perfil são ex-rolos que ainda ligam pra quem tu leva pra humilde residência, amigos mesmo, conhecidos ou então golpistas de internet. Ou qualquer combinação de todos.

Sentido de aranha ligado…

O jeito mais fácil de se livrar dessa é barrar todo e qualquer perfil-oco, que são aqueles que não têm foto, não têm amigo, não têm capa, enfim, que não têm porcaria nenhuma.

Outra precaução super válida é barrar os perfis recém-criados (que foram feitos ontem, e a primeira pessoa que o condenado quer adicionar é justamente você).

E… Manter o sentido de aranha sempre ligado…

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Toda mulher gosta de rosas? Flores sempre agradam?

Se você acha que rosas são o presente perfeito pra agradar qualquer mulher ou limpar a barra de marido infiel, cuidado!

Esse lance de que o presente perfeito pra qualquer mulher são rosas está terrivelmente errado. Pode sair perguntando por aí, e vai notar que esse bang que a música da Ana Carolina fala é no mínimo ultra fake.

As opiniões negativas variam entre ser algo antiquado demais, forçado demais, artificial demais e por aí vai.

Algumas gurias chegam a pensar que é algo ridículo, e as mais malvadinhas, dependendo do cara que presenteia, são capazes de enfiar o ramalhete goela abaixo do infeliz que tentou agradá-la com uns botões de rosas.

A explicação pra isso pode estar no fato de que rosas e flores no geral se tornaram o presente favorito dos maridos que traem, quando eles repentinamente passam a presentear a esposa sem motivo, sendo que antes não tinham essa atitude. Isso no imaginário geral das pessoas.

Ou então, que as flores se tornaram uma arma fatal dos cafajestes barra “heart breakers”, que conquistam, iludem, seduzem, descolam o que querem (cê pode imaginar o quê) e depois vazam pra não ter que falar em casório.

Sendo por esses motivos, ou pela suposição de que dar rosas/flores significa cavalheirismo, e que cavalheiro nenhum homem é, já que “nenhum presta” ou só são cavalheiros até a página 2, essa atitude que eu acho linda acabou se tornando sinônimo de algo falso.

Pra alguns é a atitude típica de quem força ser o que não é, apenas pra despedaçar o coração das gurias.

Dar flores pode ser óbvio pra cacilda, mas não deixa de ter seu encanto. E, além disso, uma boa surpresa, criativa e fora de data, derrete até os mais gelados corações de mulher.

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Você também comete este erro quando usa celular na rua?

Já vivemos um apocalipse zumbi, e o culpado (?) é o seu celular

Hoje eu tava andando pelas ruas, e como sempre fiquei prestando atenção nas pessoas. Resultado? Muitas delas estavam andando meio curvadas, vagarosamente, com a cabeça baixa, segurando um celular diante do rosto.

Olhos vidrados, fixos na tela touchscreen do smartphone. Atenção ao ambiente? Zero.

Mesmo na calçada, se vier um veículo desgovernado ou uma pessoa a pé mais distraída ainda, rola um acidente que pode ser bem feio. Mas tem um outro risco que pode te trazer mais problemas ainda.

Uma pessoa andando na rua, prestando atenção ao seu celular e completamente alheia ao resto, vira alvo fácil para ladrões comuns e outros tipos de criminosos.

Especialistas dizem que o ideal é ficar atento a pessoas suspeitas que se aproximam na direção contrária, mas é claro que olhar quem te chamou no WhatsApp é mais interessante.

Ou as ruas são de fato seguras e eu não tô sabendo. Paranoia demais ou preocupação de menos?

Resolvi escrever sobre isso porque a coisa anda realmente preocupante. E não deve ser só nas ruas da minha cidade. Aposto que aí, onde você mora, tá rolando algo parecido, ou até mesmo você se arrasta desse jeito quando usa uma via pública a pé.

O que mais me intriga é o seguinte: apesar da opinião pública dizer que o cidadão está apavorado demais pra sair de casa, isso não o impede de vagar pelas ruas mexendo no celular, distraído, sem prestar atenção ao ambiente, completamente vulnerável a ladrões.

E se um ladrão realmente assalta esses distraídos (e imprudentes), só falta a pessoa pedir ao meliante pra tirar uma foto com ele e postar no Face “Toh senu açaltadu” #violencia #trezoitão #perdeu #xatiado.

Parecemos zumbis quando andamos pela rua com um celular na frente dos olhos e alheios ao resto. Na boa, a real é que nós já vivemos um apocalipse zumbi.

Deixa juntar uns cinco condenados na rua fazendo isso e você vai entender o que eu tô falando.

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Declamação do texto “Duquesa Esmeralda”


Foi então que você apareceu e encharcou meus dias com sua poesia, sem pedir licença. O céu lá do alto, nos servindo de teto, confidente, uma testemunha. Seu tom de azul infinito contrastando admiravelmente com o verde das folhas sombreadas, emoldurando a vista do caminho que dali podíamos ver.

Raios de sol se lançando impetuosos por entre os galhos das árvores postadas aqui e ali pelo espaço amplo, ar mais puro, atmosfera mágica, um oásis no deserto, uma espécie de portal para um mundo só nosso onde nos refugiamos por um momento de tudo o que incomoda, machuca, preocupa, uma realidade alternativa e perfeita. Talvez utópica, mas é tão real que posso tocar com as mãos, e sentir com algo que bate descompassado aqui dentro do peito.

Calmaria, a paz reina absoluta enquanto uma brisa suave de inverno disfarçado de verão escaldante toca gentilmente nossos rostos colados, e passa invisível por entre olhares fixos nos olhos um do outro. Enxergo tonalidades verdes na íris, que vão gradativamente se tornando amarelas, se fundindo por entre tons mais claros e esverdeados, até chegar à pupila.

Olhos absurdamente estrelados, tanto quanto o mais glorioso céu noturno onde reina absoluta sobre os demais astros a Lua, soberana, e até o Sol se esconde para dar lugar ao esplendor furioso de feixes de luz prateada onde se abriga um significado oculto e místico. E os olhos de ambos se fecham para somente sentir, sem nada dizer.

Um pedacinho de céu pairando solitário pelo ar, na estratosfera, amostra do Paraíso. Um espaço para o qual ela me leva, segurando-me docemente pela mão, abrindo e batendo suas asas divinamente angelicais, uma auréola pairando cintilante por sobre sua cabeça… Para onde sou levado não existe tempo, espaço, lógica ou razão, apenas sentimento. Apenas ela e eu. E o Amor. Tão somente Amor…

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7 motivos que fazem amigos excluírem você do Facebook

Alguém já excluiu você do Facebook ou qualquer outra rede social? O que você pode ter feito de errado? De quem é a culpa?

Lógico que você tem perfil pelo menos no Facebook, e outros têm também no Twitter, no LinkedIn, Tumblr e em outras tantas redes sociais à escolha. Então tenho certeza de que isso vai te interessar.

Não importa qual sua rede social preferida: existe um problema comum a todas elas. Um problema pelo qual você já passou e não soube como lidar. Até agora.

Sabe aquela pessoa que te excluiu do Facebook, WhatsApp ou qualquer outra rede social do nada? Aquela mesma, que sem nenhum motivo, desentendimento, discussão ou briga deixou de ser sua amiga na vida virtual e consequentemente na vida real?

Você não sabe o que aconteceu. Tentou contato mas não teve resposta. Mas por que isso aconteceu sem mais nem menos? Quais são os motivos? O que você deveria ter feito e não fez?

Nas próximas linhas você vai encontrar as respostas que procura:

  • O que leva o seu amigo a te bloquear ou excluir do Facebook e outras redes sociais
  • Os 7 principais motivos que fazem as pessoas bloquearem/excluírem
  • [BÔNUS] 3 dicas simples sobre o que fazer a respeito

Motivo #1 – Tem motivo sim, quem não sabe é você

Ninguém exclui ninguém do nada e sem motivo. Os motivos pra excluir alguém são sempre bem específicos.

Esses motivos surgem nas relações entre as pessoas e vão se agravando porque:

  • A pessoa que incomoda não sabe que incomoda.
  • O incomodado não reclama porque tem medo de uma briga, ou de perder a aprovação do “chato”, ou atura quem tá incomodando porque tem algum interesse, e vai bloquear ou excluir tão logo o chato perca a utilidade.

Motivo #2 – Você falou demais

Pode ser que você tenha falado demais, chamado muito a pessoa pelo messenger do Facebook ou torrado a paciência da pessoa com vídeos engraçados no WhatsApp.

Na grande maioria das vezes a pessoa não vai te dizer que você está incomodando, e inicialmente vai te responder com monossílabos (sim, não, rs, kkk), ou demorar dias pra responder se está tudo bem, até finalmente a paciência acabar e seu amigo partir pro bloqueio/exclusão.

Motivo #3 – Você falou de menos

Provável que você praticamente não fale com a pessoa nas redes sociais, e seu amigo não veja sentido em ter você adicionado.

Num belo dia seu contato resolve fazer uma limpa nos amigos do Facebook e aí você vai ser excluído aparentemente sem motivo.

Motivo #4 – Você só chama seu contato pra pedir coisas

Talvez você chame a pessoa nos messengers de redes sociais da vida apenas para pedir favores. É como tratar os contatos que você tem como coisas que você guarda num armário e usa conforme vai precisando.

Tem gente que não liga, mas se você começar a incomodar, seu amigo ou vai dar um basta falando pra você parar de encher o saco OU te excluir sem dar explicação (o mais provável).

Motivo #5 – Você errou e não percebeu

É possível que você tenha ofendido seu contato por qualquer maldito motivo, não tenha percebido ou, se percebeu, não pediu desculpas nem considerou a ofensa como uma ofensa.

O bloqueio/exclusão seria um modo de chamar a sua atenção, te fazer perceber o seu “erro” e motivar você a pedir desculpas.

Motivo #6 – Você quase viu o que não devia (ou devia?)

De repente seu contato ou algum dos amigos dele tenha postado algo comprometedor, algo que diga respeito a vocês dois e seu contato não quer que você descubra.

Exemplo: um casal de namorados. O cara trai a garota. A “outra” posta “eu te amo” no mural do cara, e o cara, com medo de que sua namorada veja a postagem comprometedora, bloqueia a menina pra que ela não descubra nada.

Motivo #7 – Você é chato e ainda não sabe disso

Existe a possibilidade de suas postagens em determinada rede social incomodarem seu contato em algum sentido: coisas fúteis, spam, pedido de ajuda pra participar de promoções e sorteios, pedidos desesperados de “divulga meu blog” e por aí vai.

[BÔNUS] O que fazer quando me bloqueiam/excluem?

  • Se for uma pessoa qualquer pra qual você não dá a mínima, pra quê ir atrás?
  • Se for sua namorada ou namorado, prepare-se pra pior DR da relação.
  • Se for um amigo de verdade, deixe o orgulho de lado e vá recuperar essa amizade valiosa. Não sabe por onde começar? Descubra como salvar amizade desgastada.

Tem vários outros motivos, e você pode conferir mais deles clicando aqui.

A ideia deste artigo foi um pedido especial feito pela nossa leitora Luana Gonçalves. Luh, valeu pela sugestão! Continue sempre acompanhando nosso conteúdo e dando opinião sempre que quiser. Pode deixar que as suas duas ideias que faltam vão virar realidade antes do que você imagina. ;D

E você? Já te bloquearam ou excluíram sem motivo? Quais outros motivos você colocaria nessa lista? Conta pra gente comentando abaixo. 🙂

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Inveja: como evitar mau-olhado e olho gordo?

Dicas para lidar com a inveja e os invejosos no trabalho, em casa, com amigos e na internet

Inveja é quando você conquista algo na vida ou se sai bem em alguma coisa e algum abençoado sente desgosto diante disso. Aí ele passa a querer o que você tem. Ser quem você é, ter a sua vida, e nos casos mais extremos tenta te destruir no processo.

Já passou por isso, não é? Tanto especialistas quanto pessoas em conversas de boteco concordam que inveja é ruim pro invejado e mais ainda pro invejoso, mas como lidar com isso?

Confira algumas dicas pra evitar a inveja e dê beijinho no ombro pro recalque passar longe:

Evite expôr demais a sua vida

Às vezes a gente conta da nossa vida pras pessoas dizendo apenas das coisas boas, conquistas, vitórias, viagens, sucesso e por aí vai, e sem perceber acabamos despertando a inveja de quem está ao redor.

É preciso tomar cuidado com o que se fala, pra quem, em que lugar e em que circunstância. Falar demais da sua vida pra fofoqueiros inevitavelmente vai fazer seu sucesso chegar ao conhecimento de um invejoso.

No trabalho

Se você for vítima de inveja no ambiente de trabalho, seja profissional: tente manter um bom relacionamento com o invejoso, seja educado com ele, tente elogiá-lo na frente de outros colegas ou até mesmo do chefe.

Peça ajuda pro invejoso em algo que ele seja bom. Essa postura vai ajudar a melhorar o clima e fazer quem te inveja ver que você não é superior a ele.

Na família

Se uma pessoa da família te inveja (leia-se pai, mãe e irmãos) convém ter uma conversa franca. Essa parte é complicada, só você conhece sua família e sabe o melhor jeito de dialogar com eles.

Seja como for, o fato é que a inveja pode separar sua família, assim como a competitividade entre irmãos e pais que sentem desgosto íntimo e não-assumido pelo sucesso de um filho.

Nas amizades

Se um amigo íntimo te inveja, cabem as dicas para colegas de trabalho invejosos. Tenha cuidado e observe as atitudes desse amigo.

Se a situação ficar crítica a ponto de te prejudicar, talvez seja a hora de uma conversa séria ou até mesmo de se afastar permanentemente.

No Facebook

Bloqueie no Facebook os invejosos sem excluir eles do seu perfil. E evite ostentar demais na internet o seu êxito: pesquisas indicam que mostrar um vida perfeita nas redes sociais causa mais inveja do que o sucesso profissional.

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Amizade Desgastada

A amizade é essencial na vida de qualquer pessoa. Seja para ter sucesso na vida profissional, através de bons contatos e um network eficiente, passando pela companhia de colegas para rolês e baladas, até amigos íntimos com quem se pode falar de problemas e desabafar.

Convivendo com as pessoas no dia a dia, você acaba conseguindo um amigo de longa data. Vocês saem juntos, conversam, compartilham sonhos, esperanças e segredos.

As brigas, que eram de vez em quando, passam a ser mais frequentes, até o momento em que se tornam rotina. Por fim, essa sucessão de brigas desgasta tanto a amizade que os dois não querem mais ser amigos. O que fazer?

Conversar!

Parece óbvio, mas é algo difícil porque nem sempre as pessoas estão dispostas ao diálogo.

Mágoas ou o entrelaçamento de diversos motivos internos podem fazer a pessoa achar que trocar ideia vai ser inútil. E sem nenhuma comunicação, a vaca vai pro brejo mesmo.

Humildade também conta

Abrir mão de todo orgulho, se colocar no lugar do amigo e à disposição da resolução do conflito.

Isso significa pedir desculpas mesmo sem estar errado, algo que se consegue quando se deixa o ego em segundo plano, para poder privilegiar a amizade em si.

Pessoas orgulhosas terão muito mais dificuldade do que o normal para buscar a solução do conflito sendo humildes e empáticas.

Dar um tempo

Pode ser uma boa alternativa quando o amigo não se dispõe a conversar. Se não há mais diálogo, pode ser que a amizade esteja desgastada demais para seguir adiante, depois de tantos conflitos.

Às vezes as pessoas precisam de tempo para organizar a própria vida, ideias ou os motivos para a amizade continuar. Não saber respeitar isso só vai fazer seu amigo se afastar ainda mais.

Deixar como está

E, se no final das contas a amizade não resistir e realmente permanecer rompida, é necessário respeitar a decisão do ex-amigo de permanecer afastado. Em outras palavras, “é vida que segue“.

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3 segredos da felicidade pra mudar sua vida agora

O caminho para a felicidade é mais simples do que você imagina

Meio babaca falar disso, porque tanta gente antes de mim já fez o mesmo, mas acho digno eu dar uma colaboração sobre o assunto que realmente faça diferença.

Pra alguns, só se encontra a felicidade caso a pessoa fique rica. Ou ache a alma gêmea.

Ou exerça o cargo de gerente em uma multinacional. Ou more numa mansão. Ou faça o que as pessoas de sucesso fizeram.

Estou aqui para dizer que eles estão errados. Ou quase. Continue a ler e descubra segredos que podem mudar sua vida.

Segredo #1 – Felicidade não tem regra

Se o vizinho é feliz vendendo peixe na feira, isso não quer dizer, necessariamente, que você também vai ser caso faça o mesmo.

Do mesmo modo, se você é feliz assistindo filmes deitado no sofá, isso não quer dizer que qualquer pessoa vai se sentir da mesma forma fazendo a mesma coisa.

Claro que pode haver formas de felicidade que você tem em comum com outras pessoas, mas é impossível que outra pessoa fique satisfeita fazendo todas as coisas que te fazem feliz.

Segredo #2 – Felicidade é uma lista

Podemos pensar nessas coisas que nos fazem feliz como uma lista enorme cheia de itens. Cada um tem uma. Uma lista personalizada que diz como ser feliz. E como é que se consegue a sua?

Vivendo e aprendendo, meu caro. Você precisa viver e prestar atenção nas coisas que te fazem sorrir. Se te fazem sorrir, automaticamente vão pra sua lista, e ela é infinita.

Só para de acumular itens quando se parte desse mundo (ou quem sabe nesse momento se encontre uma felicidade plena e infinita? …).

Segredo #3 – Felicidade é do seu jeito

Resumo da ópera: não existe só um modo de ser feliz. Cada um tem o próprio jeito de achar a felicidade. Descubra o seu.

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Aviso: ciúme doentio no celular!

Você se considera uma pessoa ciumenta? Será que você tem ciúme doentio e não sabe?

Tem um estudo feito na terra da minha querida titia J.K Rowling sobre o ciúme doentio, e ele diz que os caras bisbilhotam duas vezes mais o celular de suas apelidadas amores, e não o contrário.

Entre os homens, 60% mandou na lata que já fuçou o celular da parceira procurando provas de um possível Ricardão, enquanto 33% das gurias confessou que já passou um pente-fino básico no telefone do parceiro pra ver qual é a daquela “amiga”. E qual é a razão desse ciúme doentio?

89% dos entrevistados disse que é pra ver se a outra metade da laranja anda passando mensagem romantiquinha ou sacana pra alguém. 52% sabe a senha pra acessar o celular do parceiro e sair catando provas de cerca pulada.

E tática pra sair investigando no maior estilão CSI? No Reino Unido, a maioria do povinho fica fiscalizando SMS (53%), ou investigando histórico de bate-papo no Face (42%). Se descobrisse a xeretação de celular, uma minoria de 33% pensaria em acabar com a patifaria (e com a relação).

E se a pesquisa fosse no Brasil?

Analisando essas informações, acho que, se essa pesquisa sobre ciúme doentio rolasse aqui no Brasil, daria mulher na cabeça, disparado, como o sexo que mais fuça o celular do namorado / marido / rolo ou qualquer outro nome que se dê. E não o contrário, embora tenha uma porrada de caras que só não bota cinto de castidade na sua respectiva amore porque ainda não achou onde vende.

Onde achar uma traição?

Aproveitando a deixa, deixo aqui um segredinho. Sim, eu sou ciumento (porém sei me controlar, haha), mas nem por isso sou de ficar fuçando celular atrás de coisinha suspeita. Longe de mim. O que eu acho que vale mesmo a pena fuçar é rede social, velho. E foi pelo Facebook que eu descobri uma traição.

Ciúme doentio não é de Deus

Numa relação aí, a guria do nada me bloqueou no Facebook, e mentiu na cara dura, dizendo que tinha dado pau no perfil dela por qualquer motivo capenga à escolha.

Um tempo depois do fim, criei um perfil fake e acessei o Facebook dela. Não deu outra: achei uma diversidade nojenta de mensagens de amor entre a guria e um outro cara.

Pelas datas das mensagens, lembro que eu ainda tava com a menina, e isso coincidiu com a época em que ela começou a ficar distante.

E, se eu tivesse criado o perfil fake antes, teria descoberto a traição antes. E provavelmente haveria uma pessoa a menos no mundo. Ou duas. Brincadeira, rs. Ou não. Só sei que esse negócio de ciúme doentio não é de Deus, haha.

Assista este vídeo da Kéfera sobre ciúme doentio

 

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Rejeitado

Dia cinzento, céu sem cor, sol sem calor… Calçada molhada, rua encharcada… Encharcada é apelido, e a Marginal tava boa pacas pra qualquer um que resolvesse dar seus mergulhinhos. Mas eu não tava mais na Marginal – agora, a mesma praça, a mesma avenida, as mesmas pessoas esperando o ônibus no mesmo ponto, falando sempre sobre as mesmas coisas…

E eu, atravessando, como sempre, a mesma avenida, com o mesmo intuito de ontem, chegar ao outro lado. A escadinha da esquina exige de mim um pouco mais de fôlego, e é aí que surge um colírio pra minha vista cansada de tanta mesmice!

Tava lá ele, no meio da rua, com cara de otário, olhando pro vácuo. Já dizia Marcelo D2, “pra quem não sabe que caminho vai, pega um qualquer”, e foi o que ele fez. Fixou em mim seu olhar, daí me seguiu. Curtiu minha companhia?

Sei lá, só sei que esteve do meu lado por todo o caminho, vez ou outra olhando esperançoso pros carros que passavam. Tô em frente ao portão de casa. E ele? Também. Sentado no chão frio e úmido, os olhos negros e suplicantes, doces, amargurados, carentes, clamando e me comovendo…

Implorou pra entrar comigo. Falar? Nem precisou, só o olhar bastava. Carinha de cachorrinho sem dono. De dog abandonado e rejeitado. E era precisamente isso que ele era: um cachorrinho sem dono…

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Ligar ou mandar e-mail?

Garanto que tu já se fez essa pergunta ao menos uma vez na vida. E talvez seja literalmente uma vez mesmo, porque a decisão parece no mínimo óbvia. Se não é por falta de tempo, é por pura preguiça de procurar por seus polegares e usar seus indicadores pra discar o número do condenado em questão.

Ou então porque, tipow, tamos na Era Internética, em que se faz tudo pelo PC (TUDO mesmo) e tá super-hiper-mega-blaster fora de moda colocar ficha no orelhão e dar um ligão. Ligão quem dava era tua vó, tua tia, teu pai e tua mãe.

A onda agora é deixar scrap no Orkut, mandar e-mail, mandar a real por MSN… Menos ligar. Mandar a real pessoalmente? “Nem, a gente resolve no MSN”. Aliás, no MSN é que todo mundo é corajoso, fala poucas e boas e manda todas as reais que quer “de head” (ou bem na cabeça).

Mas e quando é preciso falar o que é preciso no tete a tete, só com a cara e a coragem? A coragem o sujeito deixou na caixa de entrada de e-mails, e só sobrou a cara do cidadão. Cara de otário que não fala nada na cara.

Praticidade, comunicação rápida em tempo real ou quase… Mas é aí que acabamos perdendo referências de coisas tão simples. A gente esquece a voz, o olhar, o jeito, não vê as expressões, não se alegra com um sorriso. Tudo por causa dessa maldita modernidade.

É muito mais fácil se esconder atrás de uma tela de computador, assumir uma identidade fake qualquer no Orkut, ou deixar uma mensagem num mural pra que a outra pessoa leia.

Ela vai passar na frente do mural, ler, responder, vai embora, daí depois cê passa no mural e vê a resposta. Cara, cadê o contato de gente com gente? Não sabemos mais o que é conversar!

Tudo isso é medo de encarar as pessoas de frente, sem telinha de LCD de cristal líquido servindo de armadura de adamantium?

Meu, agora quem quer dar um toco não chega mais na pessoa e fala “acabou”, os relacionamentos amorosos agora são terminados pelo bom e velho Messenger. Se é que não foram começados por ele, ou tenham se desenrolado através dele, com essa babaquice ilusória de namoro virtual.

Velho, seus pais quando precisavam levar um DR tinham que ir na pracinha da esquina, conversavam no portão de casa à luz das estrelas, e se o cara segurasse na mão da moça já pensava: “Maluco, já tô pegando!”.

Tô parecendo teu avô dizendo isso, mas a real é que os valores se perderam… A modernidade e a facilidade de comunicação por mensageiros instantâneos ou redes sociais, que teoricamente serviriam pra aproximar as pessoas, tão na verdade é distanciando todo mundo cada vez mais.

Cada um em sua casa, defronte de uma máquina sem emoção, e as pracinhas ficando mais vazias, as baladas menos alucinantes, as rodinhas de amigos fazendo porcaria nenhuma num domingo a tarde nem vão existir mais…

Não dá pra exigir dessa geração algo que ela nem sabe o que é. Mas, se você também fica indignado com esse lance, se não tiver como marcar um encontro com a pessoa num barzinho qualquer pra mandar a real, desplugue-se, fique off no MSN e on na vida real. Esqueça Orkut, Facebook, e-mail, Hotmail, G Mail e o escambau a 4: ligue.

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Dualidade

Crônica que escrevi em uma prova na facul de jornalismo. E antes que me pergunte, essa crônica não reflete minha vida.

 

É tarde. Sei.

Tarde demais para tentar dormir, cedo demais para isso tudo acontecer. Um quarto no centro da cidade, a bagunça habitual, lençóis revoltos envolvendo o corpo, pensamentos torturantes na mente, o peito dilacerado pela lâmina da verdade. Frágil armadura de que disponho, ou subestimo o poder de tão avassalador impacto?

Do sétimo céu às profundezas abissais. A tênue fronteira entre amor e ódio. Explicações, pra quê, se o que vi se explica por si só? Perdi a cabeça, dei-lhe uma bofetada. Agredi a face que por anos a fio afaguei. Ingrata! Meus olhos estão marejados.

O telefone tocando alucinadamente, doce sinfonia do remorso. Os sumiços, a frieza, as ligações no celular… Enfim descobri. E a feri com a fúria do verbo, poder bélico da Palavra. Terrível impacto. Amor, e por ele serei superior – ou fraco? Amo, odeio, odeio, amo. Vou atender a ligação, irei sucumbir. Odeio a mim mesmo por amá-la. Odeio a ela por não me amar.

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Estranhos

“Tudo o que vai, deixa o gosto, deixa as fotos… Quanto tempo faz?”. Deixa os dedos, deixa a memória, eu nem me lembro mais… Ou será que me lembro, ou simplesmente finjo esquecer? Ou todo esse tempo me deixei enganar, iludir e ludibriar meramente pela covardia, pelo medo de sofrer?

Se quiser revisar sua vida, te convido a se sentar ao meu lado nesse quarto, silencioso e escuro, mas ainda assim aconchegante. E toda a dor, toda a ilusão e a desilusão vão permanecer lá fora. Olhe para a parede! Pode ver as imagens se desenhando naquela superfície fria e surrada pelo rigor do tempo? Um projetor antigo ao fundo… Veja a história de vocês dois desde o começo, vá apreciando lentamente e pouco a pouco revivendo as mesmas emoções…

Tudo começa num alvorecer tímido e preguiçoso, as cores se misturando e ganhando forma. Até que o alvorecer vai dando lugar à mais radiante das tardes, à mais agradável das noites e à mais quente e intensa das madrugadas… Suando um pouco, sente calor? Tome este lenço e não perca o foco: não desvie os olhos da parede!

Veja os dois em meio a uma noite escura e sem luar. As luzes já se apagaram, a brisa suave deu lugar a um vento que se lança cortante, tão cortante quanto a espada do mais nobre e honrado dos cavaleiros medievais. E essa névoa, que confunde e obscurece… Todo o calor deu lugar a essa frieza, o brilho nos olhos se perdeu… E então se despedem como se fossem dois estranhos, movimentos vacilantes, olhos marejados… E o projetor para de rodar tão logo eles se dizem… Adeus…

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Duquesa Esmeralda

Foi então que você apareceu e encharcou meus dias com sua poesia, sem pedir licença. O céu lá do alto, nos servindo de teto, confidente, uma testemunha. Seu tom de azul infinito contrastando admiravelmente com o verde das folhas sombreadas, emoldurando a vista do caminho que dali podíamos ver.

Raios de sol se lançando impetuosos por entre os galhos das árvores postadas aqui e ali pelo espaço amplo, ar mais puro, atmosfera mágica, um oásis no deserto, uma espécie de portal para um mundo só nosso onde nos refugiamos por um momento de tudo o que incomoda, machuca, preocupa, uma realidade alternativa e perfeita. Talvez utópica, mas é tão real que posso tocar com as mãos, e sentir com algo que bate descompassado aqui dentro do peito.

Calmaria, a paz reina absoluta enquanto uma brisa suave de inverno disfarçado de verão escaldante toca gentilmente nossos rostos colados, e passa invisível por entre olhares fixos nos olhos um do outro. Enxergo tonalidades verdes na íris, que vão gradativamente se tornando amarelas, se fundindo por entre tons mais claros e esverdeados, até chegar à pupila.

Olhos absurdamente estrelados, tanto quanto o mais glorioso céu noturno onde reina absoluta sobre os demais astros a Lua, soberana, e até o Sol se esconde para dar lugar ao esplendor furioso de feixes de luz prateada onde se abriga um significado oculto e místico. E os olhos de ambos se fecham para somente sentir, sem nada dizer.

Um pedacinho de céu pairando solitário pelo ar, na estratosfera, amostra do Paraíso. Um espaço para o qual ela me leva, segurando-me docemente pela mão, abrindo e batendo suas asas divinamente angelicais, uma auréola pairando cintilante por sobre sua cabeça… Para onde sou levado não existe tempo, espaço, lógica ou razão, apenas sentimento. Apenas ela e eu. E o Amor. Tão somente Amor…

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Frágil árvore do sentimento

Te convido a pressionar um botão. Aquele mesmo, que aciona as engrenagens da sua imaginação. Não a que produz imagens exatas, racionais e comuns que são tudo o que certas pessoas que se tornaram adultas de um jeito torto – perdendo a essência infantil – conseguem ver.

Deixe aflorar a criança que ainda insiste em se manter dentro de você. A que te faz rir das piadas, que te lembra de não ligar tanto pros problemas, que abraçada a você te leva ao parque de diversões pra comprar pipoca doce e caramelada.

Que te ajuda a não pirar em meio a essa rotina de modernidade caótica. Algo que te torna igual ao guri correndo alegremente com os passos atropelados para o balanço, pra brincar. Coisas que te aproximam de seu Criador. Envolva a si mesmo dessa criatividade inocente dos pequenos que traz o impossível ao alcance das mãos, ou não vai entender essas palavras que eu sopro ao vento, e são sussurradas por ele gentilmente, aos seus ouvidos.

Lembre-se de tempos passados, em que tudo na vida parecia e era tão simples… Tempos de cartinhas escritas com capricho, encaixadas palavra por palavra entre linhas azuis de folhas de caderno, construídas com dedicação a cada parágrafo, mensagens carregadas com o que se imagina ser algo que ainda não dá pra ser entendido com tão pouca maturidade…

Fase de declarações embaraçadas que se resumem a três palavrinhas ditas timidamente, entre dentes, ou quando não é possível expressar com o verbo, mostrada por lábios que procuram outros ansiosos, esperançosos, de surpresa… Um girar de corpo, rosto avermelhado, bochechas rosadas, pernas que tomam consciência de seu poder de se deslocar, e fogem por medo do julgamento, da reação, da rejeição…

Enquanto outras pernas ficam estáticas, paradas ali no mesmo lugar, naquela praça vazia sendo encoberta de sombras pelo manto da noite, os olhos perplexos, reações limitadas, corpo que não responde à vontade, confusão de sentimentos que atordoa, e a voz que falha, se recusa a ser o instrumento de expressão do coração, o grito de “não vá!” preso na garganta, as palavras não ditas que permanecem guardadas secretamente e são disparadas pelo olhar que não renega o que se passa na alma.

Primeiro beijo. Caminhar de mãos dadas, mãos pequenas, pensamentos de quem ainda não entende a vida, nem o que supõe dizer que acontece. Beleza da afeição desinteressada. Pura. Nobre. Momento da vida em que o Amor irrompe no coração, como uma planta que nasce frágil em solo fértil. Tantas decepções até que se encontre alguém que nos complete, que nos faça sorrir, pra chupar drops de anis no cinema, perto de um final feliz.

É um erro tão grande, depois de conquistar o amor de alguém, se acomodar no mesmo lugar, deixar de manter a magia, o encanto, o coração disparado do primeiro encontro, a ansiedade em rever, olho no olho, as palavras doces ditas com voz suave ao pé do ouvido. Pessoas não são como troféus, que necessitam de esforço e dedicação para serem obtidos, para ao final serem esquecidos na estante. Vistos de relance ao ser passada a vista pela sala.

Sentimento de posse. De algo que se consegue e que não corre o risco de se perder, que se mantém inalterado por si só, bastando apenas polir de quando em quando. A “pessoa-troféu” vai acumulando poeira, perde o brilho. Enferruja. Perde o esplendor, e vai terminar por desejar parar em mãos cuidadosas, zelosas e que realmente se importam. Tão fácil seria atrair para perto alguém e não precisar nunca mais fazer nada para mantê-la ali conosco. A realidade é bem diferente.

É preciso demonstrar todos os dias. No olhar doce e acolhedor, na alegria do reencontro, quando se deixa o outro saber o que se sente, o quanto é feliz, o quanto as personalidades se complementam e se atraem de algum modo. O jeito como o sentimento tem força para fazer levantar pelas manhãs, fazer respirar, como é um motivo pra continuar vivo.

Como diz o poeta, é preciso se apaixonar muitas vezes, mesmo que seja pela mesma pessoa. Descobrir a cada dia um encanto diferente e único, nos cabelos desalinhados pelas manhãs, no rosto sem maquiagem, na barba por fazer, nas roupas simples, na pessoa despida dos modos e atitudes do dia a dia, usados pra se viver em sociedade.

Perceber a beleza da pessoa como ela é, achar a sutileza em ver o modo como os defeitos balanceiam, complementam e temperam as qualidades, compondo um ser cheio de particularidades que se deve amar de olhos fechados. Alguém que se torna perfeito pra você, mesmo que não seja perfeito aos olhos dos outros. Isso porque quando há Amor se enxerga o ser amado com uma aura particular que o torna o ser mais maravilhoso de todo o universo. Mesmo ele sendo o que é, apesar de tudo o que é.

Sentimento que é planta, semente que é lançada no canteiro do coração. Terra fértil e disposta a acolher, nutrir e fazer tudo o que está ao alcance para que o que está abrigado e protegido pelo solo nasça enfim. É preciso cultivar, regar todos os dias, expor ao sol diariamente, proteger do vento que pode levar consigo seu corpo ainda frágil, impedir que a arranquem da terra. Diariamente se dedicar, adubar, e estar ciente dos calos e cortes que isso pode infligir às mãos.

Quando a planta estiver com as folhagens exuberantes, a altura razoável, você enfim conquistou a afeição da pessoa que deseja que esteja perto. Ainda não é o bastante. Se quer que isso sobreviva, é preciso devotar a própria vida. Jamais deixar de cultivar, para que a planta cresça, para que você descubra que a semente era de árvore, e ela crie raízes fortes, tronco sólido e de diâmetro que impeça de a abarcar com os próprios braços. Uma grande árvore que possa fazer sombra para refrescar vocês nos dias quentes.

Cultive a Árvore do Amor para que vocês possam se abrigar debaixo dela, vele por ela para que as tempestades não a arranquem inteira do solo, e que mesmo com graves ferimentos dos golpes da Vida, ela possa se regenerar e resistir a investidas mortais de machados que as pessoas não tem piedade de usar. Deixe de cuidar a cada alvorecer, e você verá a semente não vingar. Verá a planta apodrecer, os esforços do início serem perdidos, a árvore ser arrancada viva pela mais mais inofensiva das brisas.

O melhor de tudo é que essa tarefa não se pode fazer sozinho. Para ser jardineiro do canteiro do sentimento partilhado a dois, é preciso que ambos se empenhem a cada dia para não deixar a árvore morrer. O carinho, a compreensão, o bom humor, a companhia, o ombro amigo são as ferramentas de poda, o ancinho que ara a terra, o regador que derrama gotas cristalinas e vitais, as luvas que farão os dois não se machucarem tanto, o adubo que fará a semente germinar.

É um trabalho a ser feito por ambos, incessantemente. Convide seu amor a te ajudar. E mantenham sempre a pureza dos sentimentos, a emoção do primeiro olhar, primeiro toque, a adrenalina de ver quem se ama se aproximar, correr em direção a você com os braços abertos e um sorriso radiante. Se encante com a mais simples das declarações, dos gestos, não hesitando em deixar de manifestar o que nunca vai deixar de fazer parte de nós. Terá as respostas se enxergar o mundo com os olhos maravilhados e inocentes de uma criança.

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Caos

O Verbo não morreu. Foi ao Inferno e voltou. Assim como mergulhei um pouco mais do que gostaria na rotina de sempre. E as circunstâncias, o sono, a vontade louca de aplacar esse desejo, de impedir que essas chamas me consumam… Tudo isso me trouxe aqui mais uma vez. É, eu sempre acabo voltado pra cá, pra esse espaço, pra esse divã.

E mesmo sem saber, você acaba sendo meu analista. Por curiosidade, interesse, fascinação ou pena mesmo. Pena de um cara que precisa colocar um pouco de ordem a seu caos interior, transferindo para fora fragmentos de um universo particular, infinito, e ainda assim contido em um corpo de fronteiras delimitadas. Eis aqui um fragmento do meu universo. Eis aqui um caco de mim.

E hoje, não tenho nenhum motivo específico pra escrever. Me sinto cansado, milhares de pensamentos ricocheteiam nas paredes da minha mente, então vim aqui compartilhar um pouco dessa desordem com você. Não queria que isso ficasse com aquele tom confessional, mas fazer o quê, sempre acaba ficando meio confessional. Tô olhando pras linhas que escrevi agora a pouco, acima, e vejo que não tem nexo em nada disso. Desordem. Caos. É isso que estou compartilhando com você esta noite. Caos, que vem de mim e em mim se encerra.

Talvez eu devesse deixar transparecer aqui um sentimento. Uma mensagem cifrada, que alguém pudesse tomar como indireta. A verdade é que tudo que publico aqui não é indireta, por mais que pareça. Desde o começo eu disse que o Verbo viria ao mundo do jeito que quisesse, na hora que quisesse, sem aviso, assaltando os lares na quietude da noite, tornando inquieta a inquietude, pulsando de agitação, ansiedade, vontade do que ainda está por vir, e não está na hora de acontecer. Em resumo, tudo o que posso ver, enquanto o vento bate no meu rosto e enxergo toda a cidade, aqui de cima, sem que ninguém possa me perceber…

Tudo o que vejo é anarquia. Baderna mesmo. Mas nada que assuste, nada que faça mal, nada disso. É a ausência de Ordem. É um turbilhão de milhares de figuras distorcidas e indefinidas. Cena quase psicodélica. Sim, eu estou mesmo meio surrealista hoje. E tudo isso vem do Caos. O Caos que há em mim e agora se manifesta. Sem destruir, sem ferir, sem julgar. É apenas o Caos, nem bom nem mau, que põe um fim às linhas dessa noite.

Foto: Natalia Castro

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Rehab

Sim. É só mais uma daquelas madrugadas.

Madrugada sem sono. Madrugada que não me deixa dormir. E a quem eu quero enganar? Não posso culpar a doce madrugada por não conseguir fechar os olhos e adormecer. Também não consigo dizer se há algum culpado, embora ter alguém pra culpar, qualquer um que não seja a si mesmo, faz as pessoas se sentirem melhor. Mas não eu. Não aqui. Não agora.

Eu poderia dizer que a culpada disso tudo é tão somente uma certa substância química.

Ninguém me avisou que quanto mais o gosto ficava melhor, mais eu iria querer. Ninguém me disse que eu não podia usá-la por tanto tempo. Ninguém me alertou que essa coisa era uma droga. E viciava. Na verdade, me avisaram, me disseram e me alertaram. Mas será que eu realmente quis ouvir alguém? Somente ouvi minha vontade crescente, meu instinto, minha necessidade mórbida de mais e mais, induzida por um composto que gera um distúrbio bioquímico cerebral. Ou pelo menos, foi o que o médico me disse.

Eu poderia dizer que o culpado disso tudo sou eu mesmo.

Em outro dia, outra hora, mesmo lugar. Aqui, nessa clínica de reabilitação para dependentes químicos. Quando eu me recuperava de outra droga, talvez até mais devastadora do que essa. Um ano e meio de uso, quase dois anos me desintoxicando daquele veneno. E um dos métodos obscuros pra se ver livre de uma droga é usando outra em seu lugar.

A desvantagem, claro, é que o paciente apenas troca sua dependência por outra.

Eu não aceitei isso conscientemente, apenas levei à boca o comprimido, que estava nas mãos de uma certa enfermeira de uniforme vermelho e preto. Essa enfermeira me visitava todas as tardes, perguntava como eu estava, se as crises de abstinência já tinham passado, me oferecia conforto quando eu me via desesperado, querendo de todas as formas escalar os muros que cercavam as salas e edifícios do complexo, para me ver livre daquele batalhão de médicos e pedir ao traficante mais uma dose.

Por causa dessa enfermeira eu me mantinha ali, sereno, e até conseguia sorrir às vezes.

Me enganando, eu pegava o comprimido daquelas mãos, sentia a substância derreter em minha língua, se infiltrar em minha corrente sanguínea, correr pelas veias… Alcançar os receptores de serotonina do meu cérebro. Causar euforia e bem-estar quase imediatos. Os mesmos efeitos da outra droga, só que agora sob a forma de remédio. A Enfermeira fingia que aquilo estava me fazendo bem, e eu fingia que acreditava. Até que realmente passei a acreditar.

Eu poderia dizer que a culpada disso tudo é a Enfermeira.

E eu mesmo passava a procurar essa enfermeira nos jardins da clínica, por vezes tarde da noite, quando não havia o risco de sermos descobertos. Com o tempo, passei a precisar de doses cada vez maiores para conseguir os mesmos efeitos. Eu não sentia mais falta da droga antiga, mas já conseguia sentir os efeitos de dependência da nova. Que com doses pequenas já era poderosa o bastante pra me levar pra outra dimensão, por alguns segundos ofuscar qualquer brilho de sanidade que eu pudesse ter.

E a enfermeira apenas me observava satisfeita.

Com uma centelha nos olhos sagazes, algo intenso e flamejante. Tinha tons de egoísmo, passava pela loucura e chegava a beirar a maldade. Até que, numa bela noite de garoa, ela me ofereceu uma dose final. Somente uma, a maior de todas, e depois, mais nada.

E eu achando que sempre teria aquela substância à mão…

Não aceitei. Mas fui ignorado, e recebi contra minha vontade uma fração daquela mesma droga, só que concentrada. No mesmo instante, tive alucinações. Uma sensação indescritível, que eu nunca mais viria a sentir. A Enfermeira queria me fazer pagar por mais, mas o preço era alto demais… Os médicos constataram que eu não posso receber alta.

Mal me recuperei de uma substância nociva, preciso ficar, para me desintoxicar de outra.

E agora, a meu pedido, a Enfermeira não mais me visita. Tive várias crises de abstinência, e na mais cruel de todas, derrubei sem nenhum esforço considerável dez fortes enfermeiros que tentavam me manter em meu quarto. Ela estava no fim do corredor, e ficou assistindo a minha luta. Com toda aquela equipe nocauteada, corri desvairado ao encontro da Enfermeira, me ajoelhei ante os sapatos vermelhos e implorei por mais doses.

Ao que ela simplesmente se virou e me deixou ali. No chão.

Confinado em meu quarto, ainda guardo uma caixa dos comprimidos da droga. Está vazia, mas eu a mantenho sobre a única mesinha de metal que há no quarto. Estou de camisa-de-força, em trajes de louco, para não me machucar, nem machucar a ninguém. Apenas afrouxei as fivelas dos braços para poder pegar essa Pena, e escrever vorazmente. Rabiscar essas palavras no papel, já que não as posso dizer.

Desesperadamente querendo expressar meu desespero.

Tentando burlar as normas de segurança da clínica, tentando criar uma mensagem que de alguma forma chegue à Enfermeira. Mas não vai chegar, eu sei. O médico vem me ver pela manhã. Vai achar o papel sobre a mesa, vai colocá-lo no cinzeiro, sacar um isqueiro e deixá-lo ser consumido pelas chamas. E vai me dizer que era exatamente isso que eu devia fazer para curar meu vício: deixá-lo queimar.

Deixar que um composto chamado Racionalidade aja, composto esse que venho tomando em altas doses, mas sem nenhum efeito significativo.

Enquanto o médico não vem, eu vou mesmo fazer isso, vou burlar as regras, vou contribuir pra aumentar e piorar minha dependência dessa maldita droga, vou sucumbir a essa vontade louca que me move nessa crise de abstinência. Só preciso escrever… Escrever para que Ela leia. Escrever até que o dia amanheça. Escrever até que isso passe. Porque é só uma crise de abstinência.

E essa abstinência, uma hora, vai passar…

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