Minha entrevista ao site “Como eu Escrevo”

Fui entrevistado pelo site Como eu Escrevo, um projeto muito bacana que perguntou a vários escritores sobre seus hábitos de escrita, rotina, preferências e visões sobre literatura. Abaixo você confere um trecho da entrevista e um link para o texto completo.

Como você começa o seu dia? Você tem uma rotina matinal?

Sei que não é algo muito fora do normal nem interessante, mas costumo começar o dia com o café da manhã. Geralmente é café com leite, acompanhado de pão com margarina, com queijo ou frios. Antes da pandemia, eu costumava acordar às 6 da manhã e me preparar para sair de casa às 7, para trabalhar em uma função não relacionada à literatura. Apesar disso, o tempo todo estou pensando em coisas para escrever, inclusive de manhã, no transporte público. Acabou virando um hábito. Acho que isso se deve em grande parte ao Fala Aeh! (https://falaaeh.wordpress.com/), um blog que eu mantenho desde 2009 e me ajuda a escrever quase todos os dias. Acabo tendo ideias pela manhã, mas sinto que penso melhor à noite. Em geral, tenho muita preguiça durante as manhãs.

Em que hora do dia você sente que trabalha melhor? Você tem algum ritual de preparação para a escrita?

Sem dúvida, de noite eu escrevo bem melhor. Em parte é porque a preguiça da manhã passa quando a noite chega. No mais, parece que a ausência de sol e a presença da lua e das estrelas me afetam de algum modo. Às vezes me pego olhando o céu noturno, então penso no universo e os mistérios que ele abriga. Um bom exemplo das limitações do conhecimento humano está justamente no universo e o quanto ainda não sabemos sobre seus limites, origem, possíveis civilizações… Então penso no universo que existe em cada um, e o quanto não sabemos sobre o universo dos outros e do nosso próprio. Esse mistério, que pra mim ronda tudo o que existe, me atrai de um modo irresistível no sentido de tentar entender. E pra tentar entender a vida de modo geral, escrevo. É claro que de dia o universo continua lá, mas isso me parece muito mais evidente quando a luz do sol não ofusca todos os outros astros. Além disso, as noites me parecem mais silenciosas, tranquilas, e ouço no máximo latidos distantes de cachorros. Essa calmaria permite, digamos, que as águas da minha mente parem de se agitar e me permitam ver o que está no fundo. Quando isso acontece e não tenho nenhum compromisso no dia seguinte, costumo ter madrugadas bem produtivas.

Não tenho propriamente rituais para escrever. O mais comum é eu estar em um estado emocional que só eu conheço, mas não consigo explicar bem. Quando entro nesse estado, é comum que eu anote coisas no celular ou pedaço de papel mais próximo. Tem também outra coisa, que eu considero mais uma técnica do que um ritual: se quero usar uma experiência pessoal como ponto de partida para escrever, ouço uma música que me faz lembrar de determinado momento. Essa associação entre momento e música ocorre naturalmente e com frequência, porque sempre estou ouvindo álbuns e discografias inteiras. Ao ouvir a música associada à lembrança, mergulho numa atmosfera emocional que simula o que foi vivido. A partir daí, tento traduzir as imagens da memória em palavras. Claro que não é um processo exato, mas é um dos poucos que conheço.

Leia na íntegra clicando abaixo:

Especial de Natal + ano-novo 2021 (ou uma tentativa?)

GIF manjado mas bonitinho, vai!

Todo ano tem especial de ano-novo, e por que nesse não ia ter? Já tá tendo, e é este aqui. Antes de começar, vou dar uma boa respirada porque não tô escrevendo dentro de um gênero classicão! Me chama de doido, mas pra mim isso é lucro. Sério, é como tirar uma camisa de força. Ufa! Agora sim. É, geralmente eu faço especial de Natal e de ano-novo, um na virada de cada data, mas dessa vez este post aqui serve pras duas datas, e tá vindo aos onze dias do primeiro mês do ano. Por quê? Eu podia falar “porque sim”, mas prefiro dizer que tá tudo uma zona mesmo, então resolvi fazer diferente pra ser coerente com esses últimos tempos. E ah, tem a resposta sincera e curta, que é culpar a preguiça e a digestão das comidas de fim de ano. Ou qualquer combinação de todos. XD

Então tá, então. Nesse especial maluco e fora de hora, e meio sem gênero de texto definido, eu tinha pensado em falar uma série de coisas, mas mudei de ideia quando abri aqui o sistema do blog. Só pra não te deixar boiando, segura aí uma retrospectiva dos últimos capítulos: eu tinha retomado os conselhos amorosos. Sim, eu não entendo nada de nada do assunto e me meti a besta de dar conselhos amorosos pros outros. E teve mesmo um pessoalzinho que acreditou na minha capacidade de aconselhar e me contou muitas histórias! Não imaginava que ia chegar a esse ponto. Teve um momento que eu não tava dando conta de responder, aí parei. Depois voltei, mas acho que o povo não viu que eu tinha voltado a aconselhar. E as coisas foram ficando tão corridas que precisei me limitar a postar micropoemas via celular, a caminho de compromissos. O app de acesso ao sistema do blog não me notificou que ano passado duas pessoas me pediram conselho, e só agora vi eles. Só agora que entrei no sistema do blog pelo notebook. Pois é. Fiquei feliz por terem me pedido conselhos, mas também fiquei chateado porque só agora vou responder.

Pra essas duas pessoinhas que me pediram conselho e só vi agora, malz aí (mais conhecido como “me desculpa”). Já vi que são dois casos bem complicados, mas que agora estão na mão da pessoa menos indicada pra ajudar. É justamente por isso que a resolução que vou achar pode ajudar um pouco, muito ou nada. Pra saber, aguardem!

Agora seria a parte em que eu meio que faria uma geral no ano que passou, quase uma retrospectiva. O problema é que tudo virou de ponta cabeça, pra alguns mais, pra outros, menos, e coisas como a TV nos relembram disso todos os dias. Por isso acho que não compensa ficar martelando de novo e de novo certas coisas. Não sei você, mas não consegui fazer praticamente nada em 2020. Logo, dessa vez não consigo fazer uns parágrafos com a moral do ano, por assim dizer. Basta registrar que tô aqui digitando as primeiras coisas que me passam pela cabeça, e você tá aí lendo porque não achou nada melhor pra fazer. E essa é a maior vitória que a gente podia ter num momento como esses: estarmos vivos. Melhor que nada, né não?

Nesta semana vai ter um evento na facul. Na sexta (15) vou dar uma “palestra” (o nome oficial é pomposo: “comunicação oral”) sobre as franquias John Wick, Metal Gear Solid, Harry Potter e narrativas transmídia. Engraçado falar de cultura pop em uma universidade, e foi estranho ver esses temas na carta de aceite da minha participação. Estranho e engraçado, mas acho isso muito bom. Acho que cultura não é só o concerto com os sons do Villa-Lobos no Teatro Municipal, também passa por coisas comuns, como fazer o jantar ou pedir alguma coisa por aplicativo. É Dom Casmurro, mas também é livro do Paulo Coelho, ou qualquer outro best-seller. É uma instalação multimídia chique no MAM (Museu de Arte Moderna na cidade de São Paulo), mas também é o game que se joga em qualquer idade e alguns acham coisa fútil. É por esse tipo de pensamento que tô tentando levar cultura pop pra universidade. Bora fazer o povo torcer o nariz sim e quem sabe ter uma noção mais abrangente de cultura. Ainda essa semana eu vou compartilhar os detalhes. Você vai poder assistir ao vivo porque vai ser online. Aguarde mais essa também!

É, parece que o especial de fim de ano foi pro saco. Seja saco de Papai Noel (sem risadinha porque não foi piada do tio do pavê, hein?) ou um saco de ano que foi esse, o que aprendemos, crianças? Que o presente de Natal mais sensato é saúde. Que a resolução de ano-novo mais realista é sobreviver. E que o sonho mais promissor é poder abraçar de novo um monte de gente que a gente considerava pacas e sabia. Ou só descobriu que considerava muito justamente por não poder abraçar por enquanto.

Chega, né? Já falei as coisas que deram na telha, já salvei o especial de fim de ano, agora é ajeitar as coisas pra compartilhar isso aqui com o povo no Instagram.

Um abraço com os dois braço (a distância), feliz Natal, feliz 2021 e vem ni mim, vacina! XD

Feliz 2020 e os níveis de amizade

EITA, último dia de 2019! Último dia e último post, né? Quem já esteve aqui em algum dos 10 anos deste blog já sabe como que é o esquema.

Mas se tu chegou agora, não estranha nem repara a bagunça: é uma tradição do blog, e minha também, de fazer um post meio que retrospectando (existe isso???), enfim, fazendo alguma coisa parecida com uma retrospectiva com base no que eu andei vendo por aí ao longo do ano.

Geralmente tem de Natal também, este ano não teve sei lá por quê, mas achei que o tal do tradicional barra especial de ano novo não podia faltar. Posso ouvir as palmas da meia dúzia de gatos pingados que estavam se roendo de ansiedade por isso! XD

Tá, chega de bestagem (não pergunto mais se tem as palavras doidas que eu lembro/invento) e vamo logo pro que eu tava pensando em falar pros leitores este ano.

Se você tava esperando eu citar conquistas, ficar me vangloriando e coisas do tipo, já te digo que não vai rolar. O que eu posso fazer é um comentário bem geralzão, saca? E vai ser sobre amizades, olha que falta de ideia que eu tô hoje! XD

Falta de ideia porque eu já falei muito disso por aqui, e acho que outros parceiros de blog, também. Mas dessa vez tem umas pitadas novas de coisas que ando estudando.

Achei uma boa falar de amizade porque lembrei de uma aula de inglês que tive nos últimos semestres. A professora, não lembro exatamente por que, comentou que em inglês se usam palavras diferentes pra falar de cada tipo/nível de amizade.

Por exemplo, classmate (colega de sala de aula), partner (parceiro de negócios), co-worker (colega de trabalho), enfim. Só que, em português brasileiro, e dentro da cultura do Brasil, a gente chama o colega de sala, o parceiro de negócios, o colega de trabalho e outros, todo esse povo a gente chama de amigo!

Ou então amigo + o lugar de onde conhecemos o fulaninho (amigo da escola, amigo do trabalho, amigo da balada). Mas afinal, qual que é o problema disso? Existem níveis de profundidade em relacionamentos de amizade, e quando a gente engloba os diferentes tipos de amigo em apenas uma palavra, a gente acaba neutralizando essas diferenças.

Isso significa que, se no trampo alguém me chama de amigo, eu não sei de cara se a pessoa me considera um amigo íntimo, do peito (ao qual a gente conta os probleminhas da vida, chora as pitangas, dá rolezinho e tá com a gente em momentos bons ou ruins) ou só um colega de trabalho mesmo (a pessoa que a gente pode pedir ajuda nos pepinos e abacaxis de trabalho, mas que ouviria a gente só por educação se a gente reclamasse sobre algo qualquer da vida).

E aí tu me pergunta, qual é o problema disso? Se no Brasil a gente só sabe o nível de amizade com os outros se a gente perguntar ou deduzir, e considerando que é estranho chegar perguntando “vem cá, ô queridão, qual é o nosso nível de amizade?”, acaba tendo uma incompatibilidade entre o amigo que um é pro outro.

Se a gente acha alguém um amigo do peito, mas pra essa pessoa somos apenas colegas de trabalho/estudo/qualquer coisa mais superficial, a gente pode esperar do outro uma consideração que ele não tem com a gente. Por que mesmo? Porque essa consideração que esperamos pode não ser compatível com o tipo de amigo que somos pra ele.

Aí cê sabe o que acontece no final desse filme? Se o brasileiro em geral, com a ajuda da fala, se preocupasse em ser transparente sobre os níveis de amizade, muita dor de cabeça seria poupada…

Bom, acho que era isso, né? Sem resoluções de ano novo quando ao blog, a não ser a de que ele vai continuar deste jeitinho porque tá me agradando horrores, hehe.

Sobre as minhas resoluções pessoais de ano novo, eu vou ficar devendo, mas ainda assim posso responder nos comentários daqui ou da vida real, se você por acaso trombar comigo. 😀

Feliz 2020 pra geral! T+!

 

Foto: Tumblr

10 anos de Fala Aeh!

HOJE O BLOG FAZ 10 ANOS NO AR! CARAAAAALHO! QUE FODAAAA! UHUUUUL! 😄

Eu não gosto de usar clichês, mas parece mesmo que foi ontem. 10 anos atrás, em 2009, eu tava embriagado pelos tais dos “microcapítulos digressivos” de Dom Casmurro e achei que eles ficariam legais em um blog. Inventei um estilo doido e jovial de escrever, escolhi o descolado nome “Fala Aeh!” pra este espaço e comecei a postar.

Sempre com moooointa gíria, pá e tal, e aqueles bagulhos de cultura pop, saca? Pra ninguém ficar boiando nas paradinhas que eu mandava pra uma galerinha de responsa, a tal da Galerinha Internética. Era assim que eu chamava os leitores.

Escrevia sobre o que desse na telha, com bastante liberdade. Passei por uma porrada de coisas nesse meio tempo. Fiz zilhões de coisas na vida lá fora, e essas coisas sempre influenciavam o Fala Aeh!, de um jeito ou de outro.

Era maravilhoso ouvir os primeiros “cara, eu li teu blog!”. Até que resolvi convidar amigos pra blogar comigo, e aí aconteceram as coisas mais fodásticas e mais zuadas.

Pude revisar e ajudar blogueiros que eram escritores excelentes, cujo texto tinha qualidade pra estar em livros. Muitas vezes eu não tinha ideia pra postar (ainda acontece), várias vezes fiz pausas, em outras ocasiões mudei o tema, isso quando eu não percebia que precisava mudar algo em mim pra continuar adiante.

Postei de madrugada, de dia, de tarde, de noite, nas férias, Natal (com minha irmã me dando broncas silenciosas por achar que eu tava era sendo antissocial com os convidados), Ano Novo…

Feliz, triste, com tudo em paz, com tudo em guerra, bem de boa, atolado de trabalhos da facul, atolado de trabalho no trampo mesmo, em noites de sono, em noites de insônia, em noites de fúria.

Por inspiração, por hábito, por mania e acima de tudo, por paixão. A história desta página se confunde com a história da minha vida, tanto que eu nem sei mais separar o que é Fala Aeh! e o que é minha life.

Graças a este espaço, pra mim, escrever é tão natural quanto respirar. Ele me rendeu grandes amizades, amores, paixões e muita diversão.

Vieram os prêmios do TopBlog e meu primeiro livro “O Lorde”, quase todo composto por textos que andei postando por aqui nesses 10 anos.

Depois de passar por várias fases, enfim tá tendo um momento de maturidade e ao mesmo tempo de retorno às origens: mesmo sem querer, desde o início fiz desta página um espaço da escrita criativa e da literatura, sendo que eu precisei de uma década pra sacar isso. Doido, neah não? 🤣

Foram vários comentários de todos os tipos, e os que mais me intrigavam eram os anônimos. E mesmo o povo que simplesmente passa, lê e fica na surdina.

Agora mesmo eu sei que uma dessas pessoas tá lendo isso aqui, por qualquer motivo aleatório à escolha, talvez se perguntando se ainda vai ter musa de texto por aqui.

Ou se agora eu enjoei e vou fazer outra coisa. A verdade é que nem eu sei direito. Mas sei que não me vejo largando isso aqui tão cedo, e seja sozinho, seja acompanhado, o que importa é botar essa joça pra funcionar, como eu costumava falar.

Se algo mudou? Eu costumava blogar sempre em casa. Agora, pode ser em qualquer lugar. Agora, por exemplo, eu tô à mesa de uma cafeteria, escrevendo com um app de celular, esperando dar o horário da aula à noite.

Mas muitas vezes uma ideia lampejava na cabeça, e eu logo sacava caderninho e caneta pra anotar o que viesse. Isso acontecia e acontece a qualquer momento.

Fiz muito texto dentro de trem, ônibus, metrô, esperando amigos chegarem pra um rolê… E agora tem o app da plataforma de blog pra ajudar. Na verdade, tinha há mais tempo, eu é que só passei a usar mais recentemente, heueheueheue. 😋

Chega de nostalgia de blogueiro veterano, porque neah? No ato final desta postagem, queria agradecer.

A todas as referências e pessoas e coisas inspiradoras, que me ajudaram a tomar a iniciativa de fazer este espaço.

A todos os professores, colegas e amigos que olharam pras minhas linhas e viram beleza no meu texto.

A minha família, por me aguentar desde pequeno mesmo quando eu não mereço.

A todos os blogueiros que passaram por aqui, e mesmo os que eu já não tenho mais contato, por me ajudarem a construir uma das coisas mais legais que eu já fiz na vida.

E a você. Que tá aí na frente dessa tela me acompanhando desde o começo, ou mesmo desde minutos ou segundos atrás.

Qualquer que seja o motivo que te trouxe até aqui, pra ler esse palavrório todo de um pai coruja e babão falando de um filho que completa 10 aninhos, saiba que você faz parte de toda essa trajetória.

E espero que fique, e se divirta até mais do que eu ao preparar cada coisa aqui.

Abraço com os dois braço pra galerinha mais internética da rede, da deepweb e o escambau a 4. 🤣

T+! Fuiz!

Rafah

Ganhei o 7º Concurso Literário de Cajamar – Categoria Poema

Fiquei mega feliz de saber que o meu texto “Réquiem para Duquesa Esmeralda” levou o 1º lugar – Categoria Poema no concurso literário aqui de Cajamar – 7ª edição.

Em geral eu sou meio “rebelde” ao escrever, não gosto muito de respeitar “regras”, ainda mais em poema. Daí minha surpresa com o resultado.

Dessa vez, além de postar o texto premiado, decidi incluir a avaliação dos jurados e, depois, um comentário de autor. Vamo lá! 😀


Réquiem para Duquesa Esmeralda

Rafael Tenório

(Requiem aeternam)

Saudade de quem você era
E de quem poderia ter sido
Quem dera se fosse quimera
Quem dera não fosse comigo

Saudade de quem você era
E de quem poderia ter sido
Não sei se foi em primavera
Não sei se foi como castigo

Saudade de quem você era
E de quem poderia ter sido
Por ti foi minha espera
Por ti fui um abrigo

Saudade de quem você era
E de quem poderia ter sido
Um amor com a força que impera
Um amor que em si é perigo

Saudade de quem você era
E de quem poderia ter sido
Depois, traição que exaspera
Depois, punhal para o amigo

Saudade de quem você era
E de quem poderia ter sido
O monstro mostrava o que era
O monstro hediondo e antigo

Saudade de quem você era
E de quem poderia ter sido
No peito, coração não coubera
No peito, só trevas consigo

Saudade de quem você era
E de quem poderia ter sido
Desgraçado sou eu que venera
Desgraçado sou eu que te digo

Saudade de quem você era
E de quem poderia ter sido

(Requiescat in pace).


Avaliação dos Jurados

Três jurados atribuíram notas de 0 a 10 aos critérios abaixo. A banca foi unânime na avaliação do meu poema:

Uso da Língua Portuguesa (dentro da estética proposta pelo autor): 10
Criatividade: 10
Adequação à categoria (gênero literário): 10

Total: 30

Dois dos jurados fizeram os seguintes comentários:

Jurado 1: “Título instigante e texto com muita sonoridade.”
Jurado 2: “Boa utilização da anáfora*.”

* Anáfora, para o Michaelis, é uma "figura de linguagem que consiste na repetição de uma ou mais palavras no início de duas ou mais frases ou de dois ou mais versos sucessivos de modo a dar ênfase a termo repetido (p ex, Digo isto, digo aquilo e digo sempre)."

Meu comentário geral

É uma satisfação ver reconhecido um texto sobre a Duquesa Esmeralda, uma personagem minha pela qual tenho um carinho especial. Em essência, ela é um demônio com aparência de anjo, e talvez seja por conta dessa complexidade que eu goste dela.

Se ela tem um nome próprio, tipo Carolina? Durante um tempo não teve, mas agora que planejo escrever um romance em que ela aparece, tive que batizá-la. Mas por enquanto, é segredo, hehe. Eu a chamei de Duquesa porque títulos de nobreza caem bem na literatura, e também pra ironizar seus gostos refinados.

No poema, retratei uma espécie de missa de sétimo dia pela alma da Duquesa, em que um eu-lírico entoa um canto fúnebre lamentando o modo como ela se tornou uma pessoa desprezível.

Sobre a avaliação dos jurados, não tenho do que reclamar, foi o melhor resultado possível. Realmente eu não esperava uma crítica tão boa! Agradeço muito a todos os envolvidos no Concurso! 😀

Agradeço muito a você também, por ler até aqui e participar deste blog. 😀

Poltrona Facebookiana – Especial de Ano Novo

Hoje é aquele dia em que muita gente faz uma retrospectiva do próprio ano. Me parece que tem pelo menos dois jeitos de fazer isso: contando pra alguém ou postando em rede social. Pelo que tô vendo, o já consagrado textão do Face é um dos meios preferidos pros usuários fazerem essa análise interna, mas que o povo do lado externo consegue ver também. E ter reações, comentar, curtir.

Se fosse em outro texto, o cara ia ficar criticando esse divã digital de ano novo e comparando com o jeito que isso era feito antes, do jeito analógico. Sabe aquele negócio de ficar de frente pra outra pessoa, falar alguma coisa, aí o interlocutor ouve aquilo e responde algo? Algo que tenha a ver? Tá, nem sempre tem muito a ver, há quem possa achar que tá fora de moda, mas a conversa no tête-à-tête é um clássico, oras. E pra mim, clássicos nunca morrem. O que não tira o direito de uma moça que eu vi hoje no Face postar textão nessa plataforma pra relembrar o ano e comentar vitórias. Ah, lembrei de outra coisa que pode parecer antiga e nem sei se usa mais: diário.

Este post aqui podia ser uma página de caderno trancado com cadeado e chave, assim como o textão da moça alegrinha com seus feitos e malfeitos de 2018. Mas, de jeitos diferentes, o texto dela e o meu podem chegar às pessoas de um modo que só se cogitava em ficção científica.

O que isso tem a ver com ano novo? Sei lá, mas deu vontade de falar. É que eu separo 31 de dezembro pra também sentar neste meu divã digital, mas eu não acho que a gente deva depositar neste altar nossa alma nua, sem armaduras, pra que as pessoas possam fazer variadas coisas com essas informações. E informação é um tipo de tesouro que tá ganhando cada vez mais importância.

Afinal, é isso que a garota do textão tá oferecendo pra poder ocupar a poltrona facebookiana: informações. Dados sobre si própria, para quem mantém a poltrona confortável (ou nem tanto) e pros contatos dela. As mesmas coisas se aplicam a mim, escrevendo este texto, mas os blogs não são mais populares como foram. E francamente, quem hoje em dia lê texto grande, ainda mais na internet?

A tendência é que essa nudez de pensamento que andamos praticando no ciberespaço seja o que motive a leitura. Afinal, quem não quer saber da vida do outro? Ainda mais quando a gente nem precisa mais perguntar? E ainda pode tirar print e discutir seriamente a questão da vida do outro no Whatsapp?

Termino este ano pensando nessas coisas todas e não chegando a conclusão nenhuma. Exceto que, pras últimas horas de 2018 e pra todas as horas dos próximos anos, adoto pra mim um código de conduta: ao invés de despir meus pensamentos e minha vida em poltronas facebookianas com tanto curioso assistindo, prefiro poucas aparições. Poucas. Breves. E de camiseta e bermuda.

Dezembro em Outubro – Especial de Natal

Olha quem tá aqui de novo. Véspera de Natal, já passa das 6 da tarde, todo mundo se preparando pra noite que vem logo menos e eu aqui, no computador, escrevendo qualquer coisa pra não passar em branco. É assim que eu gosto de passar uma parte dos feriados de final de ano: escrevendo. Descobri isso quando criei este blog em 2009, na plataforma Blogspot, e aí inventei de fazer os tais especiais de fim de ano. Um pra 25 de dezembro e outro pro ano novo. Além de ser uma diversão, essa tarefa acabou se tornando uma tradição do blog e na minha vida. Acho que produzir algumas linhas de texto é um jeito excelente de dar uma geral nas coisas que aconteceram durante o ano. E eu não sei pra você, mas este ano, pra mim, foi uma verdadeira revolução pessoal.

Da parte pessoal eu vou ficar devendo, mas algumas coisas eu acho que posso te contar. No blog, teve a aparição de uma nova blogueira e grande escritora, a Indy (chamo a Ingrid assim), e como eu já devo ter dito antes, foi um dos meus melhores recrutamentos desta página até hoje. Engraçado, foi logo quando eu achei que não ia convidar mais ninguém pra escrever aqui, comigo. Taí a prova de que as coisas mudam, e podem mudar sim pra melhor, mesmo que a gente não bote muita fé.

Eu sei que era pra este post ser um especial de Natal, e eu não sei muito bem como vou fazer pra estas palavras aqui tomarem o rumo que eu quero. Em anos passados eu costumava fazer ou uma “análise” dos valores natalinos, ou algo em conjunto com os colegas blogueiros da época, ou catava uma câmera e saía batendo foto de coisas que remetessem à data por aí. Desta vez eu vou ficar aqui no sofá, enquanto a TV tá ligada e minha família se arruma pra mais tarde.

E pensando em algo pra completar o post, lembro que fui convidado pra uma roda de conversa sobre literatura na minha faculdade. Convidado pra ir lá na frente e, ao lado de outra escritora e duas acadêmicas da área de Letras, falar sobre o que já escrevi e minha visão sobre o que é escrever. Dá sim aquele frio na barriga, e seria chato não sentir nada, neah?

Pois então, teve um momento em que uma das professoras abriu uma página do meu livro “O Lorde” (cujo exemplar tava todo grifado a lápis) e pediu que eu lesse um trecho previamente selecionado por ela. Juro pra você, eu tava preparado pra ler algo da Ruiva, da Duquesa Esmeralda, da 18 anos-luz, da Menina Veneno, enfim, algo que envolvesse qualquer uma de minhas personagens. Bati o olho no texto, e mesmo que eu tenha revisado exaustivamente cada vírgula daquelas páginas, ainda assim fiquei surpreso e não estava preparado para o que tava sendo proposto.

Sim, a anfitriã do evento me pediu pra ler um dos meus especiais de Natal que postei nos anos iniciais do Fala Aeh!. Sério? Mas por quê? Um texto de Natal, da perspectiva católica, sendo lido em um colóquio de Letras? Eu fiquei espantado porque, na minha opinião, tenho outros textos melhores e que se sairiam melhor na ocasião. Enquanto tudo isso passava pela minha cabeça, grudei os olhos na página e comecei a declamar. De início, em tom mais neutro, depois realmente interpretando o texto. E sem desgrudar os olhos da folha, me levantei da cadeira junto da mesa oval e mais uma vez invoquei o Verbo. Ao final da pequena performance, eu continuava sem entender o que um texto natalino simples tinha a ver com o momento. E olha que isso foi em outubro, nem foi neste mês em que estamos.

Legal! Recuperei o fio da meada pra falar deste dia 25. Agora seria o momento em que eu faria uma interpretação mirabolante sobre o motivo da escolha de “O Legado do Senhor da Luz” para ser lido naquela noite (é esse o nome do texto que eu declamei). E, revirando as ideias nessa cabeça confusa que é a minha, sinto quebrar sua expectativa dizendo que, até agora, ainda não sei por que um texto típico de dezembro em outubro. Mas é assim mesmo, as coisas acontecem meio fora de hora, fora de ordem e sem motivo aparente. Ou talvez a gente é que não sabe entender tudo com o nível de conhecimento que temos no momento, se é que teremos.

A lição que consigo tirar é que a vida nos surpreende, como na ocasião em que vi na Indy uma parceira de blog em potencial, ou quando uma professora universitária se interessou por um de meus textos mais espontâneos. Ou quando ganhei presentes de Natal inesperados, de quem eu menos esperava. Ou ainda quando a Vida se faz mais presente hoje do que no passado, e que prova ser mestra em conjurar surpresas. Nem sempre boas, mas que ainda que sejam negativas, podem sim ser um verdadeiro presente, bem antes do Natal. Um presente de Natal antecipado, recebido em outubro. Assim como participar daquele colóquio foi um dos maiores presentes que ganhei até hoje.

Não sei se foi um bom especial, mas taí, é o que tem pra hoje, rs. E quanto a você, espero que receba muitos presentes, ainda que não curta a data nem acredite no aniversariante. Presentes que cheguem fora de hora, mas que provem que sim, vale a pena viver.

Atenção : Mudança no Fala Aeh !!!

Olá, linduxos e linduxas, leitores e leitoras do Fala Aeh!Read More »

Ingrid Oliveira ganha prêmio de literatura

Blogueira do Fala Aeh! vence o 7º Concurso Literário de Cajamar – Categoria Conto

Créditos: Diretoria de Cultura de Cajamar

Participei da edição 2018 da competição de letras aqui na minha cidade, e fiquei muito feliz e orgulhoso de saber que a Indy Oliveira levou o 1º lugar com seu conto “Gaiolas”. Lembro que ela me pediu pra ler esse texto e dar uma opinião, e fiquei simplesmente maravilhado. Nesse ponto me falha a memória, mas com certeza eu devo ter feito mil elogios e recomendações de que ela fizesse muitas outras obras de arte.

Tenho muita sorte de acompanhar essa escritora que se tornou uma grande amiga. No passado participei de bancas de seleção das Olimpíadas de Português e de outro concurso chamado Cajamar em Verso e Prosa, e nas duas oportunidades indiquei textos da Indy. E tinha outro jeito? Não tem como negar o talento dessa moça com alma de artista. Gostei tanto do estilo dela que a chamei pra blogar comigo. E sabe de uma coisa? Foi um dos meus melhores recrutamentos desde 2010, quando comecei a admitir gente escrevendo por aqui (mais gente além de mim, claro).

E então, sem mais delongas, termino esse post com o texto da Indy, na íntegra. Meus parabéns à ganhadora, em nome do blog que faz essa literatura sem frescura, em nome do Rafah blogueiro e principalmente em nome do Rafah amigo. Abração pra todos! O/


Gaiolas

Ingrid Oliveira

No relógio, os ponteiros marcam as onze horas da noite. Gritos de
súplica são suprimidos pela boca fechada de Ana, que, prostrada no chão,
acaba de levar o segundo soco no rosto dado pelo marido. Um filete de sangue
escorre por entre seus lábios. Os olhos lacrimejantes, o coração partido.
Nenhum inferno nunca fora tão torturante quanto o seu. Com a mão levantada
e pronta para mais um golpe, o homem grita:

— Sei que está me traindo, mulher! Vejo em teus olhos! Pensa que não vejo?

A cena aqui presenciada pelo leitor, por muitas noites fora repetida. Já
não era novidade para Ana a obsessão, a suspeita e a agressividade sem
limites de Feliciano. Mas ela, como menina e esposa devota que era, por maior
que fosse a dor que lhe afligia, permanecia sempre calada.

Certo dia o pai chamou:

— Vem cá minha filha, sabe que tenho um ótimo pretendente para ti? Homem
bonito, gentil e sobretudo rico. Rico, minha filha. Muito rico!

Pensando que essa seria a solução para os problemas financeiros do
pai, Ana como filha submissa, aceitou de boa vontade o casamento. Fez-se o
noivado, fez-se o matrimônio.

Passado-se um ano de flores e corações no relacionamento, Feliciano
adquire uma obsessão, uma certa peculiaridade que Ana percebe talvez como
um “cuidado” exagerado do marido. “Deve ser excesso de amor”, pensa
consigo. Mas em seu íntimo, o homem sente uma necessidade, uma certa
necessidade sobre o controle. Aquela mulher não poderia nunca, jamais, ser de
outro homem. Comentava com os amigos:

— Mulher igual a minha, não tem!

Até que certo dia as coisas passam dos limites e nos encontramos em
uma das noites de inferno da menina. Ao que parece, bastou um simples
desvio do olhar de Ana em um passeio na rua para que o conflito se iniciasse.

Feliciano para, reflete, decide não dar o próximo golpe. O desejo de
controle sobre a mulher, passou.

— Vamos para a cama! — diz, numa estranha calma. Arrasta-a pelos braços e…

Feliciano possui brutalmente o corpo da pequena indefesa que, calando
seu choro, sente-se estremecer por de baixo do marido. A dor é intensa e por
alguns momentos fecha os olhos e clama pela morte. Mais alguns terríveis
instantes e, enfim, do outro lado da cama Ana chora em silêncio. “Mas Deus é
justo! Deus há de me vingar! “, pensa consigo.

Sente-se inconsolada. Sente-se sozinha. Sente-se presa. Sim, nada
poderia a definir melhor quanto o pequeno pássaro que criava dentro de uma
gaiola em sua casa. Ninguém a entenderia tão bem quanto o animal.

Agora, veja, se fora Deus ou se fora o mero acaso do destino, eu não
sei. O que sei é que, em uma das noites de inferno, quando Feliciano estava
prestes a dar o primeiro golpe na esposa, o homem sofre um estranho ataque
cardíaco. O caso foi fulminante. Morreu nos braços da menina, numa tentativa
desesperadora de chamar pela mãe.

No velório Ana encontra-se sentada em um canto, calada, pensando,
sem esboçar uma reação, presenciando a cena à sua frente. A sogra chora,
grita, esperneia:

— Meu filhinho, meu filhinho tão amado. Jesus, por que não me levou no lugar
dele?

Os familiares tentam acalmar a velha, arrastando-a para longe do
caixão, até que uma estranha presença é notada. De preto, linda como
ninguém, chega uma mulher, vai em direção ao caixão e para o espanto de
todos, beija o morto nos lábios, se derrama em prantos e rasga o véu negro
que estava sobre sua cabeça.

Enquanto todos os presentes estão atônitos, Ana observa a cena calada
e quase que estranhamente se deleita com o sofrimento da outra. Por um
instante percebe o que sente: sente-se livre, deliciosamente livre… E, em
algum lugar de sua casa, um pequeno pássaro consegue libertar-se de sua
gaiola que caiu no chão.

Ingrid Oliveira é a nova blogueira do Fala Aeh!

Amante da musica e das mais loucas e diversificadas formas literárias, sou Ingrid Oliveira, com o final de um temporário 17 anos de idade.

Nascida na cidade de Fortaleza, capital do Ceará, comecei a escrever poemas sobre bolas e borboletas aproximadamente aos 8 anos.

Aos 11, li um livro sobre bruxas, me apaixonei por histórias fantásticas e me viciei na leitura. Nenhum remédio, nenhuma escapatória nunca fora tão boa quanto um livro aberto.

Desde então, a escrita, além da música, tem sido minha melhor forma de gritar os sentimentos.

Lançamento do livro “O Lorde” (Rafael Tenório)

Confira as fotos do lançamento do meu livro “O Lorde” – Sarau “A Literatura em Nossas Vidas”, na Biblioteca Veneranda Freitas Pinto, em Cajamar-SP, no último dia 15

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Saiba mais, clique aqui.

Retribuindo mais um Mystery Blogger Award!

“O ‘Mystery Blogger Award’ é um prêmio para blogueiros incríveis com postagens engenhosas. Seu blog não só cativa; ele inspira e motiva. Eles são um dos melhores e eles merecem todo reconhecimento que eles conseguem. Este prêmio também é para blogueiros que acham diversão e inspiração em blogs e fazem isso com tanto amor e paixão”. (Okoto Enigma)

Regras do prêmio

  • Colocar o logo/imagem do prêmio no seu blog;
  • Listar as regras;
  • Agradecer a quem o nomeou e fornecer um link para seu blog;
  • Mencionar o criador do prêmio;
  • Conte a seus leitores três coisas sobre você;
  • Nomeie até dez pessoas;
  • Notificar os seus indicados comentando no seu blog;
  • Peça a seus candidatos que respondam cinco questões de sua escolha, perguntas estranhas ou engraçadas;
  • Compartilhe um link para sua melhor postagem.

Indicação

Fui indicado ao Mystery Blogger Award pelo Blog da Hannah. A Hannah fala sobre coisas do cotidiano, assim como eu faço muitas vezes aqui também. Acho o máximo o jeito que ela fala de temas complexos em tom de conversa.

Hey, Hannah, muito obrigado por se lembrar de mim, e me desculpa mesmo pela demora em retribuir. 😛 Pelo que li do seu blog, você é o tipo de pessoa com a qual eu passaria horas conversando, sem enjoar. 😀


3 coisas sobre mim

  1. Domingo é meu dia oficial da preguiça: acordo tarde, almoço tarde, não tiro o pijama e aproveito pra ficar sem fazer nada;
  2. Gosto de originalidade, tanto nas coisas quanto nas pessoas;
  3. Se eu pudesse voltar no tempo, não voltaria: tudo que aconteceu, do jeito que aconteceu, foi o melhor possível.

Perguntas da Hannah

P: Por que você criou um blog?

R: Pra comunicar minhas ideias pra várias pessoas em vários lugares.

P: Qual sua profissão?

R: Jornalista.

P: Você prefere frio ou calor?

R: Calor. De primavera. 😀

P: Já realizou algum sonho e qual o sonho?

R: Sim, publiquei meu primeiro livro. 😀

P: Por quem você mataria e morreria e por quê?  

R: Minha família, porque eles me amam mais que tudo no mundo.


Minha melhor postagem

Um dos meus melhores é Funeral. Surgiu em uma madrugada de insônia ao som de Deadhead do Stereophonics.


Blogs indicados

https://deviaterlido.wordpress.com/

https://belebmakeup.wordpress.com/

https://agorababou.com/

https://umaviagemapaixonante.com/

https://mudeseuestilodeviver.wordpress.com/


5 perguntas aos indicados

  1. O que você mais quer dizer pra alguém mas não consegue?
  2. Do que você se arrepende?
  3. Por que você quer o que mais quer?
  4. Você perdoaria um amigo que te decepcionou?
  5. Você perdoaria um amor que te traiu?

Valeu, gente, abração! O/

Ganhei o MYSTERY BLOGGER AWARD!

“O ‘Mystery Blogger Award’ é um prêmio para blogueiros incríveis com postagens engenhosas. Seu blog não só cativa; ele inspira e motiva. Eles são um dos melhores e eles merecem todo reconhecimento que eles conseguem. Este prêmio também é para blogueiros que acham diversão e inspiração em blogs e fazem isso com tanto amor e paixão”. (Okoto Enigma)

Regras do prêmio

  • Colocar o logo/imagem do prêmio no seu blog;
  • Listar as regras;
  • Agradecer a quem o nomeou e fornecer um link para seu blog;
  • Mencionar o criador do prêmio;
  • Conte a seus leitores três coisas sobre você;
  • Nomeie até dez pessoas;
  • Notificar os seus indicados comentando no seu blog;
  • Peça a seus candidatos que respondam cinco questões de sua escolha, perguntas estranhas ou engraçadas;
  • Compartilhe um link para sua melhor postagem.

Indicação

Fui indicado ao Mystery Blogger Award pelo Blog da Itanamara. A Mara é uma blogueira muito doce e gentil que escreve sobre temas do universo feminino (como eu também já escrevi no passado) e sempre curte as coisas que posto aqui no Fala Aeh!.

Acho que o ato de escrever só é completo quando existem pessoas que acompanham seus textos, aguardam por eles ansiosamente e reconhecem todo o trabalho que você tem ao colocar as palavras no papel (ou na tela, nesse nosso caso).

Agradeço a Mara por esse gesto de carinho e me sinto inspirado a continuar, porque agora sim eu sei que existem pessoas, como a Mara, que me leem e de algum modo incorporam minhas palavras a suas vidas.


3 coisas sobre mim

  1. Uma das coisas que eu mais queria, se fosse possível, é entender os motivos por trás das ações das pessoas;
  2. Recheio tudo o que escrevo com metáforas sobre minha vida;
  3. Tenho uma música-tema pra diferentes momentos e diferentes pessoas.

Perguntas da Mara

P: Você já bebeu até ficar embriagado?

R: Sim, foi há poucos anos. Saí pra beber pela primeira vez com o pessoal do trabalho da época.

P: Quando foi a última vez que você brincou ou dançou na chuva?

R: Nunca fiz isso, porque se eu fizer fico doente. :/

P: Se o mundo acabasse às 23 horas de hoje, o que você faria para aproveitar os últimos momentos?

R: Ficaria com a minha família.

P: Quando está na sua casa, na sua intimidade, você come na panela?

R: Claro! Super recomendo! 😀

P: Se fosse para fazer algo de mal a alguém, o que você faria?  

R: Mandaria tomar naquele lugar. XD


Minha melhor postagem

Até agora o meu melhor post foi Você me Assombra. Como eu gosto de dizer, esse texto é algo que estraçalha a alma.


Blogs indicados

https://metafono.wordpress.com/

https://blogdapatinatrix.wordpress.com/

https://lucaspalhao.wordpress.com/

https://pedalopelacidade.wordpress.com/

http://lindaegraciosa.com.br/


5 perguntas aos indicados

  1. Se você pudesse voltar no tempo, o que mudaria?
  2. Qual o seu maior objetivo e o que vai fazer quando atingí-lo?
  3. O que te faz acordar todas as manhãs?
  4. Qual seu pior mico?
  5. O que você faria se soubesse que não iria fracassar? (BÔNUS: faça isso! ;D)

Obrigado a todos! Conto com a participação dos indicados. 😀

Expressões estrangeiras invadem São Paulo e Santa Catarina*

Apesar de apenas 0,22% da população brasileira ser de imigrantes, influências do Inglês se intensificam

28/07/12, 03h06

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2010 mostram que existem cerca de 433 mil imigrantes no Brasil, o equivalente a 0,22% da população. Só para se estabelecer um comparativo, em países como Canadá e Austrália, a taxa de imigrantes varia entre 22% e 27%.

Nos anos 40 do século passado, nosso país chegou a ter 1,3 milhão de pessoas vindas de outras nações. No entanto, a utilização de expressões estrangeiras por parte dos brasileiros vem crescendo vertiginosamente. Podem-se encontrar facilmente palavras vindas principalmente do Inglês no vocabulário cotidiano: em placas, propaganda, nomes de empresas e em praticamente tudo ao redor.

O linguista Miguel Ventura Santos Gois, professor da Universidade Tiradentes (UNIT), em sua monografia “A influência dos estrangeirismos na Língua Portuguesa: um processo de globalização, ideologia e comunicação”, fala que as influências externas em nossa língua começaram com a chegada dos portugueses ao Brasil. A partir daí, o Português Brasileiro adquiriu palavras da língua africana e do Tupi. Assim, nosso vocabulário se distanciou do idioma falado em Portugal.

É claro que o Inglês está presente em nossas conversas de forma mais massiva. “O inglês afetou o modo como as pessoas se comunicam, muitas vezes pode-se identificar traços e falas de seriados e músicas famosas vindas dos Estados Unidos. Observo que a maior influência vem do seriado Friends e dos cantores que estão em alta, dependendo da temporada. Filmes também têm seu lugar nas influências do cotidiano, mas não tanto como as séries e as músicas”, afirma o ex-professor de inglês da Fisk e diagramador Raphael Kakazu, 19, que mora na cidade de São Paulo há 2 anos.

“Vejo muitas gírias estrangeiras sendo usadas, principalmente fuck, bitch, hot, hell, God e shit”, comenta Kakazu sobre seu dia a dia. Sobre a invasão de estrangeirismos no vocabulário paulista, o diagramador é categórico, dizendo que “isso torna cada pessoa mais única no meio dos clichês que todos usam. Cada expressão usada, cada gíria e cada comportamento inspirado no estrangeiro, é uma forma da pessoa expressar sua individualidade perante a sociedade”.

Fica evidente, portanto, que estamos não só absorvendo palavras e expressões, mas também cultura, um modo de vida, referenciais vindos de países tidos como exemplo. “Pode-se vislumbrar uma intencional utilização do estrangeirismo como busca de identidade cultural. Os Estados Unidos, metáfora de um excelente padrão de vida, estariam representados em seus vocábulos”, salienta Miguel Ventura em seu estudo destacado. Imitar o modo como se fala nas terras do Tio Sam é uma forma de vivenciar seu cotidiano, ser como as pessoas tidas como referencial de economia, estilo, comportamento e até mesmo moda.

Sendo as principais capitais do país a olhar para o mundo e incorporar tendências, para então repassá-las a todo o Brasil na forma de programas televisivos, produtos ou publicações, Santa Catarina e Florianópolis também passam pelo mesmo processo de transformação linguística que São Paulo.

“Acredito que as expressões mais comuns em Florianópolis são de origem da língua inglesa. As de países europeus também são muito comuns por conta da quantidade de descendentes europeus que aqui residem. Mas noto que é mais comum ouvir esse tipo de expressão nas reuniões e festas familiares, e não em ambientes de amigos, trabalho, etc.”, ressalta a webdesigner Francielli Schuelter, 23, que tem conhecimentos intermediários de inglês, mora em Florianópolis desde que nasceu e cursa Economia na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

“Como minha família é de origem alemã, não podia ser diferente. Em casa sempre saem algumas expressões do tipo: bauch voll, schwein, kartoffel, entre outras. Principalmente no momento das refeições”, comenta Francielli. As expressões vindas de fora também são numerosas no sul do Brasil, tais como “que bad, fake, night, sorry, schwuler – essa é mais por conta de palhaçada entre os meus amigos mais próximos -, affair, hot, trash e mix”, completa a webdesigner.

É interessante notar que o próprio Facebook trouxe ao país pequenos elementos do Espanhol e do Francês através dos populares Memes – tiras de quadrinhos, fotos ou desenhos de personagens cômicos estilizados, que usuários dessa rede social compartilham entre si. O impacto, nesse caso, se estende a toda a parte do território nacional em que existam pessoas conectadas ao Face.

“O Espanhol se tornou muito influente depois que os Memes do Facebook começaram a introduzir certas expressões que se fixaram na nossa fala do dia a dia. Porém, antes disso era difícil notar influências espanholas no vocabulário”, analisa o ex-professor de Inglês Raphael Kakazu.

Uma das expressões do Espanhol, nesse caso, é a do Meme “Me Gusta”, usado quando uma pessoa quer dizer que está gostando de algo. “Outra língua estrangeira a ser trazida pelos Memes foi o Francês, com a expressão “Le” [alguém fazendo alguma coisa], algo que até então não era visto em nossa fala coloquial”, destaca Kakazu. Na prática, encontramos com facilidade tiras de HQ no Facebook como “Le eu indo pra escola”, que se pode traduzir como “Olha só eu indo pra escola”.

Não podemos deixar de notar que esses empréstimos de expressões estrangeiras serviam para falar de conceitos que ainda não tinham uma palavra em português para usar em sua definição. Agora, a utilidade é de afirmação de identidade cultural. “Usar o empréstimo linguístico seria, então, uma opção mais por imposição de uma estrutura que por consciência. Se, por um lado, isso representa modificação da linguagem, por outro representa um enriquecimento cultural”, frisa o linguista Miguel Ventura em seu trabalho acadêmico.

“De qualquer forma, é interessante ressaltar que não se pode, num mundo cujo funcionamento tem se globalizado e cujas relações se fazem por meios como a televisão e a Internet, isolar completamente uma cultura ou uma língua. Mais importante seria tornar os usuários dessa língua cientes do fenômeno para que essa adoção de estrangeirismos seja uma opção meramente. É preciso ter essa consciência para que se faça melhor uso de tão rica troca”, conclui Ventura.

*Reportagem originalmente escrita pra um trabalho de fim de 5° semestre na facul de Jornalismo. Se te interessa saber, levei só 7,5 (!).

Quer ler mais? Clique aqui.

Fala Aeh! é indicado ao TopBlog 2013

Fala Aeh! faz parte da blogosfera brasileira faz 4 anos, e mais uma vez os caras do Prêmio TopBlog lembraram de convidar a gente pra festa. Não tá entendendo? Mesmo assim aceita aí nosso muito obrigado! Pra ficar por dentro, dá uma olhada na imagem abaixo e/ou segue o link do prêmio. Valeu!

[…A real mandada com sucesso…].

Mandando a real no Natal [Parte 2]

“Eu quero um pônei voador, e quero que ele se chame Nelson! Ou então um Iphone. O que for mais fácil, Papai Noel…”

Parte 2 – Só fotchênhos! 
Rasante natalino na Barra Funda
TÁÁÁÁÁH LEGAAAL! (salve Kiko!). Dessa vez, eu vou fazer essa budega de um jeito diferente. Fiquei tagarelando minhas babaquices sem noção o ano inteiro, e agora decidi que as imagens é que vão falar por mim. Quê que eu aprontei dessa vez? Simps! Catei minha hamster de estimação, a ilustríssima Hamtara (minha melhor miguxa no universo), soltei ela da coleira e levei pra um rasante noturno e natalino por SP.

Mas em qual lugar? Barra Funda, tio! Armados com a máquina digital da minha irmã (NÃO, não é a Tekpix), demos altos cliques naquelas bandas, tentando captar o Natal paulistano nas decorações e nas pessoas. O resultado? Chega junto e dá um gás, tudo isso tu confere AGORA.


Varanda da casa do Papai Noel, no Bourbon Shopping. E um congestionamento de carrinhos de bebê ali pertinho. 

Ninguém dá nada pra essas árvores de dia, mas de noite, o papo é outro… Se te interessa saber, essa é a Av. Francisco Matarazzo, com o Bourbon no fundão.


Okay, tô fazendo merchan pra Cultura no maior estilão 0800, mas e daí? Essa livraria é tão incrível que eu não ligo de recomendar pros chegados. 

Luzes, luzes e mais luzes é o que há pra chamar o povo pra estourar o limite do cartão. Me deu vontade de ficar na porta, admirando.


Ajudante do carinha de vermelho, acabando de voltar de uma social com os pais de uma multidão de guris. Carinhas rechonchudas e rosadas.


Véy do céu, pirei o cabeção quando dei esse clique ali perto da Turiaçú. E com a CiberShot esculhambada da minha irmã, pultz… A decoração luminosa nas árvores da rua acabou sendo só um detalhe.


Olha eu fazendo merchan de novo, na esquerda do seu vídeo! Em foco, coisas fofinhas, mas logo a gente lembra que praticamente criança nenhuma brinca mais com essas coisas inocentes…


Fachada de um dos meu shoppings favoritos. Créditos do clique pra Hamtara, minha assistente nesse tour fotográfico.


Essas luzes me despertam uma saudade imensa de uma coisa que não consigo lembrar…

Incrível o que estar no momento certo com a câmera aparentemente errada pode resultar. Espetáculo de faixos luminosos no tráfego paulistano, com luzes de Natal espalhadas pelo caminho.


Cheguei ali no canto de um circuito de carros pra crianças, ao redor de uma oficina de brinquedos do carinha de gorro vermelho. E na maior cara dura cliquei essa: família parando as compras pra uma visão de encher os olhos.


Dá um liga: tráfego noturno de carros de passeio e veículos do transporte público paulista. As luzes dos faróis parecem irmãs das lâmpadas que enfeitam a fachada do Bourbon, e fazem disso tudo um espetáculo único.


Lembra daquele brinquedo dos carros? Olha aqui um guri fazendo o que ele sabe fazer de melhor: ser uma criança se deslumbrando com o Natal.

Quase no fim do rolê, dei esse clique do West Plaza, no outro lado da Matarazzo. Bati bem umas cinco fotos, mas só essa ficou bacana…


Caaaara, tem quebra-nozes mais simpático do que esse cidadão aeh?


Ficar olhando luz de Natal na Matarazzo é uma verdadeira briza. Até a Hamtara, que no começo não queria nem trocar os filmes da câmera, se aventurou a dar uns cliques.


No meio de tantos pais-coruja tirando foto dos filhotes, eu era só mais um cara batendo foto. E, de novo, um risonho quebra-nozes montando guarda.


Não existe Natal sem luz, e o povo que decorou a Matarazzo levou isso bem a sério.


Cliquei essa descendo em uma escada-rolante. Ou, como diria minha miguxa Nanda, uma “escada que anda”.
West Plaza AGAIN, e eu já cansei de tentar não fazer propaganda de nada, rsrs…
 Bem uns 3 metros de árvore. Natal pra mais de um metro? (tá, parei, rsrs…).
 Um mix de climinha estilão velho-oeste com espírito natalino. SP tem de tudo, jhow.
No topo da escada rolante, cliquei essa aberração fotográfica. Até que tem sua beleza. É como eu vejo essas decorações de Natal: parece tudo um sonho.
Começou a dar sono, daí resolvi entortar a câmera. Alá, as pessoas voltando das compras de Natal, e aproveitando o clima mágico que envolvia a Matarazzo.
 Eu poderia dar mil cliques, e ainda assim deixaria de fora muita coisa linda.

Brincar com as luzes da noite, em fotos, é totalmente sensacional. Me senti um guri de 8 anos, que acabara de redescobrir um velho brinquedo ao revirar tralhas. De novo, as luzes do trânsito se fundem com a decoração natalina, e não dá mais pra separar uma coisa da outra.
Essa aqui parece com outras que cliquei, mas ficou tão show que não tive coragem de deixá-la de fora.
Noite feliz, e aqui no Brasil, noite quente e se pá, com tempestades de uma porrada de raios à escolha. Daí, a Hamtara clicou essa moça se refrescando do calor do clima natalino e do clima tropical, do melhor jeito que inventaram até agora.
Sabe aquela praça na frente do West Plaza? Os caras cobriram as árvores com essas luzes fantásticas. Não tem como não voltar a ser criança diante de tanta magia.
Fim da minha brincadeira com as luzes perto da Av. Pompeia. Mais luzes brilhando até perder de vista, em meio a carros abusando da velocidade e do tráfego mais tranquilo.
Ao sair do shopping, gente voltando pra casa, gente namorando, gente passando e gente batendo foto. Todos atraídos pela mesma magia.

E, pra acabar a saída fotográfica, bati essa aqui a caminho da Estação Palmeiras – Barra Funda. Pra muita gente, Natal é sinônimo de balada.
[…Post de Natal blogado com sucesso…].
Parte 2 – Rasante natalino 
na Barra Funda – Fim

Continua no próximo post…

3 anos mandando a real [Parte 1]

Dividir uma tortinha de morango pra milhares de fãs, o Kakazu, a Juh e eu. #Comofaz?


Parte 1 – 9 coisas 


PALMAS, PALMAS E MAIS PALMAS! Ei, você aí! Não banque o arroz de festa espertinho. Cadê teu convite VIP de luxo com letrinhas douradas em alto relevo? E o presente? Tá sabendo da taxa de entrada? Mulher chega chegando no maior estilão 0800, e a rapaziada vai pagar ‘cem real’ mais o dinheiro do busão. Sem essa, sem essa, quiser levar a (o) namorada (o), bota uma oncinha na minha mão que fica tudo numa nice. Você: POKER FACE

Sentiu o drama? Sussa, agora eu explico.
Quem não sabia, fica sabendo a partir de JÁ: o Fala Aeh! tá mandando a real faz 3 aninhos basicões, cê colava com nóis esse tempo todo e nem tava ligado na situação, neah? Há 1095 dias atrás um cara cabeça feita (mais conhecido como eu) ficou cansado da mesmice dos blogs e resolveu botar tudo o que pensava sobre essa sociedade internética na própria net. Linguagem jovem, descompromissada, que geral entende, falando sério de um jeito descontraído. Um cara leu, passou pro amigo, que comentou com sua melhor amiga o que fazer quando se tá sem assunto no MSN. Ou contou das dicas  do primeiro encontro pro rolê não terminar com a guria ou o cara dizendo “hoje não, Faro”. De boca em boca, clicada, curtida, compartilhada, esse blog é feito. E provou pro mundo inteiro que não ia morrer na rede internética, nem ficar “a ver navegador”. Milhares de fãs pelo mundo, mandando sempre a real sobre nada em específico, e sobre tudo em especial. Opa! Falando em especial, tu vai conferir o que o Trio Internético (Rafah, Kakazu e Juh) aprontou. Uma festinha particular regada a um post feito a três mãos. APLAUSOS, NEGADA!
Nessa Parte 1, cê vai dar um liga nas opiniões de nossa Embaixadora Internacional da Galerinha Internética. Tô falando da ilustríssima senhorita Nanda. A guria viu o Fala Aeh! nascer do vácuo, sempre representou legal comentando nossas babaquices sem-noção e é uma das mais fieis leitoras dessa humilde página. 

Dá um gás, tio! O Especial 3 Anos Mandando a Real começa AGORA.
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Fala Aeh! E aí, Nandoca! Vem cá: como cê descobriu o Fala Aeh! ?

Nanda Em uma bela noite de 2009, me vem o Rafinha me falar da ideia dele em criar um blog, com assuntos diversos e um papo meio jovem e tal. Eu, que já era amiga dele, achei a ideia super bacana, e como ele tem o talento em escrever, apoiei, e as coisas foram indo. Hoje está aí fazendo 3 anos. Foi assim que eu descobri e conheci o Fala Aeh!. 




Fala Aeh! Quando foi que cê olhou pra tela e falou “meoo, sou fã do blog”?  


Nanda Bom, como eu vi o comecinho de tudo, eu vi desde as primeiras postagens, que tinham uma linguagem em estilo juvenil, fácil e suas doses de sarcasmo, o que deixa tudo mais divertido… Foi aí que o Fala Aeh! se tornou um dos meus blogs preferidos, além das postagens. Facilmente me identifico. 


Fala Aeh! Conta pra gente sobre alguma postagem que te deu forças pra enfrentar um dia difícil, ou mexeu contigo a ponto de te dar aquele “sacode” básico.


Nanda Acho que uma das postagens que me ajudou e fez muito sucesso no Fala Aeh! foi a “Falta de Assunto no MSN”  [risos]. Acho que ajudou muita gente na hora das conversas, porque pra mim realmente ajudou! [risos AGAIN].


Fala Aeh! Na tua humilde opinião de Embaixadora da Galerinha Internética, qual a mensagem geral que o blog passa?

Nanda A mensagem geral do blog? Bom, o blog tem um lance de mostrar assuntos variados, romance e dicas, tudo em um papo bem cabeça que consegue atingir a todos, mas em especial os jovens que passam a nossa realidade… 


Fala Aeh! Fala pra geral qual é sua postagem preferida.  




Fala Aeh! Opa, post do Kakazu! Por que cê gosta tanto dessa crônica dele?

 
Nanda Foi uma das postagens que eu mais gostei, além do mais me identifiquei… Pois já passei muitos altos e baixos nas questões do amor, além das dicas do próprio Rafusca. Parecia que eu nem tava lendo, e sim que ele tava falando pra mim.

Fala Aeh! Manda a real sobre a Ruiva, nossa antiga musa inspiradora do blog. O que cê pensa sobre ela e as postagens que falam dela? Achou o quê do Fala Aeh! ter parado de blogar textos sobre a guria?

Nanda A famosa Ruiva de Cabelos Flamejantes, a grande musa do Fala Aeh! [risos pra cacilda]. Desculpa pelos risos, na boa, as postagens sobre ela foram sempre fofas e lindas! [carinha de “owwnt!”] Claro, tinha que ser, se foram o Rafa e seu talento que escreveram, principalmente a postagem sobre as correntinhas e como elas são citadas. Bom, e se o Fala Aeh! parou de falar dela [Ruiva] é porque não serve mais como inspiração pra postagens. 


Fala Aeh! O que cê acha do blog na era a.T (antes da Tammy), d.T (durante Tammy) e p.T(pós Tammy)?

Nanda A Tamy, de modo geral, ela chegou e deu um UP no blog com a criatividade e a maneira que ela escrevia, que eu também gostei muito. Começaram a ocorrer mais postagens, lógico, pelo fato de ter duas pessoas, e depois dela o blog continuou em um ritmo muito maneiro e assim tá indo… 


Fala Aeh! No que cê considera que o blog evoluiu? E no que tá deixando a desejar?

Nanda O blog evolui nos assuntos de postagens cada vez mais interessantes, e o que nem sempre é tão legal assim são textos muito extensos, acho que resumir a ideia seria melhor.


Fala Aeh! Manda um salve ao blog pelo niver de 3 anos e a todos os leitores do Brasil e do mundo!

Nanda Em primeiro lugar, é uma honra ser privilegiada pelo Fala Aeh! em ser entrevistada justamente nesse aniversário tão especial! [carinha de smiley] E como passaram rápido esses 3 anos. Meus parabéns para o Rafinha juntamente com todos aqueles que passaram por aqui! Desejo também muito sucesso, seguidores, e leitores [sorriso Colgate], e que esse blog venha a bombar cada dia mais e mais. Uhuuu! É isso ai, feliz aniversário e um beijo a todos leitores! 

[…Há 3 anos mandando a real com sucesso…].


Parte 1 – 9 coisas – Fim

                  

Continua no próximo post…

É nois no Prêmio Top Blog 2010!

E aí, de boa na lagoa, suave na nave, de leve na neve, as pampa na rampa, firmeza na represa, com toda a certeza? É, tamo aqui mandando, na humildade, mais uma transmissão fora de hora pra informar pros chegados uma paradinha federal.
A equipe do Fala Aeh! – o blog que manda a real –  tem o orgulho de gritar pro mundo que agora tamos concorrendo ao Prêmio Top Blog 2010! Mas “peraumpouquinho”, o que é esse lance, quem tá promovendo, o que a gente – e você também – tem a ver com essa joça? Calma, fica relax e saca só:

O que é: um sistema interativo de incentivo à cultura que tá a fim de reconhecer e premiar, através do voto da galera em geral que navega na net e também de um tal de juri acadêmico, os blogs brazucas “top do top”.

Quem tá promovendo e realizando: o pessoal da MIX MD, divisão de comunicação digital da MIX Comunicação: Rádio, TV e Internet, que pertence ao Grupo Objetivo/UNIP.

Sua missão – VOTAR ATÉ DIZER CHEGA!: cola aí com a gente, prestigie o Fala Aeh! e toda a galerinha internética: VOTE! Faz uma correria, junta os amigos, galera do trabalho, escola, facul, mobiliza todo mundo pra votar e levar ao topo seu blog preferido. A votação do Primeiro Turno encerra dia 7 de outubro de 2010. Corre lá!

Pra votar no Fala Aeh!, clique aqui .

Qualquer dúvida, só falar diretamente com os caras, mandando sua pergunta para faleconcosco@topblog.com.br , ou ainda acessando o site oficial do Top Blog 2010 .

Taí o recado, e desde já agradecemos a participação de geral. Galerinha Internética comparecendo em peso nessa votação, valews?
Abração coletivo pra todo mundo, e já sabem: VOTEM! VOTEM! VOTEM!
[…A real mandada com sucesso…].

Umaru Zara ressurge das cinzas – Novelinha Internética continua!

Calor, muito calor… Em todos os sentidos… Ruas do Brasil tomadas por uma legião de gente alegre, doidona, embriagada e saltitante, no melhor estilo “o que vier é lucro”. Quem não curte todo esse agito passa o apelidado carnaval enfurnado em seu cafofo, dá uma sacada em seu MSN e descobre que grande parte dos contatos desapareceu misteriosamente, alguns sem deixar vestígios… Gente suando baldes pra fazer a festa acontecer, sambas enredo são hit do momento, e te garanto que tem uma par de rockeiro por aí traindo o movimento, rsrs…

A noite tá linda e estrelada, e eu aqui blogando… Rsrs… E aí, suave na represa? Pode guardar seus confetes, o papo de hoje não tem nada a ver com carnaval. Tem mais a ver com halloween, eu acho, porque tem um tempinho aí que descobri que um certo carinha africano ressucitou dos mortos, do vácuo, o escambau a 4. Eu tô falando de ninguém menos que Umaru Zara, o tal do deputado-banqueiro de Burkina Faso, que me propôs ser laranja de umas certas operações bancárias ilegais, um dos personagens da apelidada Novelinha Internética, registrada numa série que até agora contava com 5 posts.
Não tá entendendo bulhufas? Quem pegou o bonde andando e tá a fim de conferir a tal Novelinha, só seguir este link aqui.
Okay, todos os passageiros deste bonde devidamente acomodados e ligados nessa parada, hora de colocar essa joça pra funcionar. Não lembro direito quando, mas um dia desses apareceu na minha caixa de entrada um e-mail cujo remetente era ninguém mais, ninguém menos que uma figurinha carimbada pacas na novelinha mais internética da rede. Dá um liga no e-mail do condenado (não preciso nem dizer de quem são os créditos da tradução…):
“Caro amigo,
Estou muito feliz de informar-lhe sobre o meu sucesso em conseguir que o fundo transferido no âmbito da cooperação do novo parceiro da China; Atualmente estou na China para projectos de investimento com meu parceiro. Enquanto isso, eu não vou esquecer seus esforços e tentativas de me ajudar na transferência desses fundos, apesar de que você responde meus e-mails tarde um falhar para terminá-la comigo.
O que você tem a fazer agora é entrar em contato com minha secretária no Burquina Faso, seu nome é Sra. Salla Ouedraogo. E o seu E-mail é (osallamata@yahoo.com) Peça-lhe para lhe enviar o cheque de $ 100,000.00 que eu mantive-me para a sua compensação por seus esforços e tentativas de me ajudar nesta questão.
Apreciei o seu esforço muito. Portanto, sinta-se livre e entrar em contato com a minha secretária Sra. Salla Ouedraogo e instruí-la para onde enviar o cheque para você.

Por favor, me avise imediatamente receber o dinheiro da minha secretária, para que possamos compartilhar a alegria juntos. Também quero que você esteja ciente de que, neste momento, estou muito ocupado aqui por causa dos projetos de investimento em que eu e o novo parceiro estamos envolvidos.

Por fim, lembro que eu tinha enviado instruções para a minha secretária em seu nome para receber esse dinheiro, tão à vontade para entrar em contato com ela urgente e ela vai enviar o cheque para você, sem qualquer atraso. Eu não vou estar verificando meus e-mails atualmente.

BOA SORTE.

Melhores Cumprimentos

Sr. Umaru Zara “

??? … Cara, tomei um susto do caramba quando terminei de ler. Na real, o africano tinha me mandado uns documentos que eu deveria preencher e enviar a um banco qualquer aí. Quando saquei que era tudo um golpe, mandei o último capítulo da Novelinha e dei o caso por encerrado. Depois de um tempo, aparece o mesmo golpista dizendo que arrumou um chinês otário o suficiente pra cair na lábia dele, e que tão fazendo negócios na China, portanto, um legítimo negócio da China (coincidência esse trocadilho?!), e que tá muito grato pelas minha tentativas em ajudar, e em sinal de gratidão me oferece um cheque de cem mil mangos americanos. Cheque voador, cheque de borracha… Sou o único que acha tudo isso muito louco? No mínimo, essa é a última cartada desse golpista de quinta pra conseguir algum de meus dados pessoais (se ele for realmente bom no que faz, deve ter sacado na hora os dados fakes que eu passei…).
Enfim, nem vou mandar e-mail nenhum pra secretária de ninguém. Coloco uma pedra nesse assunto, fim do capítulo final da Novelinha Internética. Bato o martelo, caso encerrado!
Agora, chega junto, só os mais chegados…
Fim da novelinha, fim de mais um post… E também de uma semana simplesmente MARAVILHOSA!!! Rolaram duas coisas que me deixaram muuuuuuuuuuuuuuuuuito feliz… Uma delas é que passei em 3° lugar no curso de Jornalismo da UNI9!!! Uooh, o Rafah vai pra facul, sou um garotinho universitário! Rsrs…
Bem, e a outra coisa… Deixa pra lá, não dou declarações sobre minha vida pessoal mesmo… 😉
Um abraço pra todo mundo aí! E o que te aguarda no post seguinte? Assim é o Fala Aeh!: tema imprevisível, post surpreendente… Muita diversão, humor e essa linguagem sem noção é tudo o que posso te confirmar, o resto é improviso e criatividade…
Falou aí, galera, T+, fui!

[…fim de transmissão…]

Banqueiro-deputado? Nem aqui nem na África!

Galera, e aeh? Dando uma sacada no Fala Aeh!? Procurando por algo totalmente fora dos padrões? Pois você veio ao lugar certo! Trate de se acomodar aí do jeito que quiser – pode se atirar no sofá, na cama, relaxar numa cadeira ou mesmo ficar em cima do móvel que tá dando suporte ao seu PC, com os olhos grudadinhos na tela – eu nem ligo, desde que cê esteja confortável e possa acompanhar cada mísero detalhe do post desta noite, umedecida por pingos d´água que caíram do céu…

Vamos do prato de entrada ao tão esperado prato principal… Deguste-o devagar…

O lance é que meu último e-mail ao Excelentíssimo Senhor Umaru Zara, banqueiro-deputado de Burkina Faso, que fica numa região da bolinha azul apelidada de África, foi respondido bem rapidex, mais precisamente um dia depois de eu ter enviado minha resposta. Mais precisamente ainda, o penúltimo e-mail do mencionado condenado chegou na minha caixa de entrada no dia que passa Faustão na TV, dia 15 de novembro desse mesmo ano.

O conteúdo desse e-mail? Surpreendente! O anexo desse e-mail? Mais surpreendente ainda! E o que eu acabei descobrindo meio sem querer, e graças ao Inigualável Santo Google, o Olho Internético que Tudo Vê? Não tão surpreendente assim… Pra falar a verdade, eu já tinha sacado qual era a dessa história desde que ela invadiu esse humilde blog e passou a mexer com a curiosidade desse blogueiro que vos fala…

Primeiro, dá uma sacada no e-mail do maluco. Cê já sabe de quem é os créditos da tradução (porca pra cacilda, mas me ajudou pacas):

OK PREENCHA O FORMULÁRIO E ENVIE AO BANCO

“Caro amigo,

Thank you very much for your mail último que eu claramente compreendido. Assim como você tem honestamente enviou suas informações, podemos continuar com esta operação. Eu quero voltar a garantir-lhe mais uma vez que não há nada a temer nesta operação, porque eu tenho cuidadosamente planejado e calculado tudo sobre o bom êxito deste negócio antes de entrar em contato com você para obter ajuda. Por favor, Eu quero que você mantenha este negócio muito confidencial e deixá-lo ser um top secret estritamente conhecida entre você e eu sozinho, porque eu ainda estou a trabalhar com este banco, se a entidade bancária aqui deve saber que eu era a pessoa que lhe deu a informação Sobre este cliente falecido e ao fundo ele depositou no banco aqui, eu certamente vou perder o meu emprego com o banco aqui, sem qualquer compensação. Você só é obrigado a agir em meu nome de lá, seguindo o meu conselho como eu vou estar dando-lhe a informação ao longo do tempo sobre as decisões do banco para essa operação depois que você poderia ter aplicado como o parente mais próximo ou beneficiários deste fundo. Como eu prometi para lhe enviar o modelo do formulário de candidatura, por favor, encontrá-lo abaixo em anexo, você tem que imprimir preencher assinar e enviar para o banco aqui com o endereço de email do banco que tenho igualmente incluída no formulário de requerimento em anexo. Se a entidade bancária aqui deveria precisar de qualquer informação que você é incapaz de fornecer ou se existe alguma coisa que não está claro para você, por favor, não demora para ligar no meu número de telefone privado: 0022676722273 ou mande-me sem perder tempo.

Note bem: O nome do falecido que o cliente depositou a quantia de trinta milhões, setecentos ESTADOS mil dólares ($ 30.700.000), no BANCO DE ÁFRICA aqui é Dr. John Korovo da Jordânia.

Obrigado, e melhores cumprimentos.”

Dá uma conferida no anexo que tava grampeado nesse e-mail:

“ATTN: DR.IDDRIS KAMBORE

(EXTERIOR REMESSA DIRETOR)

BANCO DO SUL – ANEXO,

AVENUE Kwame Nkrumah 01 BP 1999 Ouagadougou 01 BURKINA FASO – ÁFRICA

OCIDENTAL

TEL: +22675637893 FAX: 327218

EMAIL: boa.bank @ bk.ru

Senhor, PEDIDO DE TRANSFERÊNCIA DE FUNDO HERDADA

Eu sou um parceiro de negócios DO SEU CLIENTE MORA, o Dr. John KOROVO DA JORDÂNIA, que morreu em acidente de avião em 31 de janeiro 2000.I descobriu sua CONTA BANCÁRIA INFORMAÇÕES EM NOSSO RAMO OFFSHORE OFICIAL DA COMPANHIA Arquivo Enquanto o cruzamento da CONTA DO COMPANY.I também descobriu que ele tem uma conta com o banco desde 1993 com o Número de Conta: NADB4934109, incluindo instruções para retirar ou TRANSFERÊNCIA ESTE FUNDO depositado no seu banco AS NEXT OF KIN.THIS CONTA ESTÁ LEVANDO A SOMA DOS ESTADOS trinta milhões e setecentos mil UNIDOS DÓLARES ($ 30.700.000). PLEASE RE-TRANSFERÊNCIA IT TO MY BANK.

BANK OF MY NAME IS ——————————–

MY número da conta é ————————————

O ENDEREÇO DO MEU BANCO É ——————————–

TEL —————————————

FAX —————————————

NÚMERO DO CÓDIGO SWIFT —————————- (SE DISPONÍVEL)

My Full INFORMAÇÕES SÃO AS SEGUINTES:

NOME ————————————————- —-

EMAIL —————————————–

Résidense ENDEREÇO ————————————-

ENDEREÇO DA EMPRESA ——————————————

OCUPAÇÃO ——————————————

PRIVATE TELEFONE —————————-

Private Number FAX ————————————-

De países terceiros residentes AGORA ———————————–

PAÍS DE ORIGEM ——————————————

CIVIL E IDADE ————————————-

Tenha-me PEDIDO DE MORA E INFORMAÇÕES SOBRE A PRESENTE RECLAMAÇÃO”

Como se tudo isso não fosse o suficiente pra me deixar intrigado, o cidadão ainda teve a cara de pau de me pressionar pra agilizar a transação. Esse e-mail eu recebi na última terça, no dia 10 + 7 de novembro:

“Caro amigo

Bom dia para você mais uma vez. Ainda estou esperando para saber o quão longe você tenha ido na transação em questão. Você foi capaz de enviar a carta para o banco? Estou preocupado e confuso de seu silêncio. Eu ainda estou à espera da sua velocidade de resposta positiva, porque o tempo é da essência grande.

Tenha um ótimo dia.

+226 76722273″

Quando li esses e-mails, eu tava na ETEC onde estudo, ao lado da senhorita Jhessy (que não é leitora aqui do blog, mas tem acompanhado essa novelinha de perto, e com quem eu levei uns papos super construtivos sobre quem poderia ser o cara que talvez tivesse tentando me dar um golpe). Perguntei a ela o que eu devia fazer daqui pra frente. E ela, lógico, me mandou a real, dizendo que seria dose continuar dando o chapéu no africano. E deu a entender que, de um jeito ou de outro, eu iria conseguir seguir em frente e descortinar novos horizontes que me mostrassem a verdade.

Não sei se você reparou, mas o cara que sofreu o acidente de avião, suposto falecido beneficiário da tal conta milionária, tem nome e sobrenome: John Korovo. Na maior inocência, experimentei jogar o nome do condenado no Google, e tive várias surpresas… Depois, joguei o termo “Umaru Zara” no mencionado motor de busca, e as surpresas foram ainda maiores…

Direto e reto: pesquisei na net por alguns momentos e descobri que Umaru Zara na verdade NÃO EXISTE. Trata-se de um golpe muito comum internacionalmente, e que tem diversas variações, mas, na real, o golpe é sempre o mesmo. O nome do remetente, o e-mail de contato dele ou o conteúdo da “carta” em si podem mudar, mas a mecânica do golpe, qualquer que seja a variação, é a mesma. Por exemplo, é possível encontrar, para um mesmo modelo de carta, dezenas e mais dezenas de remetentes diferentes. Pelo que eu entendi, em terras não-brazucas o golpe já tá super manjado, e já foi catalogado por sites internacionais que se dedicam a fraudes internéticas e segurança na web… O golpe, também conhecido como “Cartas da Nigéria”, comumente consiste em enviar um e-mail ou carta, supostamente enviado por algum condenado do Banco da África, propondo que você seja considerado como o único herdeiro legítimo de uma fortuna deixada por um cara que passou dessa pra melhor num acidente de avião, conhecdo como John Korovo, da Jordânia, que estranhamente não tem nenhum parente, nenhum conhecido ou coisa similar, nada, chegando ao ponto do banco precisar procurar no Google um zé-ruela qualquer do estrangeiro, pra poder reclamar a herança…

Se você ficou curioso, interessado ou tá achando toda essa história louca demais, passa nesses links aqui de baixo. Alguns mostram outras versões do mesmo golpe. São as páginas da web que me ajudaram a matar a charada e dar um zeque-mate em Umaru Zara.

Cê percebeu que a maioria dos sites estão na língua do Tio Sam. Se você souber inglês, cai de boca. Se não souber, faça como eu, e leve sua prece ao Santo Google. Se essas páginas ainda não satisfizerem sua curiosidade, fica a vontade pra pesquisar. Agora é por sua conta.

Ufa… Enfim posso dizer que esse é o desfecho da novelinha mais internética da net… Finalmente comprovei o que eu já tava sacando de longe, e tô até me achando um pouco importante… Afinal, tem uma chance super big de você ter conhecido mais esse golpe do mundo internético por obra e realização do cara que ainda insiste em blogar de um jeito tão sem noção…

Putz, tô quebrado, vou cair na cama, apagar e voltar à superfície só na maldita segundona…

Valeu por todo mundo que acompanhou essa novelinha desde o início, desde o meio ou pra quem vai precisar ver tudo desde o começo pra entender esse raio de post. Todos vocês, meus fiéis leitores, são muito importantes pra mim, e a razão pela qual eu ainda blogo! E é pra vocês que vai meu mais sincero muito obrigado!

Falou, galerinha internética! Mais um sábado, mais um post, não perca de vista os próximos! Fui!

[…fim de transmissão…].

Momento "ou vai ou racha"…

Fala aeh, como vão meus fiéis leitores internéticos? Ralando pra prestar vestibulares, provas, exames, apresentar trabalhos, fazer TCC ou sei lá mais o quê? Relaxa, fica sussa, cata um suquinho de maracujá naquela caixa branca de metal e plástico que fica ocupando espaço na cozinha, acomode-se confortavelmente na frente do PC mais próximo e grude os olhos na tela do monitor, ou você vai perder algo realmente grande…

Vou tentar mandar esse post rapidex. É que preciso me consultar com minha conselheira sentimental oficial, a Nanda, que inclusive é uma das leitoras mais fiéis desse blog (ou pelo menos era).

Seguinte, o 4° episódio da novelinha internética é decisivo, e promete despertar em você fortes emoções e muitas dúvidas sobre o que virá…

Hoje à noite, antes de blogar, respondi o último e-mail do senhor Deputado-Banqueiro, ou o que quer que ele seja. Mandei um control c na minha caixa de saída e agora mando um control v nessa página atual. Taí o resultado (dessa vez, sem créditos ao Google).

“Caro amigo,

Primeiramente, gostaria de me desculpar pela demora em responder ao senhor. O modo como você encontrou meu e-mail é fantástico, fiquei impressionado. Decidi confiar inteiramente em você, já que também sinto que esta é minha missão. Abaixo, os meus dados pessoais que você solicitou:

1)Ocupação: estagiário

2)Estado civil: solteiro

3)Telefone:(infelizmente está quebrado no momento).

4)Fax:(eu não tenho).

5)País: Brasil

6)Sexo: masculino

7)Nome: Rafael Tenorio de Andrade

8)Idade: 22 anos


Quando eu providenciar um telefone, irei comunicar a você prontamente. Existe um problema: sou brasileiro e não falo inglês. Seria interessante você utilizar um porta-voz que saiba falar português, para que você possa falar comigo por telefone.

Aguardo mais instruções para prosseguirmos com as negociações.

Melhores saudações,

Rafael Tenorio”

Quem me conhece pessoalmente tá ligado que meu nariz agora mede bem uns dois metros de comprimento… Menti deslavadamente (lógico), e agora vou te mandar, de boa, um comentário sobre cada um dos itens. Dá uma sacada, e depois diz se eu não mereço entrar pro Guinness e bater o recorde do Pinóquio…

  • Ocupação: estagiário. Até aí tudo bem, e vou usar Aristóteles, um coitado que não tem nada a ver com a história, pra me justificar. O lance é que sou um estagiário sim, mas em potência, não em ato. Posso vir a ser um estagiário, e vou, mas é aqui que meu nariz começa a crescer… Atualmente, sou estudante e blogueiro, mas dizer que sou estagiário é ocultar a verdadeira verdade.
  • Estado civil: solteiro. Okay, aqui eu não menti, mas também não mandei toda a verdade. Na real, tô meio que “enrolado”, não sei se essa é a palavra certinha pra isso. Mas, como ainda não inventaram o estado civil “enrolado”, fico sendo um solteiro mesmo, livre, leve, solto e sem ter que me dedicar a quem não merece. Beleza, dessa vez meu nariz não cresceu.
  • Telefone: (infelizmente está quebrado no momento). Meu, tô até lustrando minha cara com o apelidado Óleo de Peroba… Meu telefone tá quebrado, mas de vez em quando ele faz um sons, saem umas vozes dele, vozes familiares, de pessoas que eu conheço! E, pra não deixar as vozes no vácuo eu respondo, fazer o quê, neh? Mas, na real, meu telefone não funciona mesmo, só tá com esses problemas esquisitos… (KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK!!!). Catei uma régua pra medir meu nariz: um metro de comprimento…

  • Fax (eu não tenho). Beleza, não tenho fax mesmo, nunca tive e nem sei como se usa. Meu nariz continua medindo um metro, nem um milímetro a mais.
  • País: Brasil. Sou brazuca de nascença. Nem um centímetro a menos pro meu nariz.
  • Sexo: masculino. Mais uma vez, meu nariz tá medindo a mesma coisa.
  • Nome: Rafael Tenorio de Andrade. Puuuuuuuutz… Aqui eu peguei pesado… Meu nome completinho é Rafael Tenório da Silva, e não de Andrade. Quase foi, eu achei que seria, eu queria que fosse, mas agora nem ligo… Em todo caso, esse nome é tão real quanto uma nota de 3 no seu bolso agorinha. Medindo um metro e meio agora.
  • Idade 22 anos. Pra aloprar de vez, mando essa mentira mentirosamente mentirosa (que nada, só tô usando uma “verdade mais conveniente pro momento”). Pô, todo mundo que olha pro Rafah diz que ele tem mó cara de 15, 16 anos… Mas eu tenho 17. 22 vou ter algum dia, mas certamente não por agora e nunca nesse ano. Finalmente, medi a impressionante marca de dois metros (e usando uma régua escolar de só 30 centímetros! Mais um motivo pra eu entrar pro Livro dos Recordes! KKKKKKKKKKKKKKKKKKK!!!).

Como mandei o e-mail hoje, ainda não deu tempo de Zara responder. Vamos ver se ele ainda vai querer fazer negócios com um estagiário pé rapado, brazuca, que não tem nem ao menos um telefone funcionando em casa e com 22 anos nas costas! Esse jogo tá ficando cada vez mais interessante…

Opa, hora da minha consulta com a Nanda! Tô atrasado, tô indo nessa… Não percam os próximos capítulos. Aqui eu não tô inventando nada, esses episódios estão sendo escritos a caneta BIC pelas mãos de uma demente senhora chamada Vida…

Valeu, galera, fui!

[…fim de transmissão…].

"Escolhido entre milhares de milhões"…

E aí, galera, suave na nave, de boa na lagoa, firmeza na represa, as pampa na rampa e talz? É, esse final de semana não vai ser emendado, mas 15 de novembro tá chegando aí, na humildade, pra fazer os estudantes perderem mais alguns dias de aula… Mais 15 dias e já vai ser dezembro, e todo mundo só vai querer saber de comemorar a data em que o Noel faz uma visitinha básica aos lares. No saco, balinhas e pirulitos pra todo mundo! E, depois de tantos feriados prolongados, a gente se pergunta: o que aprendemos realmente? Será que, mesmo com uma educação de qualidade, a gente aprenderia? Porque, se um condenado não quiser aprender, nada vai fazer ele aprender, por mais diplomas e técnicas pedagógicas que o apelidado “psor” tiver.

Foi mal aí por essa introdução estilo “eu pra presidente em 2010”. Até porque cê não veio aqui pra isso. Chega de papear e vamos ao ponto alto da noite.

Como cê já sacou, tô narrando uma novelinha da vida real, e veja só, pela primeira vez na vida eu sou protagonista em alguma coisa. Tô determinado a descobrir qual é a desse deputado-banqueiro, e com essa intenção eu vou até o fim.

Dessa vez, eu mandei um clone do e-mail que cê tá vendo aqui embaixo:

“Dear friend,

First of all, I would like to know, for security reasons, how you got my e-mail. I live in a country far from his, and would be more logical that you ask for help for someone in Africa. Answer me this question, and we can continue the transaction.

Best regards,

Rafael Tenorio”

Resumindo e traduzindo essa ópera, eu coloquei o cara contra a parede e mandei na lata: “E aí, como você conseguiu meu e-mail?”. Disse também que seria muito mais lógico ele pedir a juda a algum cidadão oficial de Burkina Faso, e não de um estrangeiro.

Agora, dá uma sacada no 3° episódio dessa novelinha, que nunca vai passar na Globo, somente aqui no Fala Aeh!. Pra vocês, com exclusividade, o terceiro e-mail de Umaru Zara (a tradução tá horrível, mas não reclama, porque nem mesmo o Santo Google é perfeito…).

“Caro amigo,

Muitos agradecimentos mais para a sua resposta e para sua pergunta inteligente. Para a sua pergunta a respeito de como eu tenho o seu endereço de e-mail, por favor eu quero que você entenda muito bem que eu acredito que são confiáveis e você tiver selecionado entre milhares de milhões de pessoas no mundo, porque eu tenho o seu endereço de e-mail quando eu estava realizando pesquisas na Internet para conectar-se um parceiro de negócios confiável e sincero estrangeiros, que pode me ajudar a executar esta operação será totalmente successfully.I falhar, se eu tentar fazer esse negócio sozinho, sem conexão partner.I um estrangeiro foi jogada pelo Deus Todo-Poderoso e ao meu espírito interior em contato com você quando eu vi o seu endereço de e-mail. Posso copiar o seu endereço de e-mail, fui para casa com ele e orou a sério sobre ele por alguns dias, através de bons sonhos e visões que eu tinha sobre você eo sucesso desta operação, eu fui feito para acreditar que você é a pessoa certa para me ajudar realizar essa grande missão com êxito e, por conseguinte, enviei-lhe a minha mensagem primeira proposta e você respondeu-me. Eu sou um muçulmano muito bom, que acredito e confio muito em Deus Todo-Poderoso, e meus sonhos sempre vêm à reality.I, portanto, 100% de certeza que você não trair nem me decepcionou e, portanto, tenho confiança e seleccionada para me ajudar, entre outros no mundo, porque alguém tem que ser selecionado para realizar esta operação com sucesso.

Espero ouvir mais logo de você para nos ajudar a avançar.

Graças imensamente e melhores cumprimentos”

Para tudo, para esse busão chamado Mundo que esse é o meu ponto: quer dizer que o cara achou meu e-mail completamente por acaso? Ele tava lá, no notebook dele, jogando alguma coisa no Google, procurando um parceiro de negócios estrangeiro, e por obra e excelência do Todo Poderoso, meu e-mail vai parar nas mãos de um certo deputado-banqueiro. O condenado teve sonhos e visões em que eu fazia alguma participação, meio de “Robert”, e por isso ele acha que eu ele temos uma missão, isso porque os sonhos do sujeito sempre vem “à reality”(adorei essa expressão… KKK!!!).

Tá na cara que Zara (se é que esse é mesmo o nome dele) tá querendo me sensibilizar, falando em Deus toda hora, falando de sonhos, visões, missão e o escambau. Toda essa história tá me parecendo fantástica demais. Pow, quer dizer então que eu sou “O Escolhido”, “O Eleito”, “O único bruxo que pode matar Lorde Voldemort”… KKKKKKKKKKK!!! (zueira!). Muito esquisito esse lance de pegar o e-mail do primeiro zé-ruela que o Google aponta e começar a negociar com ele.

Como diriam aqueles comercias de 5 horas da Polishop, “E não é só isso!”. Já que o cara é um banqueiro, não seria facinho pra ele e mais lógico também ele mesmo fazer alguma coisa pra ser apontado como o único herdeiro legal do falecido milonário? Aí, ele não precisaria de gringo nenhum pra ajudar. Ainda mais que, na verdade, o gringo tem o papel de ajudar a gastar grana, e essa ajuda ninguém em sã consciência quer…

Post mandado, hora de mandar um salve!

O salve dessa noite vai pra senhorita Fran, que comentou com muita propriedade no Post 22#, e além disso me deu umas sugestões do que eu poderia fazer pra continuar agindo e levando a farsa adiante. Valeu mesmo, Fran, cê me ajudou pra caramba! Nunca deixe de comentar aqui no Fala Aeh!, é realmente muito difícil encontrar leitores que saibam mandar um comentário de responsa. Brigadão, guria!

Opa, também tem salve pra Fehnanda! Obrigado por comentar no Post 22#! Seus comentários são sempre muito bem vindos.

E, semana que vem, assista (ou melhor, leia) ao 4° episódio dessa novela (nem Manoel Carlos pensaria em algo assim! KKKKKKK!!!).

Um domingo cheio de alegrias, pequenas surpresas e grandes emoções pra você!

Valeu, Galerinha Internética! Fui, mas voltarei!

[…fim de transmissão…].

Não era só um trote! ELE RESPONDEU!

Um salve pra toda a galerinha internética que tá conectada em banda larga (ou não, vai saber…) ao Fala Aeh! Pra início de papo, vou te mandar uma fita, rapidão: tava eu, dando um rasante pelas ruas de Jund City, daí bateu uma sede federal. Era quase 3 da tarde, sol a pino, e eu no meio da avenida. Parei numa lanchonete qualquer, e do vácuo me surge uma geladeira gloriosa: não deu outra, fui lá e catei uma latinha de Fanta (dane-se, nem ligo se tô fazendo comercial…). Cheguei no balcão…

Quando pensei que não, o cara sacou uma metranca não sei de onde, no melhor estilo Rambo, e me levou quase tudo que eu tinha no bolso, sem zueira…
Exageros e imaginação fértil à parte, foi quase isso que rolou. O maluco da lanchonete me cobrou a absurda cifra de R$2,30 por uma miserável latinha de Fanta! Meu, eu fiquei pasmo na hora, sem reação… Quase que eu pergunto pro condenado se ele tava me achando com cara de magnata (e pelo jeito tava mesmo), mas não tive outro remédio a não ser sacar uma nota de dois mangos mais três moedinhas douradas de 10 cents.

Chega de papo furado, vamos ao post!


Depois desse assalto a mão armada de fuzis, granadas, metrancas e o escambau, vamos ao post…
Se você deu uma sacada no Post 21#, vai cair pra trás quando ouvir o que estou prestes a dizer… Se você ainda não leu o Post 21#, demorou! Sem ler ele, cê não vai entender nada. Vai lá, rapidão, depois volta pro Post 22# (mais conhecido como esse que cê tá lendo).
Agora que quem tava perdido finalmente pegou o fio da meada, vou passar a fita…
Outro dia desses, tava eu, de bobeira, checando minha caixa de entrada. Nem tava levando fé no lance do tal deputado-banqueiro africano, e meio que já tinha dado um delete nesse arquivo. Não me pergunte por que, mas fui lá fuçar na lixeira do meu e-mail, e…
Putz, tomei um susto quando olhei, de relance, aquele e-mail misturado com todo aquele lixo e poeira eletrônica… À essa altura, não precisa ser nenhum Einstein pra sacar que Mr. Umaru Zara não só existe, como não é um fake, e de quebra respondeu meu e-mail…
O e-mail que eu mandei pro maluco se parece muito com esse aqui:
“Dear friend,
I read your e-mail, and I’m very surprised. Was I the right person to receive this e-mail? I think you may have been mistaken. Would I like more information about this bank transfer.
Best regards,
Rafael Tenorio”
Agora, dá só um liga na resposta do cara. Dessa vez, como a mensagem é grande, vou postar só a tradução. Mais uma vez, créditos da tradução ao Santo Google:
“Caro amigo,

Obrigado pela sua bondade para mim para esta operação, eu quero que você saiba que você é a única pessoa que sabe sobre essa transação e eu prometo que irei dar-lhe todas as informações fundamentais até que este dinheiro é transferido para sua conta. i dont speack espanhol também, mas eu acredite que você está tentando em Inglês, podemos trabalhar com o que você pode ouvir, por favor. O que eu quero de você é para me garantir a sua capacidade de lidar com essa transação com confiança, dando-me a seguinte informação sobre si:
1) A sua ocupação.
2) Você é casado?
3) N° Tel
4) Fax n º
5) seu país.
6) homem / mulher
7) o seu nome completo
8) Sua idade
Com base neste vou aconselhá-lo a sentir-se livre está tudo bem, eu estudei esta operação muito bem antes de entrar em contato com você para obter assistência. l ter servido para este banco de tantos anos e agora se aproximando minha aposentadoria eu achar necessário utilizar esta oportunidade para apresentar a soma dos reclamados dinheiro na conta do nosso cliente falecido para ajudar a mim e minha família depois da minha aposentadoria através do investimento que será estabelecer em seu país com a minha porcentagem na transação. Não há nenhuma dúvida sobre sua qualificação jurídica como o parente mais próximo ao nosso cliente falecido e dono do NADB4934109 número da conta, com as seguintes razões: (a) Antes da morte do nosso cliente falecido seu verdadeiro parente mais próximo não foi indicado para o conselho de diretores do banco por causa da top secret e confidencialidade das operações a que o nosso cliente final das operações com os vários governos na África Ocidental. (b) Possuir a sua incapacidade de indicar o seu parente mais próximo com os funcionários do banco, por conseguinte, é impossível para o conselho de administração do banco para verificar se o parente mais próximo, bem como o verdadeiro inheriter do dinheiro. (c) E, pelas razões acima das gerências do banco me autorizou oficialmente como o gerente de remessas de divisas do banco para verificar se o parente mais próximo ao nosso cliente falecido. Portanto, o banco vai sempre cumprir minhas indicações oficiais através da autorização oficial deu em mim. E por essa razão você não tem nada a temer que o seu interesse e identidades serão protegidas legalmente. Mais assim, a única informação requerida de você pelo banco é o seu banco de dados constantes do pedido oficial que vou dar-lhe enviar para o nosso banco após a sua resposta imediata, porque a recepção da sua aplicação é o início do processo oficial de esta transação. Agora eu gostaria de aproveitar esta oportunidade para dizer-lhe a informação detalhada sobre o nosso cliente falecido. Ele segurou NADB4934109 número da conta, com nosso banco. Ele morreu com a sua família como afirmei em meu e-mail primeiro. Desde sua morte, esta conta foi adormecida e ninguém pediu para nosso banco para a liberação desse dinheiro para ele ou ela como o parente mais próximo. Conforme o gerente de remessas estrangeiras deste banco, eu tenho estudado esta operação com muito cuidado e notei que não há riscos envolvidos. Estou aqui para proteger todos os seus interesses na presente transação até que este dinheiro é transferido para sua conta. Desde que estou aqui vou estar dando-lhe todas as informações do banco de desenvolvimento, logo que começa esta transação. Eu sei que você não vai me decepcionar quando o dinheiro entrar em sua conta eu tenho toda a minha esperança nessa transação porque, em breve ir em aposentadoria. Eu sou um simples banqueiro cuja credibilidade ainda está intacto e com a minha maturidade e compreensão, eu prometo dar-lhe a melhor cooperação .. Depois que o banco não aprovar a sua inscrição como parente mais próximo ao cliente falecido. Eu vou voar baixo para o seu país para o investimento com a minha própria parte, mas vou aconselhá-lo a mantê-lo como um top secret porque nenhum corpo novamente sabe sobre essa transação, exceto você e eu.
Chame-me sobre o meu número de telefone privado… (esse número não vou divulgar, foi mal aí), logo que receber este e-mail. Espero ouvir de você em breve.
Meus cumprimentos a você e toda a família”
Cara, nem lembro quando foi a última vez em que eu levei um susto tão grande. Na hora eu tava ocupado, nem li direito, fui jogar esse e-mail no Google pra ler agora a pouco.
Muito bem, vamos dar uma flexionada no dilema. O fato é que as mensagens não tão sendo mandadas por obra e excelência do vácuo. Realmente existe alguém, em algum lugar do mundo, mandando esses e-mails. Se ele realmente é da África, se o cara é mesmo um deputado-banqueiro (muito esquisito um deputado ser também um banqueiro…), como ele achou meu endereço de correio eletrônico e o que esse cara realmente quer? É o que eu tô empenhado a descobrir.
Se você leu com atenção, viu que o cara pediu pra eu dar um ligão pra ele. Putz… O que eu faço pra levar essa farsa adiante? Quem tiver sugestões ou comentários, pode mandar, serão de grande ajuda…
No começo, achei que todo mundo que lê o Fala Aeh! ia achar que eu tava ficando sem ideia pra blogar e daí teria inventado esse lance. Mas tá sendo justamente o contrário, e isso é ótimo! Isso mostra que eu tenho alguma credibilidade nessa joça! Valeu pela confiança!
Todos os meus instintos me dizem que isso é um golpe. Como ele funciona é o que eu vou descobrir. Fica ligado em todos os capítulos dessa história, do contrário, a próxima vítima pode ser você.
Não perca os próximos capítulos dessa novela da vida real! KKKKKKKKKKKKK!!!
Um forte abraço pro Rapha Kakazu ( japa, blogueiro, meu xará e um dos recentes membros da Galerinha Internética), pra senhorita Fran (dona de um simpático sotaque sulista que conquista a qualquer um) e pro senhor Rodrigo Lara (O Fala Aeh!, nas palavras dele: “blog zuado, no bom sentido”. Obrigado, eu acho…). Valeu por comentarem no Post 20#!
Falou, galera! Um feriado incrível pra vocês (apesar de ser dia dos mortos e de dois dias antes ter sido Dia das Bruxas…). E daí, mesmo assim é mais um holiday pra curtir!
Sábado que vem, tô de volta! Fui!
[…fim de transmissão…].

Aí, já recebeu um e-mail desses?

E aeh, como vai a galerinha mais internética da rede? Pô, esse mês de outubro tá sendo maravilhoso, tá tendo um feriado praticamente toda semana, e o melhor: eles tão vindo coladinhos com o apelidado FDS, que é onde começa nossa alegria, as festinhas que viram a noite e o dia, e também todo mundo que tiver nelas… O sujeito no outro dia acorda em outra cidade, na sarjeta, ou quando pior, do lado de uma “coisa” que até ontem na festa parecia bem catável… Meu, eu tenho pena desses caras…
Mas isso não tem nada a ver com o post de hoje. Hora de te mandar a fita. Dessa vez, uma fita internacional (dane-se, não vejo nada que preste nisso). Aconteceu um lance comigo, às 15 horas, 51 minutos e 41 segundos desse dia 23+1…
Não sei se é spam, não sei se é corrente, não sei se é fake, nem sei se mais gente recebeu o e-mail que eu recebi.
Chega de enrolar: direto e reto, eu recebi um e-mail com o assunto “Por favor, leia e responda urgentemente”, de um cara chamado Umaru Zara. Um deputado. Agora, adivinha só de onde o condenado é: ponto pra quem respondeu Burkina Faso, um país que resolveu se instalar no apelidado continente africano (Puuutz!…).
Joguei o termo “Burkina Faso” na Wikipedia, e não descobri muita coisa, a não ser que o país tem a pior taxa de alfabetização do mundo (23,6%).
Como um bom usuário da net, apelei pro “Santo Google”, e joguei o texto do e-mail lá (tava tudo em inglês, e inglês pra mim é grego… KKKKKK!!!). Pelo que eu entendi, o tal deputado tá a fim de transferir pra minha conta uma grana (não sei exatamente quanto, mas é algo na casa do milhão). Zara ainda menciona que eu teria 35% da quantia (mão de vaca…).
O texto do tal e-mail é esse aqui:
“Dear friend
I know that this message will come to you as a surprise. I am Mr umaru Zara, from Burkina Faso the bill and exchange manager in bank of Africa (b.o.a), Ouagadougou Telephone (não vou divulgar o telefone, foi mal aí…) I hoped that you will not expose or betray this trust and confident that I am about to repose on you for the mutual benefit of our families. I need your urgent assistance in transferring the sum of (usd$30.7m) million to your account within 10 to 14 banking days. This money has been dormant for years in our bank without claim. I want the bank to release the money to you as the nearest person to our deceased customer (the owner of the account) died along with his supposed next of kin in an air crash since July, 2000. I don’t want the money to go into our bank treasurer account as an abandoned fund. So this is the reason why I contacted you so that the bank can release the money to you as the next of kin to the deceased customer. Please I would like you to keep this proposal as a top secret and delete it if you are not upon receipt of your reply, I will give you full details on how the business will be executed and also note that you will have 35% of the above mentioned sum if you agree to handle this business with me? And 10% will be set aside for any expenses that warrant on the process before the fund get into your bank account such as telephone calls bills (etc).
Best regard
Mr umaru Zara
Telephone (Não vou divulgar o telefone, foi mal aí…)”
Agora, saca só a tradução do e-mail (créditos ao Google!):
” Caro amigo
Sei que esta mensagem vai chegar a você como uma surpresa. Eu sou deputado Umaru Zara, de Burkina Fasso o projeto e gerente de câmbio no Bank of Africa (BOA), Ouagadougou Telefone (Não vou divulgar o telefone, foi mal aí…) Eu esperava que você não irá expor ou trair esta confiança e certeza de que estou prestes a repousar sobre você para o benefício mútuo das nossas famílias. Eu preciso de sua ajuda urgente em transferir o montante de (US $ 30.7M) milhões em sua conta dentro de 10 a 14 dias de operação bancária. Esse dinheiro estava adormecida há anos em nosso banco sem reclamação. Eu quero que o banco liberar o dinheiro para você como a pessoa mais próxima ao nosso cliente falecida (o proprietário da conta), morreu junto com seu próximo suposto parente em um acidente aéreo desde julho de 2000. Eu não quero o dinheiro para ir em nossa conta bancária como tesoureiro um fundo abandonado. Portanto, esta é a razão pela qual entrei em contato com você para que o banco pode liberar o dinheiro para você como o parente mais próximo ao cliente falecido. Por favor, gostaria que você mantenha esta proposta como uma ultra-secreto e eliminá-lo se você não estiver após o recebimento da sua resposta, eu lhe darei mais detalhes sobre como o negócio será executado e também a nota que você vai ter 35% do quantia acima mencionada, se você concorda em lidar com esse negócio comigo? E 10% serão reservados para as despesas que justifiquem o processo perante o Fundo de entrar em sua conta bancária, tais como contas de telefone (chamadas, etc.)
Melhores cumprimentos
Senhor Umaru Zara
Telefone (Não vou divulgar o telefone, foi mal aí…)”
Na boa, tô achando que esse e-mail é só mais um hoax da net, tipo aqueles e-mails que falam de bandidos, estupradores, drogas de boa-noite-cinderela com efeitos apavorantes (criativos, a gente tem que admitir) ou então algum tipo de vírus que, uma vez no PC, destrói o HD em duas horas… Fico pensando que graça tem ficar perdendo tempo pra criar hoaxes pela rede.
Pelo sim e pelo não, respondi o e-mail e adicionei o Senhor Deputado Africano no MSN. Cara, se ele der algum sinal de vida depois disso, vai ser um lance muito, muito louco…
Fica aqui o alerta. Se você receber um e-mail desses, pode deletar direto e sem culpa.
Como diria Seu Madruga, “Me acorde às 11 horas e leve meu café na cama…”.
Valeu, galerinha! Um bom Dia do Funcionário Público pra vocês! Fui!
[…fim de transmissão…].

Promoção "Fale aqui no Fala Aeh!". Já se inscreveu?

ATÉ AGORA, a promoção não tinha nome, mas acabei de inventar esse. Por enquanto, só uma pessoa se inscreveu (e fez tipo uma “chantagem emocional”, pena que não vai funcionar comigo… KKKKKKKK!!!). Acho que eu não deixei o lance bem explicado, então lá vai: quem tiver a fim de participar tem que me mandar um e-mail para rafa_hyuuga@hotmail.com , contendo o post que escreveria pro Fala Aeh!. Pode ser sobre qualquer assunto, desde que seja interessante e criativo. Tô esperando o seu post!

E, por favor, sem chantagem emocional dessa vez, okay? KKKKKKKKKKKKKKKKKKK!!!

Tá a fim de escrever posts no Fala Aeh!?

É ISSO MESMO. Tá a fim de escrever comigo nesse blog? Muito simples, é só mandar um e-mail para rafa_hyuuga@hotmail.com, dizendo que quer escrever pro blog, e mandando também o post que você escreveria. O escolhido (a) vai escrever comigo nesta humilde página (dãããã…). É, filhote, preciso de alguém pra escrever pro Fala Aeh! se eu estiver sem idéias! Tipo agora… KKKKKKKKKKKKKKKKK!!!

Bom, galera, agora é fim de transmissão. T+! Até o próximo post!

Quando o Rafa vai atualizar o blog?

 BOM, vou atualizar o blog só uma vez por semana, sempre sexta à noite, ou na madrugada de sexta pra sábado. O número de atualizações vai ser variado: uma, três, duas, sei lá… Vai depender das idéias que aparecerem. Cê já sacou que esse é um blog completamente fora dos padrões, né? Apesar disso, os clássicos comentários continuam valendo. Por favor, não deixe de comentar! Também aceito críticas, desde que sejam construtivas e não sejam sem nexo. Opa! Acabei de ter uma idéia. Mas… Só no próximo post!

Que raio de blog é esse?

… VOU TE PASSAR ESSA FITA. Fala Aeh! é um blog completamente despretensioso, sem complicações, super light e sem enrolação. Não tô a fim de ficar rico, não quero ficar famoso, não quero fama nem absolutamente nada com esse blog. Não tenho pretensões. Se você curtir, pra mim tá ótimo, mas, se não achar legal, ALT+F4 é a serventia do blog. E o tema? Olha, o tema é o seguinte: é simplesmente o que me der na telha. Se acontecer um lance legal, escrevo um post. Se acontecer um lance chato, escrevo um post. Se você postar um comentário, escrevo um post. Se eu tiver uma idéia, escrevo um post. Se uma formiga passar na rua, escrevo um post, e assim vai. O conteúdo dos posts é imprevisível, assim como o tamanho deles. Quer saber o que vai acontecer? Só mesmo acessando e lendo. Agora, outro ponto importante: Atualizações

Afinal, o que cê tá fazendo aqui?!

FALA AEH, GALERA! Bom, esse é, oficialmente, o primeiro post desse blog. Se você tá lendo isso agora, provavelmente não tinha nada melhor pra fazer. Aliás, nem sei se se vão ler esse blog a cada atualização. A Paty, eu tenho certeza que vai ler sempre. Também tem a Senhorita Mah e sua fiel escudeira, Jana. Ah, não posso esquecer da moça do Idiotices Yuméricas, da Nanda, da Paulinha… É, talvez leiam o que eu postar aqui. Não dá pra garantir um bom post sempre, já que nem sempre vou ter ideias legais. Não sei o que cê tá fazendo aqui, mas já que veio, seja bem vindo! (ou bem vinda!). E agora, vamos ao principal: afinal, que raio de blog é esse?